quarta-feira, julho 27, 2016
Tenho pensado demais?
Será que é culpa da terapia?
Culpa do surto?
Culpa dos anti-psicóticos e dos anti-depressivos?
Será que é culpa da minha solidão?
Dos livros que li? Do livro que estou lendo?
Das canções que escuto?
Controlo sempre minha agressividade
Controlo minha baixa estima
E assim caminho... para onde?
Será que é culpa de meu trabalho?
Será que é culpa da facu?
Será que é apenas minha culpa?
Angústia e Ansiedade em módulos moderáveis mas que incomodam.
Me atrapalham? Ou ainda não sei o que elas são, significam ou se são só rótulos para sentimentos que não sabemos explicar ainda, ou pelo menos, eu não sei explicar ainda? Facebook? Digital world? Internet?
"Há uma coisa que me preocupa, e já o disse muitas vezes. Que, enquanto o vocabulário de uma área particular, de um campo profissional técnico, de um ambiente específico, na agricultura, por exemplo, ou na pecuária — enquanto esses vocabulários específicos possuem uma riqueza enorme, tudo o que um homem pode sentir por outra pessoa resume-se — em todas as línguas que conheço — a meia dúzia de palavras. Algumas positivas, como "amizade", "amor", "ternura", "simpatia", "carinho", e outras tantas negativas. Parece-me muito restrito. Eu tenho quatro filhos, já adultos, e os amo de quatro maneiras diferentes. Há uma variedade imensa do amor, e a língua não reflete essa variedade. É uma limitação esquisita. Talvez devida a uma certa desatenção pelos sentimentos, pelos conteúdos anímicos, em contraste com a refinada atenção dedicada às técnicas da agricultura, da medicina... E às mil maneiras de dar um chute numa bola! E isso porque há um interesse especial. Muitas pessoas gostam de futebol e precisam distinguir os diferentes matizes dessa atividade. E, em contraste, o que uma pessoa sente por outra — e é algo mais difícil, sem dúvida — não desperta tanto interesse. Eu fico muito perplexo com este fato."
Julián Marías
terça-feira, julho 19, 2016
sexta-feira, julho 15, 2016
Miramar (Versos robados)
Mi corazón se me abrió
en un delírio sin pudor
La soledad que yo llevaba desde hace mucho
en un estanco inviolable de mi pecho
ahora tiene pareja
(Alcides + Gabo)
segunda-feira, julho 11, 2016
Coração batendo
Qual é a coisa mais importante do mundo? Qual é a coisa mais importante para a pessoa como indivíduo? E o que é o amor?
A coisa mais importante do mundo é o eu e o Outro ao mesmo tempo, ou seja, voltarei a este tema nas próximas semanas mas acredito que a coisa mais importante no mundo e que resolveria muitos de nossos problemas atuais e crônicos seria amarmos ao próximo como a nós mesmos. O mais importante para a pessoa como indivíduo é crescer e desenvolver-se em seus valores humanos. Por fim, o amor é uma das invenções mais importantes ou talvez uma das habilidades mais cruciais da humanidade, quiça seja uma utopia, um verbo impossível de realizar-se? sei lá...
Soa muito cristão mas creio que seja assim.
domingo, julho 10, 2016
Busca:
Onde se esconde a poesia?
Se esconde no corpo de Paula,
nos olhos curiosos de Cacá.
Se esconde na janela de meu quarto.
A poesia se esconde num passeio de bici
nas tardes de outono,
no Ibirapuera sobre a sombra de uma árvore.
Se esconde em Cien
años de soledad.
quinta-feira, junho 30, 2016
Os quereres.
Queria ter uma máquina da memória para me lembrar de todos os momentos em que você esteve sobre mim, nua, crua, estonteante.
Queria ter te conhecido antes. Queria ter te levado pra Tenochtitlán antes dos espanhóis chegarem.
Queria ter visto Modigliani te pintando e te coberto com meu corpo ao final de cada sessão.
"Em arte só os preguiçosos são capazes de fazer alguma coisa"
Se a linguagem for órfã da verdade
Quem elabora nossas narrativas?
Quem a elabora na biblioteca?
Quem a elabora na sala de terapia?
Quem a elabora na sala de aula?
Quem a elabora no manicômio?
Quem a reescreve nos muros?
Vazio de ser:
Faltante
desejante
a vida toda em três linhas.
Percurso
Humildemente vaidoso
a vaidade de um asceta
a vaidade de um abstêmio.
(Alcides Ferreira)
sábado, junho 04, 2016
Só palavras
P. na palma das minhas mãos, na minha boca, nos meus dedos, no meu peito e sobre mim. Quantos cheiros, quantos abraços, quantas pernas, meu Deus: para que tanta perna, meu Deus? - pergunta o meu coração, mas meus olhos, meus olhos não perguntam nada.
sexta-feira, maio 27, 2016
quinta-feira, maio 26, 2016
segunda-feira, maio 23, 2016
domingo, maio 22, 2016
MASP - Modigliani
“Rome is not outside me, but inside me.. Her feverish sweetness, her tragic countryside, her own beauty and harmony, all these are mine, for my thought and my work.”
sábado, maio 21, 2016
sexta-feira, maio 20, 2016
Ando medio Manzanero...
"Cuando camino por la calle
y del brazo vas conmigo,
me vuelves loco,
y cuando siento el sonido de tu risa
que me vende tu alegría,
me vuelves loco."
quarta-feira, maio 18, 2016
Self reflection? (I'm really not against technology)
What for?
We are customizing our lives. No time for having a good time and real conversations with our firends and our beloved ones.
We are customizing our lives. No time for having a good time and real conversations with our firends and our beloved ones.
Angústia
"El desierto crece: ¡ay de aquel que dentro de sí cobija desiertos!"
Nietzsche
Ser faltante. Um projeto infinito enquanto duro. "Um ser cujo ser consiste em compreender?" Um ser criativo ou curioso? Um sonhador generoso e atencioso, porém sempre ansioso e desajeitado. Idealista logo pouco prático. Frívolo e leviano em relação a alguns assuntos.
terça-feira, maio 17, 2016
Why pleasure makes me feel guilty?
Because I'm too old for that. I was suppose to have more duties and headaches. I'm supposed to have more bills to pay and children to feed, to raise, and care. Learning more about human nature? Or not having anytime to learn about anything?
Why we go on?
Is this whole thing just a game?
Is it just a trip?
Are we living under pressure of social constructions, only?
Cronópio? Ou Fama? Blending Famas e Cronópios?
Is it just a bunch of stories?
segunda-feira, maio 16, 2016
segunda-feira, maio 09, 2016
Paula C.
domingo, maio 01, 2016
Constantly talking isn't necessarily communicating, is it?
Why do I fall in love with every woman I see who shows me the least bit of attention?
I dreamt about you last night but...
Constantly facebooking isn't necessarily communicating. I feel isolated: Connected, but alone? I share therefore I am, really? No one is listening to me, isn't it? We are losing our touch, building a desert, perhaps. Love and sex must not belong together: Keep up smilling cause when you're smilling the whole world smiles with you.
sábado, abril 30, 2016
Agatologia ( Me deixas louco )
Y sobre todo mirarte con inocencia
y sobre todo mirarte con cuiriosidad a la vez
Eres hecha de azul
Me gustaría vivir en tu azul
vivir en tus pechos
en tus nalgas
vivir en tu boca y en tus oidos
vivir en tu cuello, en tu cintura, en tus espaldas
vivir entre tus piernas
los sonidos llenarianse de espacios
las soledades serían pobladas
sexta-feira, abril 29, 2016
Harmoniuos disagreement ( I dreamt about you last night)
Harmoniuos disagreement:
We are not just brains, we are also boddies, when I woke up this evening The first feeling I had was one of solitude. Then I sat in front of a laptop screen and I started to watch some videos and lectures on youtube. After that, cause I couldn't stop thinking of what we did last night I felt empty again. This is not because I feel something bad about last night but quite the contrary, I feel like that feelling of last night won't come back so soon, nor if it's gonna happen again. I feel empty and grim cause it feels like I've taken a part in this great act of love, this magical moment, this mystical event that will take some time to happen again, if it ever happens... One can have the so called spiritual moment without believing in the spirit, a great contemporary philosopher says. I wish I could have the guts to send you this message. I also feel empity cause I'm not gonna see you tonight, besides I have let you down I guess cause we had a business appointment that I missed, and I know that this appointment means a lot to you.
Changing the topic: you are so beautiful and the charm in the way you hide is... I couldn't stop thinking of you today so I decided to make a list of songs named after you. Accidentaly I mean, making that list I came a cross a band called Cigarettes after sex, and their songs are so mellow... so mellow like your voice, like your smile, like your mouth and your breasts...
Coming back to what I recall from last night your boddy is poetry, the best one ever written, then I feel like reading you more, trying you more, listening to you more, I can't help it...I wasn't expecting so much joy in one night I guess...The problem perhaps is that I'll never know what really meant to you last night...By the way, you're gorgeous.
quinta-feira, abril 28, 2016
Sólo que el silencio no existe
"Existe apenas um único assunto filosófico realmente sério: o suicídio."
Albert Camus
Si no puedo definir razones plausibles para algo no quiere decir que no lo puedo pensar, o sea, el suicidio de alguien que queríamos mucho, el suicidio de un conocido o de alguien que vagamente conocíamos, o el suicidio de alguien que apenas conocemos su última historia, por ejemplo, ¿por qué a las personas les gustan encontrar razones,
explicaciones, motivos? Creo que buscamos eso para confortarnos, no tiene nada que ver con el cariño que sentíamos por la persona que se fue, sin cartas, sin notas, sin explicaciones... ¿Por qué necesitamos dar sentido a algo que no tiene sentido, como la vida o la muerte y el suicidio?
¿Todo lo que nos excede o que interrumpe nuestro cotidiano y lo familiar nos aterroriza? ¿Todo lo que interrumpe nuestra linealidad nos infunde miedo?
¿Todo lo que nos excede o que interrumpe nuestro cotidiano y lo familiar nos aterroriza? ¿Todo lo que interrumpe nuestra linealidad nos infunde miedo?
segunda-feira, abril 25, 2016
On mental distress
(...)
"And likewise, for survivors of distress and adversity, that we remember we don't have to live our lives forever defined by the damaging things that have happened to us. We are unique. We are irreplaceable. What lies within us can never be truly colonized, contorted, or taken away. The light never goes out. As a very wonderful doctor once said to me, "Don't tell me what other people have told you about yourself. Tell me about you."
Eleanor Longden
"And likewise, for survivors of distress and adversity, that we remember we don't have to live our lives forever defined by the damaging things that have happened to us. We are unique. We are irreplaceable. What lies within us can never be truly colonized, contorted, or taken away. The light never goes out. As a very wonderful doctor once said to me, "Don't tell me what other people have told you about yourself. Tell me about you."
Eleanor Longden
domingo, abril 24, 2016
Marisas e montes
Ando meio Marisa Monte... sempre ando meio marisa... meio leve, meio mar, meio monte, meio brisa, meio mirando abismos... enamorado del viento...
sábado, abril 23, 2016
You were right Ju, it is not about fishing.
"It is remarkable that many men will go with eagerness to Walden Pond in the winter to fish for pickerel and yet not seem to care for the landscape. Of course it cannot be merely for the pickerel they may catch; there is some adventure in it; but any love of nature which they may feel is certainly very slight and indefinite. They call it going a-fishing, and so indeed it is, though perchance, their natures know better. Now I go a-fishing and a-hunting every day, but omit the fish and the game, which are the least important part. I have learned to do without them. They were indispensable only as long as I was a boy. I am encouraged when I see a dozen villagers drawn to Walden Pond to spend a day in fishing through the ice, and suspect that I have more fellows than I knew, but I am disappointed and surprised to find that they lay so much stress on the fish which they catch or fail to catch, and on nothing else, as if there were nothing else to be caught."
Thoreau’s Journal, January 26, 1853
Happily sad
We live on an unstable ground therefore we must accept this. "What need is there to weep over parts of life? The whole of it calls for tears."said Seneca. This quote fits perfectly to this Friday. I came to realize that is quite interesting when you find people who embrace sadness like you, today, for instance, I’ve been to Tim Burton’s exhibition then I realized that a genius like him also suffers and is aware of our precarious life. I also went there with a distinguished friend, I assume, which I happened to admire and feel a great intellectual affinity. She also shared some of her melancholy towards life in tiny little drops, I might say.
I guess is really hard to share intimacy with someone you
have barely met. It sounds nice that she relies on me to talk about herself and
her troubles. Besides, she doesn’t think life is simple like most people do. I
guess confessions mean friendship. Of course it was not just about sadness or
grief, our friendly and accidental date was also about sharing great stories
and getting to know more each other and learning more about our inner selves. I
think I also learned something about her different perspectives on Tim Burton’s
art. I felt so excited that I had to drop some lines down about this perfect day which is gone now.
My friend P. also took some notes of the exhibition
and copied some of Tim Burton’s sketches and drawings. They are awesome and now
they are all in my little notebook. The one that A. gave me and I took to the beach on new years eve. In this little notebook
I’ve been assembling some thoughts and jotting down some notes about reading La vida breve. Those drawings and sketches made me guess she is also quite kind and gifted. I’m
also really thankful and grateful for her help. I mean, her company itself helps
me put some things in perspective, hopefully. All in all, the whole life is bittersweet
because it is temporal and ephemerous perhaps.
quinta-feira, abril 21, 2016
Lo que no existe
El lenguaje y la escritura, a la vez, son dispositivos del orden? Aún me gustan las literaturas y sus distintos colores. Me gustan las novelas, los cuentos y la poesía porque de alguna manera además de las mentiras e ilusiones que cuentan desestabilizan el orden de un mundo que no tiene mucho sentido. Una sociedad que toma como natural construcciones sociales que son vistas como inmutables. Por eso también me gustan las canciones, principalmente las canciones que desestabilizan el orden corriente, que nos hacen imaginar mundos posibles, amores posibles, ensueños fantásticos, noches y días mejores. Además las canciones, como la literatura, llenan el vacio, el silencio, poblando nuestras soledades existenciales. Iba me olvidando de las artes plásticas, pues, un campo con el cual estoy poco familiarizado, además de las artes escénicas con las cuales sigo poco familiarizado todavía. Todo que desestabiliza el orden me interesa. Sobremanera la locura y el suicidio y la poesía. Las distintas formas de resistencia me interesan, el coro de los descontentes, las personas que encuentran sentido donde no hay. Todo eso me interesa, nuestras precariedades como seres humanos, el dolor, el duelo, la risa, el amor, las pasiones y el llanto.
Todo surge a partir de las charlas con Paula C., Paula E.
y con Cristina D., a partir de la filosofía,
las clases sobre la heterogeneidad de la las literaturas hispanoamericanas, las
reflexiones de la profe Ana Cecilia Olmos y la poesía. Además de la lectura de
El Reino de este mundo de Carpentier. Pues leyendo a Pizarnik me dieron ganas
de escribir eso lo que dije arriba:
6
ella se desnuda en el paraíso
de su memoria
ella desconoce el feroz destino
de sus visiones
ella tiene miedo de no saber nombrar
lo que no existe. (p. 108)
7
salta con la camisa en llamas
de estrella a estrella
de sombra en sombra.
Muere de muerte lejana
la que ama el viento.
(p. 109)
domingo, abril 17, 2016
O CORO DOS DESCONTENTES
O dia amanheceu lindo e ensolarado numa das maiores cidades em algum lugar do hemisfério sul cujo nome não me lembro. Num domingo qualquer no qual os deputados de uma república sul americana, creio, resolveram votar o impeachment ou não de uma presidenta sul americana. Os nobres e excelentíssimos senhores e senhoras do congresso desse país resolveram filantrópicamente passar um fim de semana na capital desse país para resolver problemas mais urgentes dessa nação. Tudo será transmitido pela Tv mais assistida do país onde poucos cultivam o hábito de ler. Ou quando leem também não gostam de buscar alternativas e basicamente leem três ou quatro diferentes fontes de informação que não parecem ser tão distintas entre si no fim das contas.
Moradores
e telespectadores nessa cidade que costumam amanhecer assistindo esportes e
música nessa popular rede de Tv iniciaram seu dia assistindo o canal
alternativo e a cabo da mesma emissora. Indagados sobre a mudança de hábito
eles dizem que o assunto e a comoção é de final de copa do mundo. Será? Talvez.
Pra muita gente só há duas possibilidades em jogo. Embora creio que para um
grande número de cidadãos que está confuso com a dita polarização do país essa
comoção não seja tão contagiante assim. Estes sujeitos que não se deixam
envolver pelos dois coros quase hegemônicos, se é que se possa dizer isso,
insistem em ter dúvidas. Claro que os mesmo sujeitos cheio de dúvidas gozam de
privilégios nessa mesma sociedade, ainda que poucos, privilégios que em algum
país do hemisfério norte passaria como direitos inclusive. Ou seja, os
desconfiados gozam numa zona de conforto que talvez não seja alterada a curto
prazo. Por isso eles têm tempo pra pensar e duvidar da comoção geral e
contagiosa.
De
certa maneira no meio dessa polarização os desconfiados em questão afinam o
coro dos descontentes. Será que eles são
os únicos otimistas? Ou os mais pessimistas? Talvez os mais realistas?
Cultivando desertos (Benvindo ao deserto do real)
3 de enero, 1959
(...)"Quiero llorar. Lo hago. Lloro porque no hay seres mágicos."(...)
(Pizarnik)
Connected, but alone?
I share therefore I am.
No one is listening to me.
We are losing our touch, building a desert.
Sinto necessidade de compartilhar. Uma urgência. Creio que agora começo a entender tanta gente conectada aos seus smartphones no metrô e no ônibus em meu trajeto a caminho do trabalho e na minha volta pra casa. Passo horas enfrente a tela do computador geralmente no facebook. Lendo algumas coisas, olhando fotos, ou simplesmente rolando a barra de visualização pra cima ou pra baixo. No melhor dos casos, quando me sinto mais ativo e confortável é quando eu posto músicas que estão na minha cabeça ou quando subo trechos de textos que estou lendo ou poesias que vem a minha mente.
Talvez isso não seja ruim. Embora tenha mudado radicalmente até meu jeito de ler os textos, a literatura, e acredito que até em certa medida a maneira de escutar música ou assistir um filme, um doc, ou um vídeo no youtube.
Há muito tempo temos a necessidade de sermos ouvidos. A parafernália, a tecnologia e as redes sociais de hoje nos dão esta ilusão. Ilusão que estamos sendo ouvidos por tanta gente. Ou até mesmo a ilusão de companhia no trânsito e nos caminhos de nosso dia a dia. A ilusão de que estamos ganhando tempo. De que estamos realmente nos importando com nossos colegas ou nossa família. Tenho várias questões sobre o assunto. Gostaria de conversar com alguém. Gostaria de ser ouvido. Gostaria de ouvir. Embora tenho quase certeza que estamos perdendo cada vez mais o contato e as oportunidades de estabelecer conversas mais duradouras e frutíferas, contatos mais significativos e mais longos. Estamos perdendo o contato e criando desertos. Estamos perdendo o contato e criando desertos pois conectar-se online não é necessariamente estabelecer contatos significativos.
segunda-feira, abril 11, 2016
Perder tempo?
O que é perder o tempo? Afinal de quem é nosso tempo? Do trabalho? Do patrão? Dos estudos? Tanta coisa pra ser feita mas eu busco ideias, contatos, inspiração, força pra seguir meu caminho. No meio de tanta obrigação eu estou sempre procurando a tangente. Sigo lendo a Pizarnik: tangente dessa vida sem sentido, seus diários, seus poemas. Ganhei de C. um PDF da prosa de Pizarnik ainda intacto. Comecei a ler El reino de este mundo de Carpentier, maravilhoso. No entanto, não tenho ritmo e disciplina nem pras coisas que realmente me importam. Consegui diminuir o tempo nos botecos. Agora o objetivo é diminuir o tempo na rede social.
sábado, abril 09, 2016
Miralivros
" Mi programa de lecturas me impide tomar decisiones. Es indudable que necesito leer a causa de mi pobreza expresiva."
Alejandra Pizarnik
Hace mucho que no hablo con C., hace mucho que no hablo con N., Tampoco con F., seguro que ello empobrece mis ideas, mi ritmo, mis lecturas y mi escritura. ?Cómo hablar de lo que importa con las personas que realmente importan? Cómo compartir las lecturas sin aburrir a nadie? Cómo compartir afuera de las redes sociales?
sexta-feira, abril 08, 2016
Estimada musa:
Nada, Esta Espuma
"Por afrontamento do desejo
insisto na maldade de escrever
mas não sei se a deusa sobe à superfície
ou apenas me castiga com seus uivos.
Da amurada deste barco
quero tanto os seios da sereia."
Ana Cristina Cesar
Esperança nas amigas, na escrita, nos amigos, na literatura e nos desejos, nas ilusões que crio pra sobreviver.
Fragmentos. Leio fragmentos. Escrevo fragmentos. Horrível desordem.
A carta de Paula C. me comove, suas imagens, ideias, histórias, vozes e pegadas me encantam.
As gravuras de Juli Cady Ryan também me comovem há algum tempo, me seduzem.
(Stories ful of whimsy - imageries full of whimsy.)
As histórias dos suicidas que se matam sem explicação me comovem, me seduzem e encantam?
Já não sei esperar, não sei ler, tampouco ouvir e contemplar. Tudo é urgente. Tudo feito com pressa. Começo a ler muito tarde e desaprendo facilmente. Tudo que leio gostaria de subir nas redes sociais. Quando estou lendo penso com quem gostaria de compartilhar aquele romance, conto, poema ou excerto. Fragmentos. Leio fragmentos. Escrevo fragmentos. Horrível desordem. As redes sociais mudam meu jeito de ler e de lidar com a solidão, a incomunicabilidade.
Será mesmo que há esperança? Será mesmo que há espera?
"Constantly talking isn't necessarily communicating."
terça-feira, abril 05, 2016
Constantly talking isn't necessarily communicating.
Los días siempre nos traen sorpresas cuando estamos atentos y sensibles a
lo que pasa alrededor. Ayer una compañera mexicana me mandó un mensaje muy
especial. Hoy todo fue muy interesante, desde las clases de literatura por la
mañana a las cuestiones con las cuales salí a ensoñar. Luego, me pongo a buscar
en la biblioteca un fetiche: El reino de este mundo, de Carpentier. Empecé a
leerlo y me emocioné porque quizás lo entendía parcialmente. Gracias a los años
de lectura y a las profes y a los profes de la Universidad. Trabajé, creo que
la última clase fue muy divertida y provechosa. Al final del día llego a mi
casa y otra sorpresa: una carta por snail mail de una estimada compañera
paisana.
"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez."
How happy is the blameless vestal's lot! / The world forgetting, by the world forgot / Eternal sunshine of the spotless mind! / Each pray'r accepted, and each wish resign'd.
"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez."
How happy is the blameless vestal's lot! / The world forgetting, by the world forgot / Eternal sunshine of the spotless mind! / Each pray'r accepted, and each wish resign'd.
?Por qué escribo? (better late than never)
Porque escribir es desear:
Escribir todas las noches, aunque sea torpemente. Sin clichés, sin latiguillos, aunque siguiste todo el día con la frase: pensar más allá de la caja, pensar fuera de la caja, todo tan vulgar, tan popular como tus preguntas, como tus miradas, como tus deseos de mirar de otras maneras: la muchacha tatuada en la escalera, la negra del metro, la profe más guapa de la conferencia. Escribir aunque sea en portuñol colonizado por Tio San. Aunque leyas toda tu vida a Pizarnik, Cortázar, Alfonso Reyes, Rulfo, Bolaño, Onetti, etc...
Me gustaría muchisimo escribir como Pizarnik, mirando el abismo, mirando el desierto, mirando el apocalipsis zombie sin prejuicio... ?o será que Alejandra se enojaria también? Todo tan estupido. Leyendo en el carro del metro me dieron ganas de reescribir unos versos de Pizarnik en Inglés, o sea, trasladarlos a otra lengua. Experiemntar en la lengua del ganarme el pan, todo tan cliché, tantos latiguillos innecesarios....
Every (single) night I make (or build?) a/ the night...
Every night I write to find someone who is looking for me...
Sounds so stupid the way that I've arranged these words, I've got to look for a real translator, and yet in Spanish is so astonishing, depressing and distressing at the same time, my English is also pretty artificial, sometimes... No sé, quizás, terminar el texto en mi lengua materna con un collage, o sea, una lectura y collage de Pizarnik que leyó a Cecilia Meireles:
- Sinto o mundo chorar como língua estrangeira.
Volveré a los versos de Pizarnik para expirimentar otros sabores, otros sonidos de una lengua estranjera y extrañable a la vez... Hacer el excerpto más inteligible a un Inglés nativo? un hablante del Inglés nativo, o más chistoso, ahora solo me parece un grupo de palabras arregladas por el google traductor, quizás.
segunda-feira, abril 04, 2016
Escritura y deseo
Todos nós achamos que a boa qualidade de uma obra de arte, de um artista, está demonstrada quando nos comove, nos abala. Mas primeiramente a nossa qualidade em matéria de julgamento e sentimento deveria estar provada: o que não acontece...
NIETZSCHE
(Sólo que) El silencio no existe. La hija del viento me lo dijo hace mucho. La enamorada del viento me lo dijo hace rato. Cuando dormimos el silencio no existe, tampoco, soñamos. ?Todo discurso es una forma de deseo? Los discursos son formas de deseo. ?Todo discurso es una forma de suturar? Suturar los labios de una herida. ?Una herida supurante? Las redes sociales han cambiado mi manera de leer desde 2011. Todo lo que leo y me suena interesante o me conmueve, me gustaría compartirlo con mis amigos o en público. El silencio no existe. ?Vivimos en la era del ruído? Vivimos en la era del ruído, no de la imagen pero si la del ruído dijo Piglia su paisano. Paisano de la enamorada del viento.
domingo, março 27, 2016
Pizarnik e yo
Quizás somos errantes, profanos, medrosos, desilusionados, trágicos, invisibles, inseguros suicidas, depresivos aunque tampoco maniacos, pues, precarios para acceder a cualquier nivel de excelencia. Fue un Sábado muy bonito, tal vez, pensando en Paula E., PaulaC., Baithan, Cat Power, Virginia Woolf y Pizarnik. Leí a los lectores del Inca Gracilaso para las clases de literatura. Aún sigo leyendo a Pizarnik, o mejor dicho, mientras estudiaba para las clases leía sus poesias y sus diarios. Mañana tengo que corregir ejecicios de Inglés y leer a Cornejo Polar pero no creo que consiguiré sin ayuda de Pizarnik, a ver...una ayuda que estorba.
sexta-feira, março 25, 2016
Perguntar pra deus por que....
Morreu de quê? Alejandra morreu de quê?
- Morreu de poesia. Tinha uma ferida enorme que sangrava, mas não sabia localizá-la.
- Morreu de poesia. Tinha uma ferida enorme que sangrava, mas não sabia localizá-la.
quarta-feira, fevereiro 17, 2016
"Non ridere, non lugere, neque detestari, sed intelligere."
Wendy Guerra
antes fosse a montanha ou o abismo -
estou farto de tanto vazio à volta de nada...
(Herberto Helder)
E agora, José?
*"não rir, não chorar, nem detestar, mas compreender" Spinoza citado em A Gaia Ciência - Nietzsche
(333- O que é cponhecer?)
Intelligere/ compreender para Nietzsche não é nem tipo de conciliação entre os três instintos mas uma certa relação entre eles.
segunda-feira, fevereiro 15, 2016
O resto é silêncio...
"Sou feito das ruínas do inacabado e é uma paisagem de desistências que definiria meu ser."
(F.P.?)
(F.P.?)
sábado, fevereiro 13, 2016
Lunatic ( the longest night before the sun rises )
At the window of my bedroom I can see the lights of the city saturday night. The houses and the apartments' lights. I can see the waning crescent lively. Such a marvelous scene, such a fantastic site, chilly and quiet. I can hear some humming, of course, engines, cars and buses taking the workers back home, delivering them at work, taking the clubbers to enjoy the night, some dogs barking fading away far away, a cat meowing alternately ceasing pretty close. There's also this sound of the tires rubbing the asphalt. The moon whitering shining. The dogs barking. The cat missing. There are no conflicts, only in my mind, only to my mind. I also recall some lyrics: "luna menguante pide un deseo" Frida Kahlo and Dr Gachet are watching me.
quinta-feira, fevereiro 11, 2016
Carta para Paula E. ( Delíro: liberté égalité fraternité ou la mort?)
“There is no document of civilization that is not at the same time a document of barbarism.”
Walter Benjamin
Vivo divagando. Será que isso é viver? Me fazendo perguntas que realmente me interessam e tentando refletir sobre elas e suas respostas. Tentando achar novos pontos de perspectivas sobre assuntos e fatos que as pessoas de uma maneira geral já estão acostumados a não mais indagar, questões e diferenças que já estão dadas, conformadas, solidificadas, e que são tomadas como natural. Há uma expressão em inglês que traduz tudo isso e que no momento não encontro equivalente em português: "Questions and issues that most people take them for granted". Problemas que as pessoas não se importam ou que esqueceram que são cruciais e já os acomodaram em algum lugar de suas consciências. Outro dia tentava responder me o que é a beleza? Onde ela está e quando podemos absorve-la ou apenas contempla-la? Ultimamente tenho pensado muito sobre a desigualdade e a exclusão social. Coisas que nunca deixei de pensar acho, lembro me que desde o começo de nossas conversas falo sobre isso, e as relaciono do macro pro micro. Ou seja desde comentar das nossas mazelas sociais até o que eu meus pais e minha irmã sofremos na pele. Tenho contemplado esses assuntos, ou seja, a desigualdade e exclusão social, e absorvido algo. Tenho lido e ruminado bastante sobre esses dois aspectos claros de nossa sociedade nas minhas horas livres. Também tenho lido outras coisas que as pessoas estudadas chamam de 'existencialismo', ou melhor dito, tenho lido um livro mais ou menos longo, pros nossos tempos, pra correria do dia a dia, e tenho anotado coisas que me fazem pensar muito sobre vários aspectos de nossas vidas. São trechos ou relampejos que me fazem acordar, despertar, ou talvez evadir, sumir, deixar a 'realidade'. Curiosamente o nome do capitulo que me faz escrever estas linhas se chama Macbeth. Curiosamante o nome do romance se chama "La vida breve" de Onetti.
Walter Benjamin
Vivo divagando. Será que isso é viver? Me fazendo perguntas que realmente me interessam e tentando refletir sobre elas e suas respostas. Tentando achar novos pontos de perspectivas sobre assuntos e fatos que as pessoas de uma maneira geral já estão acostumados a não mais indagar, questões e diferenças que já estão dadas, conformadas, solidificadas, e que são tomadas como natural. Há uma expressão em inglês que traduz tudo isso e que no momento não encontro equivalente em português: "Questions and issues that most people take them for granted". Problemas que as pessoas não se importam ou que esqueceram que são cruciais e já os acomodaram em algum lugar de suas consciências. Outro dia tentava responder me o que é a beleza? Onde ela está e quando podemos absorve-la ou apenas contempla-la? Ultimamente tenho pensado muito sobre a desigualdade e a exclusão social. Coisas que nunca deixei de pensar acho, lembro me que desde o começo de nossas conversas falo sobre isso, e as relaciono do macro pro micro. Ou seja desde comentar das nossas mazelas sociais até o que eu meus pais e minha irmã sofremos na pele. Tenho contemplado esses assuntos, ou seja, a desigualdade e exclusão social, e absorvido algo. Tenho lido e ruminado bastante sobre esses dois aspectos claros de nossa sociedade nas minhas horas livres. Também tenho lido outras coisas que as pessoas estudadas chamam de 'existencialismo', ou melhor dito, tenho lido um livro mais ou menos longo, pros nossos tempos, pra correria do dia a dia, e tenho anotado coisas que me fazem pensar muito sobre vários aspectos de nossas vidas. São trechos ou relampejos que me fazem acordar, despertar, ou talvez evadir, sumir, deixar a 'realidade'. Curiosamente o nome do capitulo que me faz escrever estas linhas se chama Macbeth. Curiosamante o nome do romance se chama "La vida breve" de Onetti.
Lendo um desses trechos, fiquei com vontade de recita-lo pra você. Ao mesmo tempo tinha vontade de lhe fazer perguntas que não eram necessariamente para serem respondidas mas fazer você pensar. Ou fazer com que de alguma maneira você as me perguntasse de volta, não sei me explicar. Além disso acho que no fundo eu gostaria de lhe provocar com tais questões. Enquanto lia estes trechos essas perguntas surgiram:
Você é realmente aquilo que você pensa que é? Ou eu sou aquilo que imagino ser?
Você é realmente aquilo que você pensa que é? Ou eu sou aquilo que imagino ser?
Ou você é apenas o posto que ocupa? seu trabalho? Eu sou apenas o professor de Inglês?
Estamos determinados por aquilo que fizeram crer que somos?
Se você tivesse em cada célula em cada parte de seu consciente a verdadeira inexorabilidade da morte você mudaria? Eu mudaria? Mudaríamos muitas pessoas? Também pensei em Clara e Alice. Vc largaria tudo isso para conviver mais com elas, aprender mais com elas, dar mais carinho, participar mais na vida delas? Você teria mais tempo pra amar Sergio seu companheiro de jornada, escuta-lo e dialogar com ele? Eu largaria o emprego de inglês para amar mais meus próximos, conversar mais com meu pai, entender seus pontos de vista e aprender sobre meus antepassados? Eu ocuparia mais tempo pra ajudar minha irmã? Amá-la? Ouvir suas histórias? Sobraria tempo pra tentar mudar o mundo, nossa estrutura, a desigualdade e exclusão? Ou conviver com meus próximos e amá-los como a mim mesmo? Como diziam os judeus rebeldes?
Acho que por isso não levo bem o elogio e não me apego a ele. Acho que elogio só faz criar outra pessoa, não aquilo que realmente somos. O elogio cria mais ilusão sobre nossa condição precária numa sociedade imensamente insana e precária. Injusta sobretudo. O elogio nos faz crer numa vida que não é a mais importante pra nós, ou pra mim pelo menos. Numa vida e numa sociedade que naturaliza a injustiça e a desigualdade entre seres humanos. Numa vida que ensinamos como normal pras próximas gerações.
Estamos determinados por aquilo que fizeram crer que somos?
Se você tivesse em cada célula em cada parte de seu consciente a verdadeira inexorabilidade da morte você mudaria? Eu mudaria? Mudaríamos muitas pessoas? Também pensei em Clara e Alice. Vc largaria tudo isso para conviver mais com elas, aprender mais com elas, dar mais carinho, participar mais na vida delas? Você teria mais tempo pra amar Sergio seu companheiro de jornada, escuta-lo e dialogar com ele? Eu largaria o emprego de inglês para amar mais meus próximos, conversar mais com meu pai, entender seus pontos de vista e aprender sobre meus antepassados? Eu ocuparia mais tempo pra ajudar minha irmã? Amá-la? Ouvir suas histórias? Sobraria tempo pra tentar mudar o mundo, nossa estrutura, a desigualdade e exclusão? Ou conviver com meus próximos e amá-los como a mim mesmo? Como diziam os judeus rebeldes?
Acho que por isso não levo bem o elogio e não me apego a ele. Acho que elogio só faz criar outra pessoa, não aquilo que realmente somos. O elogio cria mais ilusão sobre nossa condição precária numa sociedade imensamente insana e precária. Injusta sobretudo. O elogio nos faz crer numa vida que não é a mais importante pra nós, ou pra mim pelo menos. Numa vida e numa sociedade que naturaliza a injustiça e a desigualdade entre seres humanos. Numa vida que ensinamos como normal pras próximas gerações.
domingo, fevereiro 07, 2016
Dialogo con El Pinche Bebé (DF)
(Platicando sobre poesia, memorizarlas, recitarlas en el transporte publico, mis planes, mis proyectos de 2016)
(...)
Sin embargo, mi ambición es que mis compas de toda Americalatina, Sampa, Mexico, Colombia, Perú y Argentina
formemos un canal en youtube para recitar textos y poesia que nos deen ganas
pero hay que ser memorizados
la unica regla
La otra ambición es formar un equipo en Sampa para recitar poesias en portugués y español en el transporte publico, pues, aqui no hay gente que lo haga
qué te parecen mis ambiciones?
y proyectos?
además, de chambear como una llama este año?
Aunque no sepa si las llamas chambean mucho o si hay una expresión por el sur como esta....?????
Bebé: pobres llamas, también son explotadas en en la hermana América del Sur, acá explotamos a los burros.Es una gran idea alchelas, me late me late!
Qué cagado que en Sampa no haya poesía recitada en lugraes públicos, acá hay bastante.Sin embargo, en Sampa hay muchísimo street art de protesta social, no? algo que aquí en el Defectuoso apenas comienza...
Neta. Hay puros evangelicos que me irritan gritando con sus biblias en el oído de la clase obrera
pues voy a resistir a sus pildoras soporiferas. Con un ejercito de recitadores...
Bebé: el ejército de recitadores más grade de America Latina
A lo mejor más grande del sur! como nuestra ciudad en el Sur
oye
no me importa si la gente quiere dormir, por lo menos, que duerman y sueñen otros sueños o rebelense
y se sueñan sueñen con nuestra gente, sus (des) venturas, nuestros sueños...
con nuestras colores
nuestras pesadillas
sueños más chidos!
y basta de la culpa cristiana
o del sueño del consumismo
creo...
pues, ahora te escucho
el resto es silencio...
(...)
Sin embargo, mi ambición es que mis compas de toda Americalatina, Sampa, Mexico, Colombia, Perú y Argentina
formemos un canal en youtube para recitar textos y poesia que nos deen ganas
pero hay que ser memorizados
la unica regla
La otra ambición es formar un equipo en Sampa para recitar poesias en portugués y español en el transporte publico, pues, aqui no hay gente que lo haga
qué te parecen mis ambiciones?
y proyectos?
además, de chambear como una llama este año?
Aunque no sepa si las llamas chambean mucho o si hay una expresión por el sur como esta....?????
Bebé: pobres llamas, también son explotadas en en la hermana América del Sur, acá explotamos a los burros.Es una gran idea alchelas, me late me late!
Qué cagado que en Sampa no haya poesía recitada en lugraes públicos, acá hay bastante.Sin embargo, en Sampa hay muchísimo street art de protesta social, no? algo que aquí en el Defectuoso apenas comienza...
Neta. Hay puros evangelicos que me irritan gritando con sus biblias en el oído de la clase obrera
pues voy a resistir a sus pildoras soporiferas. Con un ejercito de recitadores...
Bebé: el ejército de recitadores más grade de America Latina
A lo mejor más grande del sur! como nuestra ciudad en el Sur
oye
no me importa si la gente quiere dormir, por lo menos, que duerman y sueñen otros sueños o rebelense
y se sueñan sueñen con nuestra gente, sus (des) venturas, nuestros sueños...
con nuestras colores
nuestras pesadillas
sueños más chidos!
y basta de la culpa cristiana
o del sueño del consumismo
creo...
pues, ahora te escucho
el resto es silencio...
sábado, fevereiro 06, 2016
Carnaval
Todos em Sampa parecem estar felizes. Pela janela ouço caminhões de som, blocos na rua, gente a festejar e a sambar nos espaços públicos. Sei que muitos devem estar trabalhando também. Mas aqueles que não estão, se divertem ou descansam. Como é bom saber que tem tanta gente a sambar e a descansar e que Sampa 'parou' em nome da festa, do corpo, da mente, das tristezas e alegrias. Também estou me divertindo: ouvindo minhas poetas, escutando meus cantores, escrevendo e pensando. Vou voltar a minhas leituras e desconectar-me.
quarta-feira, janeiro 27, 2016
sábado, janeiro 16, 2016
The Japanese tradition of wabi-sabi offers an inspiring new way to look at your home, and your whole life. (by Robyn Griggs Lawrence, from Natural Home September-October 2001)
"Wabi-sabi reminds us that we are all transient beings on this
planet—that our bodies, as well as the material world around us, are in
the process of returning to dust. Nature’s cycles of growth, decay, and
erosion are embodied in frayed edges, rust, liver spots. Through
wabi-sabi, we learn to embrace both the glory and the melancholy found
in these marks of passing time."
http://www.utne.com/mind-and-body/wabi-sabi.aspx
http://www.utne.com/mind-and-body/wabi-sabi.aspx
quinta-feira, janeiro 14, 2016
quarta-feira, janeiro 13, 2016
Pasas por el abismo de mis tristezas (Amado Nervo)
"Pasas por el abismo de mis tristezas
como un rayo de luna sobre los mares,
ungiendo lo infinito de mis pesares
con el nardo y la mirra de tus ternezas.
Ya tramonta mi vida; la tuya empiezas;
mas, salvando del tiempo los valladares,
como un rayo de luna sobre los mares
pasas por el abismo de mis tristezas.
No más en la tersura de mis cantares
dejará el desencanto sus asperezas;
pues Dios, que dio a los cielos sus luminares,
quiso que atravesaras por mis tristezas
como un rayo de luna sobre los mares."
terça-feira, janeiro 12, 2016
David Bowie by Dinosaur Jr
I'm drawing between the light and dark
Where others see their targets
I can't see anything
Should I leave the engine on
To listen to that mountain song
Sinking in the quicksand of my thoughts
And I ain't got the wagon anymore
Where others see their targets
I can't see anything
Should I leave the engine on
To listen to that mountain song
Sinking in the quicksand of my thoughts
And I ain't got the wagon anymore
sábado, dezembro 26, 2015
Vagando pela Internet
Encontrei tanta poesia
http://www.emilierichardfroozan.com/areyouinahole/page/7/
http://www.emilierichardfroozan.com/areyouinahole/page/7/
terça-feira, setembro 15, 2015
MIrando el abismo
(Foto: Noell S. Oszvald)
Vuelvo a estas paginas para desahogarme de mis aflicciones, angustias y miedos. Quizas lo consiga. Esta claro que ahora hay algo inminete. Luego no tengo mucho tiempo. Hay que escribir y decirlo todo. Sin eufemmismos.
Vuelvo a estas paginas para desahogarme de mis aflicciones, angustias y miedos. Quizas lo consiga. Esta claro que ahora hay algo inminete. Luego no tengo mucho tiempo. Hay que escribir y decirlo todo. Sin eufemmismos.
terça-feira, abril 21, 2015
Es tarde para hecerme una máscara
Qué has hecho del don del sexo?
KAFKA
Varias
páginas con moradas ideales, o sea: prolongar inconmensurablemente el poema “Moradas”
con ayuda de Bachelard.
Siempre quise vivir en el interior de un cuadro, ser un objeto a contemplar. Pero a veces quiero vivir en el ojo que mira ese cuadro en donde estoy. Este último deseo es menos frecuente que el anterior.
Siempre quise vivir en el interior de un cuadro, ser un objeto a contemplar. Pero a veces quiero vivir en el ojo que mira ese cuadro en donde estoy. Este último deseo es menos frecuente que el anterior.
En el
grito de una criatura humana que encuentra su verdadera voz en su “noche oscura
del alma”.
En el
guante perdido, que yace en la reja de una ventana.
Adentro
de una nuez.
Adentro
del pensamiento nostálgico de alguien que está parado en un muelle mirando partir
un barco.
En el
pensamiento exasperado de alguien que piensa con furor que malgastó el “don del
sexo”.
En el
oído de un músico, en la mano de un escultor, en el sueño de un poeta, en los
pies de un danzarín, en la mirada hacia dentro de un pintor.
Dentro de
un anillo que en una época guardaba veneno.
En el ombligo
de un rey.
En el
interior de una frutilla.
Adentro
de la casa bella y siniestra que está dibujada en un libro para niños que
contempla una niña que fui yo.
(Alejandra Pizarnik - Diarios)
(Alejandra Pizarnik - Diarios)
quinta-feira, março 19, 2015
Fragmentos para dominar o medo
Lendo e anotando a Pizarnik. Sigo sentindo falta de algo que não sei dizer o que é. Não gostaria de ser estes fragmentos mas é inevitável. Hoje foi aniversário de P. Hoje também choveu muito. Lembrei de quando era criança enquanto conversava com P. mas não disse nada. Lembrei que não tinha medo da chuva. Lembrei que gostava de sair, brincar, nadar e correr de bicicleta na chuva. Agora tenho medo. Tenho medo dos raios. Tenho medo de morrer, muito medo. Principalmente de morrer sem visitar o México.
quarta-feira, março 18, 2015
"Não se pode escrever nada com indiferença"
O problema é este: eu deveria escrever todos os dias por pelo menos duas horas. Ler outras tantas. Escrever e ler sobre aquilo que me incomoda e que realmente importa.Principalmente refletir sobre aquilo que tenho de dizer e saber dizê-lo.
Estou fazendo um curso na facu sobre escrita mas ainda não me animei. Hoje eu faltei no curso. Tenho que estudar mais e guardar um tempo para escrever e ler.
Estou fazendo um curso na facu sobre escrita mas ainda não me animei. Hoje eu faltei no curso. Tenho que estudar mais e guardar um tempo para escrever e ler.
quinta-feira, março 12, 2015
terça-feira, março 10, 2015
segunda-feira, fevereiro 23, 2015
domingo, fevereiro 22, 2015
Jerusalém
Gonçalo M. Tavares escreve de uma maneira peculiar. Às vezes é necessário entrar nas suas histórias duas vezes, pela porta de trás, respirá-las. Tentar absorver o máximo de uma palavra que muitas vezes não acolhe mas estranha. Suas personagens são verossímeis ao ponto de sentirmos seus odores, tatos, suas exitações. Preciso ler a tetralogia do Reino.
sábado, fevereiro 21, 2015
Madrugada e Amor
Madrugada chegou
O sereno caiu
Meu amor de cansaço
Caiu nos meus braços
Sorriu e dormiu
Eu só queria
Que não amanhecesse o dia
Que não chegasse a madrugada
Eu só queria amor
Amor e mais nada
(Caetano Veloso)
sexta-feira, fevereiro 20, 2015
Bottled up
Ontem terminei de ler Jerusalém de Gonçalo M. Taveres. Comecei a ler a Poesia Completa de Pizarnik, isto pode me levar a caminhos e cores, lugares e atmosferas que não sei se estou preparado. Hoje à noite estou na casa da Fabi e do Dino e li sobre a vida das sereias pra Sophia dormir. Não terminei pois a Sophis dormiu antes. Preciso terminar o livro sobre as sereias amanhã.
sexta-feira, dezembro 26, 2014
terça-feira, novembro 04, 2014
Amor prohibido
César Vallejo
Subes centelleante de labios y de ojeras!
Por tus venas subo, como un can herido
que busca el refugio de blandas aceras.
Amor, en el mundo tú eres un pecado!
Mi beso en la punta chispeante del cuerno
del diablo; mi beso que es credo sagrado!
Espíritu en el horópter que pasa
¡puro en su blasfemia!
¡el corazón que engendra al cerebro!
que pasa hacia el tuyo, por mi barro triste.
¡Platónico estambre
que existe en el cáliz donde tu alma existe!
¿Algún penitente silencio siniestro?
¿Tú acaso lo escuchas? Inocente flor!
... Y saber que donde no hay un Padrenuestro,
el Amor es un Cristo pecador!
segunda-feira, novembro 03, 2014
Sueño
Estallará la isla del recuerdo.
La vida será sólo un acto de candor.
Prisión
para los días sin retorno.
Mañana
los monstruos del buque destruirán la playa
sobre el viento del misterio.
Mañana
la carta desconocida encontrará las manos del alma.
(Pizarnik)
terça-feira, setembro 30, 2014
Sin miedo ni esperanza
Hoy no acudí a una clase en la universidad pues no había leído los textos para una evaluación - la asignatura de lengua española. De modo que la licenciatura se me está yendo a la chingada otra vez. Me desperté temprano, fui a una biblioteca local y vacía para escribir un artículo que tengo que entregar el viernes en la universidad. Ese trabajo me dan ganas hacerlo pero la lectura de los detectives salvajes está más entretenida aunque sea en portugués. Sigo leyendo las aventuras de Juan García Madero, el narrador de la historia que me da aun más ganas de conecer al DF y abandonar a la licenciatura.
Meu amigo mexicano
Hoje perambulamos pela cidade. Conversamos sobre cinema, mulheres, música e livros. Depois tomamos um ônibus e fomos à PUC ouvir uns caras falarem sobre Bolaño.
LOS PERROS ROMÁNTICOS
En aquel tiempo yo tenía veinte años
y estaba loco.
Había perdido un país
pero había ganado un sueño.
Y si tenía ese sueño
lo demás no importaba.
Ni trabajar ni rezar
ni estudiar en la madrugada
junto a los perros románticos.
Y el sueño vivía en el vacío de mi espíritu.
Una habitación de madera,
en penumbras,
en uno de los pulmones del trópico.
Y a veces me volvía dentro de mí
y visitaba el sueño: estatua eternizada
en pensamientos líquidos,
un gusano blanco retorciéndose
en el amor.
Un amor desbocado.
Un sueño dentro de otro sueño.
Y la pesadilla me decía: crecerás.
Dejarás atrás las imágenes del dolor y del laberinto
y olvidarás.
Pero en aquel tiempo crecer hubiera sido un crimen.
Estoy aquí, dije, con los perros románticos
y aquí me voy a quedar.
quinta-feira, setembro 18, 2014
Da Preguiça
Suave preguiça, que do mau querer
E de tolices mil ao abrigo nos põe…
Por causa tua, quantas más ações
Deixei de cometer.
(Mario Quintana)
terça-feira, setembro 16, 2014
Festina lente
"O que está oculto não nos interessa" Wittigenstein
Perambular pela cidade em sua companhia. Seja qual for a cidade: Buenos Aires, São Paulo, Palermo ou Cidade do México.
"Não serei tão drástico: Penso que estamos sempre no encalço de alguma coisa oculta ou pelo menos potencial ou hipotética, de que seguimos os traços que afloram à superfície do solo. Creio que nossos mecanismos mentais elementares se repetem através de todas as culturas da história humana, desde os tempos do Paleolítico em que nossos ancestrais se davam à caça e à colheita. A palavra associa o traço visível à coisa invisível, à coisa ausente, à coisa desejada ou temida, como uma frágil passarela improvisada sobre o abismo."
segunda-feira, setembro 15, 2014
Poucas palavras, sem teses, nenhuma estrada real...
"Uma conversa vagabunda e a alegria do diálogo com uma pessoa querida trazem à cena 'imagens, uma música, gestos que me livram da banalidade da maioria dos nossos discursos (...). É uma experiência da liberdade que nos leva a caminhos que não pensávamos que existissem'".
(Adauto Novaes - citando Pierre Sansot)
(Adauto Novaes - citando Pierre Sansot)
domingo, setembro 07, 2014
Flashes
Minhas primeiras recordações estão imersas no vermelho e no negro. O vermelho das paredes do quarto. O vermelho do piso da casa toda... Lembro me de João, negro, que vinha trazer o leite. O pequenino cão que avançava nele...Dizem que eu queria tomar bastante café pra ficar da cor do João.
terça-feira, agosto 26, 2014
terça-feira, abril 29, 2014
Plagiando Pizarnik
Herdei de meus pais a ânsia de fugir. Dizem que meu sangue é latino americano. Eu sinto que cada glóbulo procede de um ponto distinto. De cada nação, de cada província, de cada ilha, golfo, acidente, arquipélago, oásis. De cada pedaço de terra ou de mar usurparam algo e assim me formaram, condenando me a eterna busca de um lugar de origem.
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
terça-feira, janeiro 07, 2014
ALTAZOR, Canto I
Deixa-te cair sem deter tua queda sem medo ao fundo
da sombra
Sem medo ao enigma de ti mesmo
Talvez encontres uma luz sem noite
Perdida nas gretas dos precipícios
Cai
Cai eternamente
Cai ao fundo do infinito
Cai ao fundo do tempo
Cai ao fundo de ti mesmo
Cai o mais baixo que se possa cair
Cai sem vertigem
Através de todos os espaços e de todas as idades
Através de todas as almas de todos os anelos e
todos os naufrágios
(HUIDOBRO)
da sombra
Sem medo ao enigma de ti mesmo
Talvez encontres uma luz sem noite
Perdida nas gretas dos precipícios
Cai
Cai eternamente
Cai ao fundo do infinito
Cai ao fundo do tempo
Cai ao fundo de ti mesmo
Cai o mais baixo que se possa cair
Cai sem vertigem
Através de todos os espaços e de todas as idades
Através de todas as almas de todos os anelos e
todos os naufrágios
(HUIDOBRO)
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