As tardes cinzas
às tardes cinzas


Poema de Natal
"Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente".
(obrigado Tereza)
In exchange for star testimonials of brands such as Lucky Strike, tobacco companies promoted movies in adverts worth millions of dollars, the documents show.
"The link between Hollywood and tobacco go back to the beginning of talking pictures,” says Stanton Glantz, director of the Center for Tobacco Control Research and Education at the University of California, San Francisco. "It was a way to thoroughly embed tobacco use in the social fabric."
Glantz and colleague Kristin Lum mined 246 documents, including cigarette endorsement contracts (made public as part of the tobacco industry legal settlement with state governments), contemporary news reports, and a collection of cigarette advertisements collected by Robert Jackler, a neurosurgeon at Stanford University.
"I was surprised that the amount of scholarship around [the advertisements] was very little," says Glantz.
According to the documents, Hollywood and tobacco companies began their relationship in 1927, when an advertising firm brokered deals between two of its clients: American Tobacco and RCA. Other studios, including Paramount, MGM and Columbia, soon followed.
Between 1927 and 1951, major studios and tobacco companies partnered on at least 215 cigarette advertising campaigns, Glantz's team found.
Stars contract-bound to a single studio touted the benefits of brands like Lucky Strike and Camel in advertising agency written testimonials. "Folks, let me tell you, the good old flavour of Luckies is as sweet and soothing as the best 'Mammy' song ever written,” said Jazz Singer star Al Jolson in one such endorsement.
In exchange for the praise, Hollywood studios received free advertising for their movies.
For example, cigarette ads would mention specific movies and endorsements would be tied to their release dates. In some cases, tobacco companies sponsored radio programs featuring their pocketed Hollywood stars. American Tobacco, maker of Lucky Strikes, spent $2.3 million producing The Jack Benny Program.
The US Federal Trade Commission attempted to clamp down on the relationship beginning in 1929 on the grounds that advertiser-written endorsements misled consumers, but studios easily circumvented these rules through lobbying and carefully worded disclaimers.
Television, not government regulation, ended the formal relationship between studios and tobacco companies. More recently, product placements in movies have replaced overt Hollywood tobacco advertising, Jackler says.
Glantz has called on studios and the Motion Picture Association of America, which rates films, to remove smoking from youth films and restrict access to films with smoking. He estimates that such restrictions would cut youth smoking by 60% and keep cigarettes out of the hands of 200,000 youths each year.
The commercial relationship between tobacco companies and Hollywood undercuts objections to such limitations, he says.
"One of the excuses that comes out of the studios and Motion Picture Association [of America] and a lot of individuals who make movies, is smoking in the movies is an integral part of the art form itself," he says. "What this shows is that that’s not true."
Journal reference: Tobacco Control (DOI: 10.1136/tc.2008.025445)













Como agradecer a única pessoa que lê as coisas que escrevo? No entanto, se você estivesse falando da dica no you tube com entrevistas do Cortazar, alguns dias antes de você me mandar aquela mensagem, fuçando no you tube eu as assisti de trás pra frente. Por essa e por outras postei coincidência. Mas se Cortázar estivesse vivo ele teria outra explicação pra isso tudo.
Ah, o livro que acabei de ler ilustra meus agradecimentos, quando vier pra Sampa ou quando o Fabio vier eu empresto pra vocês.

s. f., simultaneidade de dois acontecimentos;
concordância;
justaposição;
identificação de duas ou mais coisas;
acaso.
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://i10.photobucket.com/albums/a150/tuesdayweld/blowup1.jpg&imgrefurl=http://multiplot.wordpress.com/2008/06/13/blow-up-depois-daquele-beijo-michelangelo-antonioni-1966/&h=442&w=369&sz=23&hl=pt-BR&start=1&tbnid=-xtUnF6M7wsfAM:&tbnh=127&tbnw=106&prev=/images%3Fq%3Dblow%2Bup%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG




Imaginar uma mulher traída. Esta seria a primeira tarefa, depois, viriam os detalhes, uma mulher que apostou tudo, sonhos, viagens, uma nova vida, mas havia sido traída. De homens patéticos se faz história. Mariana tinha quarenta anos quando conheceu João. Ele sonhava com uma sociedade mais justa, ela queria ser feliz ao lado dele numa sociedade mais justa. Ele se encantou com outras, outras pernas, e o mundo não era mais necessariamente um lugar para os justos.
"las cosas la están mirando
y ella no puede mirarlas"


"E quando a mentira começar a dar-nos prazer, falemos a verdade para lhe mentirmos."
Queria lhe mandar uma mensagem no celular: atrás de cada gesto sempre se esconde uma paixão; queria voltar à sua cama nesses dias frios, sentir o seu cheiro e sexo, mas não havia sequer verbalizado seu querer, conjecturas, via nela uma mulher que mexia com seu todo e que o tratava ora como um gato, ora um cachorro.
Queria ler o que ela estivesse lendo junto na cama, um conto ou um poema, discutir somente o silêncio enquanto sentia sua cintura com uma de suas mãos enquanto a outra sentisse seu pescoço, ombros, costas, enquanto ela se sentisse desejada.
Queria falar-lhe o quanto seus amigos eram dispensáveis, o quanto ele era egoísta, o quanto ela estava exuberante a última vez que se encontraram naquela festa estúpida - que poderiam ter evitado, a sós, ouvindo as histórias dela, da infância, da avó, dele, dos cavalos, do sítio, bebendo suas histórias.
Queria beijar sua boca, sua boca sempre mais vermelha, mais redonda e sempre entreaberta pedindo pra ser mordida. Mas suas palavras, como seus gestos, eram sempre equivocados. Era um patético e sabia que seu jeito a ameaçava.
No fim, um dia, ela lhe disse sobre a importância das pessoas estarem bem sozinhas, disse que diferenças de idade e de opinião não contribuem para um bom relacionamento, disse também não estar pronta pra uma relação mais íntima.