sábado, abril 09, 2016

Miralivros


" Mi programa de lecturas me impide tomar decisiones. Es indudable que necesito leer a causa de mi pobreza expresiva."

Alejandra Pizarnik

Hace mucho que no hablo con C., hace mucho que no hablo con N., Tampoco con F., seguro que ello empobrece mis ideas, mi ritmo, mis lecturas y mi escritura. ?Cómo hablar de lo que importa con las personas que realmente importan? Cómo compartir las lecturas sin aburrir a nadie? Cómo compartir afuera de las redes sociales?

sexta-feira, abril 08, 2016

Estimada musa:


Nada, Esta Espuma

"Por afrontamento do desejo
insisto na maldade de escrever
mas não sei se a deusa sobe à superfície
ou apenas me castiga com seus uivos.
Da amurada deste barco
quero tanto os seios da sereia."

Ana Cristina Cesar

Esperança nas amigas, na escrita, nos amigos, na literatura e nos desejos, nas ilusões que crio pra sobreviver.
Fragmentos. Leio fragmentos. Escrevo fragmentos. Horrível desordem.
A carta de Paula C. me comove, suas imagens, ideias, histórias, vozes e pegadas me encantam.
As gravuras de Juli Cady Ryan também me comovem há algum tempo, me seduzem.

(Stories ful of whimsy - imageries full of whimsy.)

As histórias dos suicidas que se matam sem explicação me comovem, me seduzem e encantam?


Já não sei esperar, não sei ler, tampouco ouvir e contemplar. Tudo é urgente. Tudo feito com pressa. Começo a ler muito tarde e desaprendo facilmente. Tudo que leio gostaria de subir nas redes sociais. Quando estou lendo penso com quem gostaria de compartilhar aquele romance, conto, poema ou excerto. Fragmentos. Leio fragmentos. Escrevo fragmentos. Horrível desordem. As redes sociais mudam meu jeito de ler e de lidar com a solidão, a incomunicabilidade.

Será mesmo que há esperança? Será mesmo que há espera?

"Constantly talking isn't necessarily communicating."

terça-feira, abril 05, 2016

Constantly talking isn't necessarily communicating.

Los días siempre nos traen sorpresas cuando estamos atentos y sensibles a lo que pasa alrededor. Ayer una compañera mexicana me mandó un mensaje muy especial. Hoy todo fue muy interesante, desde las clases de literatura por la mañana a las cuestiones con las cuales salí a ensoñar. Luego, me pongo a buscar en la biblioteca un fetiche: El reino de este mundo, de Carpentier. Empecé a leerlo y me emocioné porque quizás lo entendía parcialmente. Gracias a los años de lectura y a las profes y a los profes de la Universidad. Trabajé, creo que la última clase fue muy divertida y provechosa. Al final del día llego a mi casa  y otra sorpresa: una carta por snail mail de una estimada compañera paisana.

"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez."

How happy is the blameless vestal's lot! / The world forgetting, by the world forgot / Eternal sunshine of the spotless mind! / Each pray'r accepted, and each wish resign'd.

?Por qué escribo? (better late than never)



Porque escribir es desear:
Escribir todas las noches, aunque sea torpemente. Sin clichés, sin latiguillos, aunque siguiste todo el día con la frase: pensar más allá de la caja, pensar fuera de la caja, todo tan vulgar, tan popular como tus preguntas, como tus miradas, como tus deseos de mirar de otras maneras: la muchacha tatuada en la escalera, la negra del metro, la profe más guapa de la conferencia. Escribir aunque sea en portuñol colonizado por Tio San. Aunque leyas toda tu vida a Pizarnik, Cortázar, Alfonso Reyes, Rulfo, Bolaño, Onetti, etc...
Me gustaría muchisimo escribir como Pizarnik, mirando el abismo, mirando el desierto, mirando el apocalipsis zombie sin prejuicio... ?o será que Alejandra se enojaria también? Todo tan estupido. Leyendo en el carro del metro me dieron ganas de reescribir unos versos de Pizarnik en Inglés, o sea, trasladarlos a otra lengua. Experiemntar en la lengua del ganarme el pan, todo tan cliché, tantos latiguillos innecesarios....




Every (single) night I make (or build?) a/ the night...
Every night I write to find someone who is looking for me... 



Sounds so stupid the way that I've arranged these words, I've got to look for a real translator, and yet in Spanish is so astonishing, depressing and distressing at the same time, my English is also pretty artificial, sometimes... No sé, quizás, terminar el texto en mi lengua materna con un collage, o sea, una lectura y collage de Pizarnik que leyó a Cecilia Meireles:


- Sinto o mundo chorar como língua estrangeira.

Volveré a los versos de Pizarnik para expirimentar otros sabores, otros sonidos de una lengua estranjera y extrañable a la vez... Hacer el excerpto más inteligible a un Inglés nativo? un hablante del Inglés nativo, o más chistoso, ahora solo me parece un grupo de palabras arregladas por el google traductor, quizás.

segunda-feira, abril 04, 2016

Escritura y deseo


Todos nós achamos que a boa qualidade de uma obra de arte, de um artista, está demonstrada quando nos comove, nos abala. Mas primeiramente a nossa qualidade em matéria de julgamento e sentimento deveria estar provada: o que não acontece...
NIETZSCHE

(Sólo que) El silencio no existe. La hija del viento me lo dijo hace mucho. La enamorada del viento me lo dijo hace rato. Cuando dormimos el silencio no existe, tampoco, soñamos. ?Todo discurso es una forma de deseo? Los discursos son formas de deseo. ?Todo discurso es una forma de suturar? Suturar los labios de una herida. ?Una herida supurante? Las redes sociales han cambiado mi manera de leer desde 2011. Todo lo que leo y me suena interesante o me conmueve, me gustaría compartirlo con mis amigos o en público. El silencio no existe. ?Vivimos en la era del ruído? Vivimos en la era del ruído, no de la imagen pero si la del ruído dijo Piglia su paisano. Paisano de la enamorada del viento.

domingo, março 27, 2016

Pizarnik e yo

Quizás somos errantes, profanos, medrosos, desilusionados, trágicos, invisibles, inseguros suicidas, depresivos aunque tampoco maniacos, pues, precarios para acceder a cualquier nivel de excelencia. Fue un Sábado muy bonito, tal vez, pensando en Paula E., PaulaC., Baithan, Cat Power, Virginia Woolf y Pizarnik. Leí a los lectores del Inca Gracilaso para las clases de literatura. Aún sigo leyendo a Pizarnik, o mejor dicho, mientras estudiaba para las clases leía sus poesias y sus diarios. Mañana tengo que corregir ejecicios de Inglés y leer a Cornejo Polar pero no creo que consiguiré sin ayuda de Pizarnik, a ver...una ayuda que estorba.

sexta-feira, março 25, 2016

Perguntar pra deus por que....

Morreu de quê? Alejandra morreu de quê?
- Morreu de poesia. Tinha uma ferida enorme que sangrava, mas não sabia localizá-la.

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

"Non ridere, non lugere, neque detestari, sed intelligere."

Wendy Guerra



antes fosse a montanha ou o abismo -
estou farto de tanto vazio à volta de nada...

(Herberto Helder)

E agora, José?

*"não rir, não chorar, nem detestar, mas compreender" Spinoza citado em A Gaia Ciência - Nietzsche
(333- O que é cponhecer?)

Intelligere/ compreender para Nietzsche não é nem tipo de conciliação entre os três instintos mas uma certa relação entre eles.



segunda-feira, fevereiro 15, 2016

O resto é silêncio...

"Sou feito das ruínas do inacabado e é uma paisagem de desistências que definiria meu ser."

(F.P.?)

sábado, fevereiro 13, 2016

Lunatic ( the longest night before the sun rises )

At the window of my bedroom I can see the lights of the city saturday night. The houses and the apartments' lights. I can see the waning crescent lively. Such a marvelous scene, such a fantastic site, chilly and quiet. I can hear some humming, of course, engines, cars and buses taking the workers back home, delivering them at work, taking the clubbers to enjoy the night, some dogs barking fading away far away, a cat meowing alternately ceasing pretty close. There's also this sound of the tires rubbing the asphalt. The moon whitering shining. The dogs barking. The cat missing. There are no conflicts, only in my mind, only to my mind. I also recall some lyrics: "luna menguante pide un deseo" Frida Kahlo and Dr Gachet are watching me.


quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Carta para Paula E. ( Delíro: liberté égalité fraternité ou la mort?)

“There is no document of civilization that is not at the same time a document of barbarism.”
 Walter Benjamin

Vivo divagando. Será que isso é viver? Me fazendo perguntas que realmente me interessam e tentando refletir sobre elas e suas respostas. Tentando achar novos pontos de perspectivas sobre assuntos e fatos que as pessoas de uma maneira geral já estão acostumados a não mais indagar, questões e diferenças que já estão dadas, conformadas, solidificadas, e que são tomadas como natural. Há uma expressão em inglês que traduz tudo isso e que no momento não encontro equivalente em português: "Questions and issues that most people take them for granted". Problemas que as pessoas não se importam ou que esqueceram que são cruciais e já os acomodaram em algum lugar de suas consciências. Outro dia tentava responder me o que é a beleza? Onde ela está e quando podemos absorve-la ou apenas contempla-la? Ultimamente tenho pensado muito sobre a desigualdade e a exclusão social. Coisas que nunca deixei de pensar acho, lembro me que desde o começo de nossas conversas falo sobre isso, e as relaciono do macro pro micro. Ou seja desde comentar das nossas mazelas sociais até o que eu meus pais e minha irmã sofremos na pele. Tenho contemplado esses assuntos, ou seja, a desigualdade e exclusão social, e absorvido algo. Tenho lido e ruminado bastante sobre esses dois aspectos claros de nossa sociedade nas minhas horas livres. Também tenho lido outras coisas que as pessoas estudadas chamam de 'existencialismo', ou melhor dito, tenho lido um livro mais ou menos longo, pros nossos tempos, pra correria do dia a dia, e tenho anotado coisas que me fazem pensar muito sobre vários aspectos de nossas vidas. São trechos ou relampejos que me fazem acordar, despertar, ou talvez evadir, sumir, deixar a 'realidade'. Curiosamente o nome do capitulo que me faz escrever estas linhas se chama Macbeth. Curiosamante o nome do romance se chama "La vida breve" de Onetti.
Lendo um desses trechos, fiquei com vontade de recita-lo pra você. Ao mesmo tempo tinha vontade de lhe fazer perguntas que não eram necessariamente para serem respondidas mas fazer você pensar. Ou fazer com que de alguma maneira você as me perguntasse de volta, não sei me explicar. Além disso acho que no fundo eu gostaria de lhe provocar com tais questões. Enquanto lia estes trechos essas perguntas surgiram:
Você é realmente aquilo que você pensa que é? Ou eu sou aquilo que imagino ser?
Ou você é apenas o posto que ocupa? seu trabalho? Eu sou apenas o professor de Inglês?
Estamos determinados por aquilo que fizeram crer que somos?
Se você tivesse em cada célula em cada parte de seu consciente a verdadeira inexorabilidade da morte você mudaria? Eu mudaria? Mudaríamos muitas pessoas? Também pensei em Clara e Alice. Vc largaria tudo isso para conviver mais com elas, aprender mais com elas, dar mais carinho, participar mais na vida delas? Você teria mais tempo pra amar Sergio seu companheiro de jornada, escuta-lo e dialogar com ele? Eu largaria o emprego de inglês para amar mais meus próximos, conversar mais com meu pai, entender seus pontos de vista e aprender sobre meus antepassados? Eu ocuparia mais tempo pra ajudar minha irmã? Amá-la? Ouvir suas histórias? Sobraria tempo pra tentar mudar o mundo, nossa estrutura, a desigualdade e  exclusão? Ou conviver com meus próximos e amá-los como a mim mesmo? Como diziam os judeus rebeldes?
Acho que por isso não levo bem o elogio e não me apego a ele. Acho que elogio só faz criar outra pessoa, não aquilo que realmente somos. O elogio cria mais ilusão  sobre nossa condição precária numa sociedade imensamente insana e precária. Injusta sobretudo. O elogio nos faz crer numa vida que não é a mais importante pra nós, ou pra mim pelo menos. Numa vida e numa sociedade que naturaliza a injustiça e a desigualdade entre seres humanos. Numa vida que ensinamos como normal pras próximas gerações.


domingo, fevereiro 07, 2016

Dialogo con El Pinche Bebé (DF)

(Platicando sobre poesia, memorizarlas, recitarlas en el transporte publico, mis planes, mis proyectos de 2016)

(...)
Sin embargo, mi ambición es que mis compas de toda Americalatina, Sampa, Mexico, Colombia, Perú y Argentina
formemos un canal en youtube para recitar textos y poesia que nos deen ganas
pero hay que ser memorizados
la unica regla

La otra ambición es formar un equipo en Sampa para recitar poesias en portugués y español en el transporte publico, pues, aqui no hay gente que lo haga
qué te parecen mis ambiciones?
y proyectos?

además, de chambear como una llama este año?

Aunque no sepa si las llamas chambean mucho o si hay una expresión por el sur como esta....?????

Bebé: pobres llamas, también son explotadas en en la hermana América del Sur, acá explotamos a los burros.Es una gran idea alchelas, me late me late!
Qué cagado que en Sampa no haya poesía recitada en lugraes públicos, acá hay bastante.Sin embargo, en Sampa hay muchísimo street art de protesta social, no? algo que aquí en el Defectuoso apenas comienza...

Neta. Hay puros evangelicos que me irritan gritando con sus biblias en el oído de la clase obrera
pues voy a resistir a sus pildoras soporiferas. Con un ejercito de recitadores...


Bebé: el ejército de recitadores más grade de America Latina

A lo mejor más grande del sur! como nuestra ciudad en el Sur


oye
no me importa si la gente quiere dormir, por lo menos, que duerman y sueñen otros sueños o rebelense
y se sueñan sueñen con nuestra gente, sus (des) venturas, nuestros sueños...
con nuestras colores
nuestras pesadillas
sueños más chidos!
y basta de la culpa cristiana
o del sueño del consumismo
creo...
pues, ahora te escucho
el resto es silencio...

sábado, fevereiro 06, 2016

Carnaval

Todos em Sampa parecem estar felizes. Pela janela ouço caminhões de som, blocos na rua, gente a festejar e a sambar nos espaços públicos. Sei que muitos devem estar trabalhando também. Mas aqueles que não estão, se divertem ou descansam. Como é bom saber que tem tanta gente a sambar  e a descansar e que Sampa 'parou' em nome da festa, do corpo, da mente, das tristezas e alegrias. Também estou me divertindo: ouvindo minhas poetas, escutando meus cantores, escrevendo e pensando. Vou voltar a minhas leituras e desconectar-me.

sábado, janeiro 16, 2016

The Japanese tradition of wabi-sabi offers an inspiring new way to look at your home, and your whole life. (by Robyn Griggs Lawrence, from Natural Home September-October 2001)

"Wabi-sabi reminds us that we are all transient beings on this planet—that our bodies, as well as the material world around us, are in the process of returning to dust. Nature’s cycles of growth, decay, and erosion are embodied in frayed edges, rust, liver spots. Through wabi-sabi, we learn to embrace both the glory and the melancholy found in these marks of passing time."

http://www.utne.com/mind-and-body/wabi-sabi.aspx

"en la noche sigo encendiendo sueños"...


quarta-feira, janeiro 13, 2016

Pasas por el abismo de mis tristezas (Amado Nervo)


"Pasas por el abismo de mis tristezas
como un rayo de luna sobre los mares,
ungiendo lo infinito de mis pesares
con el nardo y la mirra de tus ternezas.

Ya tramonta mi vida; la tuya empiezas;
mas, salvando del tiempo los valladares,
como un rayo de luna sobre los mares
pasas por el abismo de mis tristezas.

No más en la tersura de mis cantares
dejará el desencanto sus asperezas;
pues Dios, que dio a los cielos sus luminares,
quiso que atravesaras por mis tristezas
como un rayo de luna sobre los mares."

(Amado Nervo)

terça-feira, janeiro 12, 2016

David Bowie by Dinosaur Jr

I'm drawing between the light and dark
Where others see their targets
I can't see anything
Should I leave the engine on
To listen to that mountain song
Sinking in the quicksand of my thoughts
And I ain't got the wagon anymore

sábado, dezembro 26, 2015

Vagando pela Internet

Encontrei tanta poesia

http://www.emilierichardfroozan.com/areyouinahole/page/7/



terça-feira, setembro 15, 2015

MIrando el abismo

(Foto: Noell S. Oszvald)
Vuelvo a estas paginas para desahogarme de mis aflicciones, angustias y miedos. Quizas lo consiga. Esta claro que ahora hay algo inminete. Luego no tengo mucho tiempo. Hay que escribir y decirlo todo. Sin eufemmismos.

terça-feira, abril 21, 2015

Es tarde para hecerme una máscara


Qué has hecho del don del sexo?
KAFKA

Varias páginas con moradas ideales, o sea: prolongar inconmensurablemente el poema “Moradas” con ayuda de Bachelard.
Siempre quise vivir en el interior de un cuadro, ser un objeto a contemplar. Pero a veces quiero vivir en el ojo que mira ese cuadro en donde estoy. Este último deseo es menos frecuente que el anterior.
En el grito de una criatura humana que encuentra su verdadera voz en su “noche oscura del alma”.
En el guante perdido, que yace en la reja de una ventana.
Adentro de una nuez.
Adentro del pensamiento nostálgico de alguien que está parado en un muelle mirando partir un barco.
En el pensamiento exasperado de alguien que piensa con furor que malgastó el “don del sexo”.
En el oído de un músico, en la mano de un escultor, en el sueño de un poeta, en los pies de un danzarín, en la mirada hacia dentro de un pintor.
Dentro de un anillo que en una época guardaba veneno.
En el ombligo de un rey.
En el interior de una frutilla.

Adentro de la casa bella y siniestra que está dibujada en un libro para niños que contempla una niña que fui yo.

(Alejandra Pizarnik - Diarios)

quinta-feira, março 19, 2015

Fragmentos para dominar o medo

Lendo e anotando a Pizarnik. Sigo sentindo falta de algo que não sei dizer o que é. Não gostaria de ser estes fragmentos mas é inevitável. Hoje foi aniversário de P. Hoje também choveu muito. Lembrei de quando era criança enquanto conversava com P. mas não disse nada. Lembrei que não tinha medo da chuva. Lembrei que gostava de sair, brincar, nadar e correr de bicicleta na chuva. Agora tenho medo. Tenho medo dos raios. Tenho medo de morrer, muito medo. Principalmente de morrer sem visitar o México.

quarta-feira, março 18, 2015

"Não se pode escrever nada com indiferença"

O problema é este: eu deveria escrever todos os dias por pelo menos duas horas. Ler outras tantas. Escrever e ler sobre aquilo que me incomoda e  que realmente importa.Principalmente refletir sobre aquilo que tenho de dizer e saber dizê-lo.

Estou fazendo um curso na facu sobre escrita mas ainda não me animei. Hoje eu faltei no curso. Tenho que estudar mais e guardar um tempo para escrever e ler.

quinta-feira, março 12, 2015

Angústia feroz: o que vc quer não tem nome. E a solidão é apenas mais uma invenção, não existe. Tal qual aquilo que não possui nome, não existe. A grande questão é do que é que vc sente falta...

terça-feira, março 10, 2015

Tentando ligar pra B. mas ela não atende minhas chamadas do fixo. Tô sem crédito no celular.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Leyendo a Pizarnik

"Y qué sé yo qué ha de ser de mí si nada rima con nada."

domingo, fevereiro 22, 2015

Jerusalém

Gonçalo M. Tavares escreve de uma maneira peculiar. Às vezes é necessário entrar nas suas histórias duas vezes, pela porta de trás, respirá-las. Tentar absorver o máximo de uma palavra que muitas vezes não acolhe mas estranha. Suas personagens são verossímeis ao ponto de sentirmos seus odores, tatos, suas exitações. Preciso ler a tetralogia do Reino.

sábado, fevereiro 21, 2015

Madrugada e Amor


Madrugada chegou
O sereno caiu
Meu amor de cansaço
Caiu nos meus braços
Sorriu e dormiu
Eu só queria
Que não amanhecesse o dia
Que não chegasse a madrugada
Eu só queria amor
Amor e mais nada

(Caetano Veloso)

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Bottled up

Ontem terminei de ler Jerusalém de Gonçalo M. Taveres. Comecei a ler a Poesia Completa de Pizarnik, isto pode me levar a caminhos e cores, lugares e atmosferas que não sei se estou preparado. Hoje à noite estou na casa da Fabi e do Dino e li sobre a vida das sereias pra Sophia dormir. Não terminei pois a Sophis dormiu antes. Preciso terminar o livro sobre as sereias amanhã.

sexta-feira, dezembro 26, 2014

terça-feira, novembro 04, 2014

Amor prohibido


César Vallejo





Subes centelleante de labios y de ojeras!
Por tus venas subo, como un can herido
que busca el refugio de blandas aceras.

Amor, en el mundo tú eres un pecado!
Mi beso en la punta chispeante del cuerno
del diablo; mi beso que es credo sagrado!

Espíritu en el horópter que pasa
¡puro en su blasfemia!
¡el corazón que engendra al cerebro!
que pasa hacia el tuyo, por mi barro triste.
¡Platónico estambre
que existe en el cáliz donde tu alma existe!

¿Algún penitente silencio siniestro?
¿Tú acaso lo escuchas? Inocente flor!
... Y saber que donde no hay un Padrenuestro,
el Amor es un Cristo pecador!

segunda-feira, novembro 03, 2014

Sueño



Estallará la isla del recuerdo.
La vida será sólo un acto de candor.
Prisión
para los días sin retorno.
Mañana
los monstruos del buque destruirán la playa
sobre el viento del misterio.
Mañana
la carta desconocida encontrará las manos del alma.

(Pizarnik)

terça-feira, setembro 30, 2014

Sin miedo ni esperanza

Hoy no acudí a una clase en la universidad pues no había leído los textos para una evaluación - la asignatura de lengua española. De modo que la licenciatura se me está yendo a la chingada otra vez. Me desperté temprano, fui a una biblioteca local y vacía para escribir un artículo que tengo que entregar el viernes en la universidad. Ese trabajo me dan ganas hacerlo pero la lectura de los detectives salvajes está más entretenida aunque sea en portugués. Sigo leyendo las aventuras de Juan García Madero, el narrador de la historia que me da aun más ganas de conecer al DF y abandonar a la licenciatura.

Meu amigo mexicano

Hoje perambulamos pela cidade. Conversamos sobre cinema, mulheres, música e livros. Depois tomamos um ônibus e fomos à PUC ouvir uns caras falarem sobre Bolaño.

LOS PERROS ROMÁNTICOS
En aquel tiempo yo tenía veinte años
y estaba loco.
Había perdido un país
pero había ganado un sueño.
Y si tenía ese sueño
lo demás no importaba.
Ni trabajar ni rezar
ni estudiar en la madrugada
junto a los perros románticos.
Y el sueño vivía en el vacío de mi espíritu.
Una habitación de madera,
en penumbras,
en uno de los pulmones del trópico.
Y a veces me volvía dentro de mí
y visitaba el sueño: estatua eternizada
en pensamientos líquidos,
un gusano blanco retorciéndose
en el amor.
Un amor desbocado.
Un sueño dentro de otro sueño.
Y la pesadilla me decía: crecerás.
Dejarás atrás las imágenes del dolor y del laberinto
y olvidarás.
Pero en aquel tiempo crecer hubiera sido un crimen.
Estoy aquí, dije, con los perros románticos
y aquí me voy a quedar.

quinta-feira, setembro 18, 2014

Da Preguiça


Suave preguiça, que do mau querer
E de tolices mil ao abrigo nos põe…
Por causa tua, quantas más ações
Deixei de cometer.

(Mario Quintana)

terça-feira, setembro 16, 2014

Festina lente


"O que está oculto não nos interessa" Wittigenstein

Perambular pela cidade em sua companhia. Seja qual for a cidade: Buenos Aires, São Paulo, Palermo ou Cidade do México.

"Não serei tão drástico: Penso que estamos sempre no encalço de alguma coisa oculta ou pelo menos potencial ou hipotética, de que seguimos os traços que afloram à superfície do solo. Creio que nossos mecanismos mentais elementares se repetem através de todas as culturas da história humana, desde os tempos do Paleolítico em que nossos ancestrais se davam à caça e à colheita. A palavra associa o traço visível à coisa invisível, à coisa ausente, à coisa desejada ou temida, como uma frágil passarela improvisada sobre o abismo."



segunda-feira, setembro 15, 2014

Poucas palavras, sem teses, nenhuma estrada real...

"Uma conversa vagabunda e a alegria do diálogo com uma pessoa querida trazem à cena 'imagens, uma música, gestos que me livram da banalidade da maioria dos nossos discursos (...). É uma experiência da liberdade que nos leva a caminhos que não pensávamos que existissem'".
(Adauto Novaes - citando Pierre Sansot)

domingo, setembro 07, 2014

Flashes

Minhas primeiras recordações estão imersas no vermelho e no negro. O vermelho das paredes do quarto. O vermelho do piso da casa toda... Lembro me de João, negro, que vinha trazer o leite. O pequenino cão que avançava nele...Dizem que eu queria tomar bastante café pra ficar da cor do João.

terça-feira, abril 29, 2014

Plagiando Pizarnik

Herdei de meus pais a ânsia de fugir. Dizem que meu sangue é latino americano. Eu sinto que cada glóbulo procede de um ponto distinto. De cada nação, de cada província, de cada ilha, golfo, acidente, arquipélago, oásis.  De cada pedaço de terra ou de mar usurparam algo e assim me formaram, condenando me a eterna busca de um lugar de origem.

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

antes fosse a montanha ou o abismo -
estou farto de tanto vazio à volta de nada,

(herberto hélder)

terça-feira, janeiro 07, 2014

ALTAZOR, Canto I

Deixa-te cair sem deter tua queda sem medo ao fundo
   da sombra
Sem medo ao enigma de ti mesmo
Talvez encontres uma luz sem noite
Perdida nas gretas dos precipícios

Cai
      Cai eternamente
Cai ao fundo do infinito
Cai ao fundo do tempo
Cai ao fundo de ti mesmo
Cai o mais baixo que se possa cair
Cai sem vertigem
Através de todos os espaços e de todas as idades
Através de todas as almas de todos os anelos e
      todos os naufrágios

(HUIDOBRO)

terça-feira, outubro 22, 2013

Os estóicos


"As folhas caem, o figo seco substitui o figo fresco, a uva seca, o cacho maduro, eis, para ti, palavras de mau agouro! De fato, aí só existem transformações de estados anteriores em outros; não existe destruição, mas um arranjo e uma disposição bem regulados. A emigração não é senão uma pequena mudança. A morte é uma mudança maior, mas não vai do ser atual ao não-ser, e sim ao não ser do ser atual. - Então não serei mais? - Tu não serás mais o que és, mas outra coisa da qual o mundo precisará."
EPICTETO

sexta-feira, outubro 18, 2013

"olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas"


(Ana C.)

domingo, agosto 18, 2013

sexta-feira, julho 26, 2013

Traduzindo livremente trechos dos Diários de Pizarnik

Entro numa livraria desconhecida. Me dirijo às estantes coloridas, cheia de curiosidade e tensa de emoção. A esperança de achar "algo novo" é quebrada pela voz do empregado que me pergunta que títulos busco. Não sei o que lhe dizer. Ao fim, me lembro de uma obra. Não tem. Queria seguir olhando, porém sentia sobre mim o peso do olhar comerciante, tão estreito e  desaprovador diante de alguém que "não sabe" o que quer. Sempre o mesmo!

Sempre há que aparentar a possessão de um fim! Sempre o caminho corretamente marcado!

Dia Dês


"Ainda que fôssemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa própria passividade seria uma forma de acção." SARTRE


Dia de dexistir. Dia de desistir de você. Desistir de mim. Dia de derrelição. Dia de drama mine. "Derrelição. Não, não parece triste, talvez porque as duas primeiras sílabas lembrem derrota, e lição é sempre muito chato". Dia de derrota. Dia de Senhora D. Dia de difenidramina. Dia do Livro do Desassossego. Dia de dimenidrinato. Dia de dolor y duelo. Dia de demagogia. Dia de desculpas. Dia de meus e seus demônios. Dia de dormir profundamente. "How I Dearly Wish I Was Not Here". Sempre desquiciado. Mais um dia desalmado, desanimado. Mais um dia de desastres. Dia de des-... Todos os dias.

(195)"As civilizações parece não existirem senão para produzir arte e literatura; é, palavras, o que delas fala e fica" (LIVRO DO DESASSOSSEGO)

Para Biathan, que nunca desistiu, e Margarida.

Obra: La Valse, Camille Claudel

Derrelição ( o ano do porco )


"compreender o quê?
isso de vida e morte, esses porquês"(...)

(...)"Porco-Menino, menino-porco, tu alhures algures acolá lá longe no alto aliors, no fundo cavucando, inventando sofisticadas maquinarias de carne, gozando o teu lazer: que o homem tenha um cérebro sim, mas que nunca alcance, que sinta amor sim mas nunca fique pleno, que intua sim meu existir mas que jamais conheça a raiz do meu ínfimo gesto, que sinta paroxismo de ódio e de pavor a tal ponto que se consuma e assim me liberte, que aos poucos deseje nunca mais procriar e coma o cu dos outros, que rasteje faminto de todos os sentidos, que apodreça, homem, que apodreças, e decomposto, corpo vivo de vermes, depois urna de cinza, que os teus pares te esqueçam, que eu me esqueça e focinhe a eternidade à procura de uma melhor idéia, de uma nova desengonçada geometria, mais êxtase para a minha plenitude de matéria, licores e ostras...”

Senhora D.


Gespenst eines Genies (O fantasma de um gênio) PAUL KLEE

sábado, julho 20, 2013

Amanheceu

Porém é tamanha solidão que as palavras se suicidam,
como lágrimas,
como gente,
como você
e eu.

"Weird fishes"

In the deepest ocean  
The bottom of the sea  
Your eyes  
They turn me
 
Why should I stay here? 

 Why should I stay?
 
I'd be crazy not to follow 

 Follow where you lead  
Your eyes 
 They turn me
 
Turn me into phantoms 

 I follow to the edge 
Of the earth  
And fall off  

Yeah, everybody leaves
  If they get the chance 
 And this is my chance
 
I get eaten by the worms 

 And weird fishes 
Picked over by the worms  
And weird fishes
 
Weird fishes  

Weird fishes
 
Yeah I, I’ll hit the bottom  

Hit the bottom and escape 
 Escape
 
I, I hit the bottom 

Hit the bottom and escape 
Escape

segunda-feira, julho 15, 2013

"Not Even Jail"


I'll lay down my glasses
I'll lay down in houses
If things come alive
I'll subtract pain by ounces
Yeah, I will start painting houses
If things come alive
I promise to commit no acts of violence
Neither physical or otherwise
If things come alive
I'll say it now
I'll say it now
Say it now
Oh I'll say it now
Cause I want it now

When personality is scarred tissue
We travel South if it's use
I'm subtle like a lion's cage
Such a cautious display
Remember take hold of your time here
Give some meanings to the means
To your end
Not even jail

We marshal in the days of longing
We tremble like anyone's children
And wait to watch the fire
Repairing on the side of caution
Betraying no other symptom
But girl you shake it right
I will bounce you on the lap of silence
We will free love to the beats of science
And girl you shake it right
I'll say it now

Oh but hold still darling your hair so free
Can't you feel all the warmth of my sincerity
You make motion when you cry
You're making peoples lives feel less private
Don't take time away
You make motion when you cry
We all hold hands
can't we all hold hands
When we make new friends

I pretend like no one else
To try to control myself
I'm subtle like a lion's cage
Such a cautious display
Remember take hold of your time here
Give some meanings to the means
To your end
Not even jail

Passagens

Las citas son como salteadores de caminos que irrumpen armados y despojan de su convicción al ocioso paseante
Walter Benjamin

segunda-feira, junho 17, 2013

Sobre as manifestações em São Paulo (#3,20)



Faz muito tempo que nós não vemos tanta mobilização, tanto interesse por novas idéias, tanta crença na força da descrença, na força do desencanto como hoje.
VLADIMIR SAFATLE (Há dois meses antes do início das manifestações)
Às ruas
As manifestações em São Paulo, cidade brasileira mais populosa da América do Sul e um dos principais pólos financeiros do país, tem excitado a curiosidade de  muita gente. Tanto a opinião pública, quanto os formadores de opinião e a mídia subserviente e conservadora ainda não tem conseguido analisar o que acontece na cidade. Além do âmbito nacional, os protestos têm inclusive intrigado a imprensa internacional assim como movimentos populares na Europa em apoio aos manifestantes brasileiros.
Os brasileiros conhecidos mundialmente por sua cordialidade, suas festas e o futebol voltam às ruas depois de longos anos de desmobilização. A última grande manifestação dos “cara-pintadas” 1992, tinha sido capitalizada pelos estudantes e o Partido dos Trabalhadores foi um movimento contra a corrupção e a favor do impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Esse movimento levou milhares de pessoas às ruas em todo o país, inclusive em São Paulo.
As mobilizações pacíficas atuais que surgiram inicialmente contra o aumento das tarifas do transporte urbano foram abordadas por uma polícia despreparada e talvez herdeira dos métodos de repressão de uma ditadura ferrenha (1964 – 1985) de mais de 20 anos. Os governantes, tanto o prefeito quanto o governador do Estado de São Paulo estavam ausentes, ambos em uma viagem de negócios a Paris. Alinhados no discurso, se pronunciaram dizendo que se tratava apenas de um “grupinho de vândalos”. O detalhe é que o que eles chamaram de “grupinho de vândalos” estava representado nas ruas por mais de 10 mil participantes nas manifestações.
Vamos para o quinto protesto organizado e a violência policial só faz crescer o número de pessoas indignadas com as mazelas do Estado e o barbarismo militar. A mídia nacional condescendente com o autoritarismo do Estado tem exigido mais “energia” para conter as manifestações alegando que os insurgentes não passam de baderneiros da classe média branca mimados e sem aparente causa justa . Já a cobertura internacional têm visto os confrontos, se é que podemos chamar assim pois a violência parte geralmente da polícia, com mais cautela e crítica. Vêem, por exemplo, o desencanto e a descrença principalmente dos jovens com os  políticos brasileiros.
O prefeito Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT) mais uma vez não quis escutar parte de suas bases, pois desde o começo de seu mandato foi requisitado por uma greve de professores que são historicamente parte dos eleitores de seu partido. Não houve diálogo e a dificuldade de organização da categoria assim como a debilidade de seu sindicato levaram a greve ao fracasso. Agora seria a vez de ele ouvir jovens estudantes, trabalhadores e parte da classe média. Em vez disso se alia ao Governador conservador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e sua já reconhecida truculência. Assim até agora não houve diálogo de fato e o prefeito perplexo e pressionado  pelo novo cenário não sabe o que fazer, tratando um caso político como caso de polícia.

sexta-feira, junho 07, 2013

Sobre a meritocracia

" A dominação social moderna é produzida por  um engodo, uma fraude, uma mentira compartilhada por todos os privilegiados."
JESSÉ DE SOUZA

quinta-feira, junho 06, 2013

Mama you know

Hay golpes en la vida, tan fuertes... ¡Yo no sé!
Golpes como del odio de Dios; como si ante ellos,
la resaca de todo lo sufrido
se empozara en el alma... ¡Yo no sé!

Son pocos; pero son... Abren zanjas oscuras
en el rostro más fiero y en el lomo más fuerte.
Serán tal vez los potros de bárbaros Atilas;
o los heraldos negros que nos manda la Muerte.

Son las caídas hondas de los Cristos del alma
de alguna fe adorable que el Destino blasfema.
Esos golpes sangrientos son las crepitaciones
de algún pan que en la puerta del horno se nos quema.

Y el hombre... Pobre... ¡pobre! Vuelve los ojos, como
cuando por sobre el hombro nos llama una palmada;
vuelve los ojos locos, y todo lo vivido
se empoza, como charco de culpa, en la mirada.

Hay golpes en la vida, tan fuertes... ¡Yo no sé!

VALLEJO







terça-feira, junho 04, 2013

Temporary relief

To Bia and Dag, my role models.
Evasive... I feel far away from writing  and reading these days - that is, everything seems so complicated.(studying, don't even mention... I feel like a professional slacker but regreting...). Today I've got good news: they've called me back from an English school wich I'd love to work for. So they said: I had  succeeded in the writing test (I believe in miracles) besides, they asked me if I want to keep on going through alll the procedures for being hired, eventually. You know the rest, steady job, prompt pay day, paid vacations ... It's being a long time I do not know what these things mean. I guess there is hope for me.

sexta-feira, maio 31, 2013

Anamnese

A incapacidade de narrar talvez esteja na falta de memória. Por que fragmentos tão curtos e enviesados? Por que fragmentos? Como emendá-los? Como gostaria de ter a memória de P. Como gostaria de me apossar das perguntas certas ou pelo menos algumas respostas...

'Um buraco na noite
subitamente invadido por um anjo'
PIZARNIK

quarta-feira, maio 29, 2013

Versos roubados



"Pero hace tanta soledad
que las palabras se suicidan."

salto em direção à luz
salto na sombra
na escuridão
em busca do amanhecer
esse amnhecer
mais noite que a noite

segunda-feira, maio 27, 2013

acatisia

sexta-feira, maio 24, 2013

OSSOS DO OFÍDIO

Ontem, um aluno me disse que a linguagem utilizada na poesia de Drummond era difícil. Fico me perguntando quão familiarizado ele está com a leitura de poesia de uma maneira geral. No meu caso, nunca tive o hábito de ler poesia até ingressar na faculdade e continuo tendo dificuldades na sua leitura. O livro , em especial, sobre o qual o aluno reconhecia seu problema era O sentimento do mundo. Vou dar uma olhada.
ps. O  aluno até me perguntou se o Drummond era português pois estava muito difícil de ler.

quinta-feira, maio 23, 2013

A metafísica dos textos que tenho pra ler

 A Lei, a norma e a Justiça. Estamos falando a mesma língua? Estamos tratando do mesmo assunto? Estava lendo um texto para aula  do Jaime. O texto se chama O sujeito e a norma de Gerd Bornheim. Esse texto me faz lembrar  O mal estar da civilização. Estava dando prea entender alguma coisa até que chegou no Kant ... O problema não foi Kant nem suas proposições ... Mas a própria afirmação de Bornheim: "E, em última análise, o feito maior da burguesia, relativamente ao passado, está na progressiva - e rápida - destituição do fundamento real ou da figura da norma - a Justiça já não habita os palcos."

sexta-feira, maio 10, 2013

O segundo sexo

hoje no cursinho o companheiro Renan me perguntou, numa aula sobre gênero, o que é que define a mulher ... eu queria ter respondido aquilo que Sartre um dia escreveu e virou epígrafe no Segundo Sexo: "Metade vítimas, metade cúmplices, como todo mundo."











FOTO ROUBADA DO BLOG: http://desdequeestamosaqui.blogspot.com.br/

domingo, maio 05, 2013

Homem subterrâneo

melhor é não fazer nada ...

quinta-feira, maio 02, 2013

La escritura

Empezar por los fragmentos como Tamara.