Quero escrever histórias e inventar algo novo. Quero escrever sobre livros que já li e que ainda não li. Quero roubar dos grandes mestres e das grandes mestras e saber disfarçar. Até aí tudo normal, mas o treino deve ser o essencial. Quero trabalhar com sinônimos e antônimos e elaborar metáforas e metonímias. Quero trabalhar com algumas figuras de linguagem e com mertiolate. Torturar e acariciar as palavras por trás da porta trancada. Quero, desejo e queimo. Ser Maurício, Clarice, Chico, João e Ana. Ser Alejandra e ser Roberto, ser Diogo e ser Bia, tudo ao mesmo tempo. Quero todos ao mesmo tempo. Um querer crônico.

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