sábado, novembro 19, 2022

Diálogo entre Pierre Pain e Monsieur Rivette


 


—Tal vez sea mi borrachera pero esta noche huele a algo raro.

—Cada noche tiene un olor diferente, querido amigo, de lo contrario sería insoportable.

Creo que debería meterse en la cama.

—Pero el olor de esta noche es especial, es como si algo se estuviera moviendo por las

calles, algo impreciso, que conozco, pero que no consigo recordar qué es.

—Váyase a la cama. Duerma. Apacigüe su espíritu.

—El olor me seguirá hasta allí.


(Monsieur Pain - Roberto Bolaño)

sexta-feira, outubro 21, 2022

Iluminações profanas


 


Adoro a noite

e também a antena da UNIP

adoro o latido singular no horizonte

e também a antena da Gazeta

adoro o ruidoso silêncio noturno da cidade

também adoro Marte reluzente

e adoro a Lua cheia e a minguante

mas sobretudo a cidade cintilante

(Alchelas)

domingo, outubro 16, 2022

1857

 





“O mundo aparente é um tropel de percepções transtornadas”

Borges - Examen de metáforas


Nó geológico

a pegadinha de Deus

o umbigo de Adão

a idade da Terra

Deus espreita nos intervalos


(diante da idade da Terra os homens foram “criados” ontem)


Alchelas Mirabismo


“En 1857, una discordia preocupaba a los hombres. El Génesis atribuía seis días —seis días hebreos inequívocos, de ocaso a ocaso— a la creación divina del mundo; los paleontólogos impiadosamente exigían enormes acumulaciones de tiempo.” Borges - La creación y P. H. Gosse



Reunião

Soul

máquina desejante 

produzo

máquina de sentir

meu modo de ser não me traduz

as paixões tristes têm seu lugar

lugar de sentir

libero minhas associações

meu descompasso contingente

 

domingo, janeiro 30, 2022

CIELO E INFIERNO

 La lluvia derramaba

la madrugada

verso tras verso

el aburrimiento nublado de este domingo

se oye a los perros y a los coches 

desde mi cama


(Alchelas)

sábado, agosto 07, 2021

La cosnpiración de los necios

Juntémonos en tu casa el sábado.
Sí: tiremos cualquier cosa a las brasas-
auque sea un hombre:
sí: volvámonos caníbales 
eso da prestigio y fama 
eso hace que uno deje un trazo
como hace el caracol sobre la tierra 
si es que la Tierra es algo.
No todos podemos ser próceres piadosos.
Juntémonos en tu casa el sábado.
Sí: fumemos bastante; fumemos de todo;
fumémonos el todo: hasta que nos de cáncer 
el cáncer sí que es Creacionista 
ahora mismo está haciendo que se pudra
la rosa en este problema.

ÁNGEL ESCOBAR

segunda-feira, julho 19, 2021

Água viva

Enovelo de palavras. Música de improviso Fluxo cheio de sons, signos e sentidos. Orgia de palavras. Exercício de vida sem planejamento. Fluxo de vida animalesca, vegetal, mineral vibrante e continua ao mesmo tempo. Palavra truculentamente viva. 

terça-feira, julho 13, 2021

A literatura e os espaços urbanos

 Se a protagonista do seu romance favorito perambula pela cidade onde vive isso quer dizer muita coisa. Talvez os signos da cidade descrevam a personalidade dela ou seus anseios e ambições, por exemplo. Dizem que nada está por acaso em uma narrativa bem escrita.

Preciso me ocupar sobre este assunto nos próximos meses pois fui convidado a falar sobre o tema. Sei por onde começar mas ainda não sei o que ler para desenvolver melhor o assunto e aceito sugestões. Vou falar sobre um romance curto do autor  chileno Roberto Bolaño que se passa na Cidade do México. Amuleto, esse é o nome do romance, conta de maneira pouco convencional a história de Auxilio Lacouture, uma uruguaia emigrada que vive no DF, uma personagem de certa forma transformada em lenda viva por suas experiências e suas andanças.

O fato de haver uma pessoa na vida real na qual a protagonista foi inspirada deve interferir na minha leitura e nas configurações e representações da cidade no texto?

terça-feira, julho 06, 2021

Noturno de Sampa

 A noite flui pelas ruas,

a noite e suas promessas.

quarta-feira, junho 09, 2021

Verbete da saudade:


das coisas que deixei pelo caminho

dos versos que me morderam

da prosa que me mata


quinta-feira, junho 03, 2021

 


o sorriso e a alegria tornaram-se profanações

a morte e a fome batem à nossa porta

o medo nos cristaliza como disse o poeta

pandemias galopantes


quarta-feira, junho 02, 2021



Serotonina e dopamina

substantivos conhecidos 

desde meus vinte poucos anos,

que desgraça ser gauche na vida.


No dna meus fantasmas:

meus ancestrais me acolhem,

me assustam de tempos em tempos,

meus amigos, meus livros e palavras essenciais me possuem.


Melancolias e mercadorias me espreitam,

ecos de meus poetas favoritos.

Veja como são as coisas.


quinta-feira, maio 27, 2021

Estética da devastação

A incerteza de pelo menos dois focos narrativos junta-se a melancolia do clima e das paisagens de Santa Maria. Juan Villoro chama de estética da devastação aos contos e o estilo onetiano de contar suas narrativas breves. Acho que esta estética está em toda obra e nas cores das personagens e párias dos romances de Juan Carlos Onetti.
 

quinta-feira, maio 13, 2021

O EGO



para Tanussi Cardoso


o corpo:

canta e anda

dorme e sacode

fuma e bebe

fornica e morre

eis o corpo ou o cadáver?


a mente:

ansiedades e vulgaridades

avoada e concentrada

melancólica e preguiçosa

obcecada e generosa

eis a mente ou a loucura?


a alma:

magoadamente cristã

à toa e atéia

as frestas e diques

de escuros e claros

eis a alma ou o inferno?


segunda-feira, abril 26, 2021

Alejandra

Jogo de ausências e presenças num lugar de ausência.

sexta-feira, dezembro 18, 2020

"Se eu fosse eu"... e minhas impressões de leitura de um romance de Clarice Lispector

 


(...)"Ser-se o que se é, era grande demais e incontrolável."

Sobre Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres:


 É um romance de revelações, romance da graça, romence da iluminação, romance de epifanias, romance de encantamento, romance de alegria líquida, um romance mansamente feliz.

quarta-feira, dezembro 09, 2020

Faz de conta

 Faz de conta que éramos amantes.

segunda-feira, novembro 09, 2020

Sueños

 Sueño con una mesa y una silla

Sueño con Nicanor, Roberto y Juan

Sueño con un beso mojado de Alejandra

Sueño que estoy en una película de detectives perdidos

Sueño con el DF y sus avenidas, sus calles y cafés

Sueño que estoy en el metro

Sueño con mis amigos

Sueño con el abrazo y los senos de Paula

Sueño que soy un libro

Sueño con el olor y el cuello de Cristina

Sueño con la piel y las caderas de Renata

Sueño que soy Lucero en una esquina de Giotto

También sueño con los calzones amarillos y rojos de Judith.


quarta-feira, setembro 16, 2020

Alô alô...

Me proponho exercícios diários de escrita. Uma frase em cada linha. Mas a janela me atrapalha. Ana Cristina e Roberto Bolaño me impedem. A última rodada do Brasileirão tampouco ajuda. Por fim, as redes sociais e a sua falta. Tanto mar. Eu que me aguente comigo. 

sábado, julho 11, 2020

Chamadas anônimas

Em transe, mantenho os olhos abertos. ("A sabedoria consiste em manter os olhos abertos durante a caída")  Rasuras. Cacos. E experimentos. Porque viver apenas não basta, disse o poeta. Lapsos. Elipses. E silêncios. Ouvi vozes de mortos que não conhecia. Ignorei meu irmão. Não reconheci meu pai. A cidade, doída. Chovia. A vida, doída. Anoitecia. Poesia. Sugestões. E ilusões.
- O que você achou?
- Não está mal.

sábado, junho 06, 2020

João Pedro e Miguel
Nomes que caminham em direção ao esquecimento e a humanidade não deu certo como disse um suicida

quarta-feira, maio 20, 2020

Falarei nessa linguagem

“Falarei nessa linguagem sonâmbula que se eu estivesse acordada não seria linguagem.”

(A paixão segundo G.H. - Clarice Lispector)


Diástole & sístole da minha desordem. Meus pensamentos formam acidentes primordiais. Mulheres inenarráveis pululam, lampinhas. A noite tatuada em meus ossos - e minhas poetas preferidas dormem ao meu lado. Mulheres de cabeceira. Alejandra P. e Ana C.




terça-feira, maio 05, 2020

Pandemia, necropolítica e luto

Estamos afogados, ou melhor, estamos nos afogando no ano da graça de 2020. Sem água e sem graça, já são mais de 7 mil mortos só na banda de cá, da nossa pátria mãe gentil que espuma de ódio.  Sem gentileza somos transformados em números, os inumeráveis. Aqui e ali alguns poetas tentam salvar umas poucas vidas. Tentam domesticar a dor com o verbo, com o verso. Tentam fazer o luto. Outros poetas mais práticos e prosaicos fazem caridades. A mídia e muitos governantes dizem pra gente ficar em casa que estaremos ajudando. Fica, quem tem a geladeira cheia. Fica, quem tem água pra lavar as mãos. Fica, quem tem sorte. Muitos mascarados saem às ruas  para ganhar o pão.
  Sem alento nem suspiro, já são mais de 7 mil mortos. Faltam UTIs, faltam remédios, faltam respiradores artificiais. Faltam médicos e enfermeiros. Só não falta a polititíca da União e da Federação. Necropolítica vira conto de f adas por aqui.

Aceleram-se os enterros. Faltam caixões e faltam valas. Faltam despedidas e velórios. Mais de 7 mil histórias perdidas para sempre. E a hecatombe continua enquanto esperamos que a tal curva nomeada pelos tecnocratas se achate como num milagre e a quantidade de mortes diminua.

segunda-feira, maio 04, 2020

Ser humano não tem remédio

A humanidade não deu certo. As crianças mais inteligentes e travessas que conheci eram anjos. Os adultos mais generosos e sábios eram bruxos.

quinta-feira, abril 30, 2020

Leminski

(...) Literatura é um efeito mental.
Literatura é uma das coisas mais frágeis deste planeta.
Por isso, nas bibliotecas, existe, sempre, uma placa, exigindo: SILÊNCIO, como nos hospitais.

(Sem eu, sem tu, nem ele - Paulo Leminski)

quarta-feira, abril 29, 2020

minha única liberdade

..."No querer traer sin caos
     portátiles vocablos."
(Alejandra Pizarnik)



absurdo coração mascarado
na luz e de equilíbrio distante
tempestuoso apreço por melancolias
e mercadorias que interrompem 
a fluência de (um) existir

sexta-feira, abril 24, 2020

Sem esperança nem medo:



Maldita charada, maldito equilíbrio, distante e vil. Enigma ignominioso que se transforma no meu ser. Surto. Serei eu? Uma porção de mim? Ou se confunde com o outro, ou melhor, será meu mergulho no outro que me habita? Talvez. Talvez ser faltante. Talvez máquina desejante. Lacan e eu brigamos muito.

quarta-feira, abril 22, 2020

Um pequeno sonho

A vida breve. Um coração absurdo desafia seus demônios em domingos lentos. Reconhece e se ilumina no absoluto. Lá fora as pessoas estão se matando. Epidemias pouco democráticas.

terça-feira, abril 21, 2020

Alma pra pensar

Invadido por deuses de um panteão que eu desconheço. Cósmica visão das manhãs, das noites e dos entardeceres. Tudo maquinalmente elaborado. Caixas chinesas.

quarta-feira, abril 15, 2020

"Se morrer é memória cerrada."

Volto a Alejandra, com uma fé cega, como quem ora a uma divindade que caminha rumo ao esquecimento. Com uma fé cega leio e releio seus versos, sua sede,suas imagens e escuto sua língua na noite e na aurora. Seus desejos se tornam meus.

terça-feira, abril 14, 2020

drummondiando em espanhol

para Alejandra Pizarnik

Sueño sin lilas
la vida sin fluencia
mercadorías y melancolías
de existir
casi nunca
casi nadie

sábado, abril 11, 2020

retorno

sonhei com nosso tempo
não tinha fim
uma aurora permanente
uma proposta aliciante
e minha indecisão
escolha morosa
sem resposta
sem convicção
nem ser triste
tampouco feliz

ameaçador despertar

sexta-feira, abril 10, 2020

De existir

Para Ana C.


Desistir das covardias
desistir das dúvidas (temporárias)
desistir da fluência (diuturna)
de existir
nos versos dos outros


desistir da aventura bruta
de existir
desistir das saudades

e do ponto final

sábado, março 21, 2020

A vida breve

sonhos impermeáveis
velha ficção científica
velhas leituras
velhos signos
pequenos fracassos
uma sucessão de mal entendidos
todo mal entendido é suportável disse J. M. B.

terça-feira, março 10, 2020

avenida madrugada

entre o amor e os chinelos
lapsos
o silêncio sumindo por aí
nas calçadas passos oblíquos 
discussões bêbadas
autorreferenciais
cachorros rompem sincopando o silêncio

motos, carros e ônibus rompem rolando borrachas no asfalto

quinta-feira, março 05, 2020

detetive adormecido

passadas autorreferenciais
fragmentos superpostos
 cumprimentos olímpicos
rostos singulares 
sorrisos maneirísticos e ordinários 
conversas elementares e secretas
percebo fragmentos 
tal qual ascensorista meio curioso
às vezes, emérito mergulhador
às vezes, turista em férias

sábado, fevereiro 29, 2020

Bolaño Pizarnik Leminski Symborska



Despreparado para o acidente glorioso
Despreparado para a honra de viver
Às vezes sou mergulhador profissional
Às vezes, turista desajeitado

sábado, fevereiro 15, 2020

Bolaño

Entre verdades narrativas, pálpebras elétricas, poetas ridículos e heroicos vou colhendo as tramas e as líricas de um leitor onívoro e voraz. Amizade e violência, sexo e morte, estética e humor, pessimismo e lirismo se misturam em um tsunami de textos.

...
"entendo que as palavras essenciais,
as que me exprimem, estarão nessas folhas
que não sabem quem sou, não nas que 
escrevo."
Borges

terça-feira, fevereiro 11, 2020

Pizarnik e sua poética

Poema

Tú eliges el lugar de la herida
En donde hablamos nuestro silencio.
Tú haces de mi vida
esta cerimonia demasiado pura.

Alejandra Pizarnik - Los trabajos y las noches - 1965

Poética feita de corpo e de sede. Escrita feita de paciência e resistência. Artifício também feito de sangue, medo, sexo e memória da infância. Memória que incuba recordações e signos que às vezes se precipitam sobre o papel e novamente são trabalhados, (re)significados. Não é uma poética feita apenas de intelecto ou imaginação. Sua poética é do desalento, de sofrer e suportar, poesia ferida no corpo, poética de língua castrada. Sua poética é feita de ausências e palavras que não fazem o amor.  Uma poética de sombras e extraordinários silêncios. Poética de miradas que pulverizam nossos olhos de leitor.

segunda-feira, fevereiro 10, 2020

Silogismo barato;

Silogismo vulgar:

O romance é como o capital
Ambos vivem em crise
desde que eu nasci

Ou o capital é como o romance
Ambos vivem da crise
desde que eu nasci
(Ou desde 1916 segundo as más línguas)

E o capital segue construindo hidro-elétricas
E os pequeno-burgueses seguem escrevendo romances

terça-feira, outubro 15, 2019

Lição de casa (Leyla Perrone-Moisés)

"Traduzir é entrar na dança. Para o tradutor, o texto é uma coreografia; a notação das figuras e dos passos que se deve reexecutar."

terça-feira, setembro 24, 2019

Para Ana C.

Sou tão vulgar e te procuro em mercadorias.
Pago 75,90 por teu corpo
talvez valha mais, talvez valha menos...
Tua loucura me acalma
e ninguém se importa
é domingo
Depois de algumas horas fujo,
balbuciante,
de sua magia infernal, 
de meus sonhos, 
e venero relógios
não sei contar por conta própria
e continuo com os autores tentaculares.

sexta-feira, julho 19, 2019

Ciudad de México (Todo lo que se puede decir sobre ella es mentira)

Una quimera sin sentido
para amadores como tú y yo
apresados por nuestros folclorismos de infancias provincianas.

quarta-feira, junho 26, 2019

Regra de três metafísica (Lendo O Mito de Sísifo)

                                                                                                                   (2018)                                                                 

Jaspers está para o fio de Ariadine tal qual
Heidegger está para X.

segunda-feira, junho 24, 2019

La Ciudad de México (Todo lo que se puede decir sobre el DF es mentira)


La Ciudad de México nos ofrece metáforas a nosotros extranjeros, creo que más o menos eso fue bien dicho por un gran poeta chileno. La ciudad nos regala sus colores y formas mientras caminamos sobre sus banquetas por calles y avenidas. Mientras caminamos atropellados por imágenes y metáforas que matan algunos de sus propios poetas. Bajo la tutela de los vientos también aprendemos a volar.  

sábado, junho 22, 2019

busca (pic. Anka Zhuravleva)

Sigo la poesía en una librería de viejo

sigo leyendo en deScomposición
y tengo hambre de lo prohibido
y tengo hambre de las sobras
hambre de meterme moscas dulces y negras en mi boca

sigo leyendo
y sigo escribiendo mal y nadie me quiere
sigo escribiendo cuando estoy triste y nadie me lee a mi

Clarice (Pic Archimboldi)

                                       
                                               Se prepara para la soledad


con olimpica disciplina 
aparte resignada involuntariamente
y maniteada a una camilla

¿por qué se las llaman esposas?

pasos aturdidos de un delantal medio ceniza ¿o sería azul?


¿no sería la aguja de la muerte?

si lo fuera tendría mucha suerte
un vaso de agua o de leche sin azúcar
y la sonrisa de una flor

terça-feira, junho 18, 2019

todo puede ser poesía decía Nicanor Parra, decían los infras

dizia Manuel Bandeira, Manoel de  Barros, dizia todo mundo que é


¿Cuál es el valor estético de mi llanto frente a un texto?

¿En que consiste la poesía, Jim?


segunda-feira, junho 17, 2019

la verdad (Foto: Anka Zhuravleva)



Photo by A. Zhuravleva


Lo que te quería decir de veras es que las palabras no hacen el amor, hacen la ausencia, pero eso ya fue bien dicho por Pizarnik, hace mucho, en una noche, en este mundo. "(Todo lo que se puede decir es mentira)"

quarta-feira, junho 05, 2019

Cosas para se preguntar en México


¿ Cómo mueren los poetas en la CDMX?

¿Cómo eran las rodillas de Frida Kahlo?

¿Cuántos zopilotes pasaban por la cabeza de Tablada al día?

¿Por qué l@s mejores poetas son jóvenes?

¿Por qué l@s jóvenes son más valientes?

¿Cuál es el centro de gravidad de algunos edificios mexicanos?

¿Con qué sueñan los arquitectos mexicanos?

¿Qué desayunan los valientes trabajadores de la limpieza de la ciudad?

¿Cuál es la edad cuando no se coquetea más en México?

¿Cuántos libros se pueden llevar bajo el brazo?

¿Cuántos libros se pueden llevar prestado de una biblioteca pública?

¿Todos los pajaros de la ciudad son omnívoros?

¿Los zanates solo cantan mientras pavonean sus parejas?

¿Esquites o camotes?

¿Quien fue más valiente Natalia Sedova o Trotsky?

¿Cuáles son los tres colores preferidos de la chilangas bandas?

etc Y tals... (Se aceptan contribuiciones y comentários o respuestas)

terça-feira, junho 04, 2019

Sobre o suicídio


  Suicídio pode ser considerado por muitos um tabu. Ou pelo menos, um assunto que mistura assuntos: privados e sociais, por exemplo. Definir o que é mental e o que é cerebral também entra na conta dos suicidados. Por que na arte se vê e se fala mais do tema enquanto as estatísticas dizem que os casos mais recorrentes giram em torno de uma outra categoria de trabalhadores: os médicos?

  Dizem que este tabu está mais relacionado com as pessoas que não seguem nenhum tipo de religião. AInda assim se o suicida por azar tiver religião será desamparado em muitas delas. Há religiões que não fazem cerimonias diante do cadáver do suicida, há outras que o apartam dos escolhidos no próprio cemitério. Enfim, a questão, ou dogma, vem de muito longe e de tempos primevos as grandes civilizações.


domingo, junho 02, 2019

mientras lees otro poema, pienso en este



la Amada mía,
el dulce fin de mis deseos,
pudo haber sido una gran poeta
(mejor dicho, fue una gran poeta)
de
párpados muertos
párpados elétricos
párpados azules
párpados eternamente caídos
ojos carminosos

sálvate!

mientras les otro poema, pienso en este

Amada mía
dulce fin de mis deseos
pudo haber sido una gran poeta
(mejor dicho, fue una gran poeta)
de
párpados muertos
párpados elétricos
párpados azules
párpados eternamente caídos
ojos carminosos

sálvate

domingo, maio 05, 2019

La Araucana

Llevaba el libro del soldado español
¿Era chilena o argentina?
¿Mexicana o francesa?
Ay que suavidad en su hablar
Ay qué cordilleras...
Aquél día
Aquél atardecer
Un sábado en la biblioteca central
¡Qué brazos! ¡Qué cuello!
Los chinos castaños, las orillas del Maule
La piel de los cumbres de los Andes
Los lunares
Los atardeceres en la UNAM abrumadores

¿En qué consiste la poesía, Jim?

Creo, wey, que la poesía sea un tragafuegos, en el medio de un semáforo en una avenida movimentada de una enorme Ciudad X.
El tragafuegos hace su intervención mientras nadie le hace caso, o simulan no hacerle caso, excepto una chavita, o un chavito, que le mira, desde el borde de la banqueta, mientras quiere ser el.

quarta-feira, maio 01, 2019

La Gran Tenochtitlán

La Ciudad de México, monstruosa, dolorosa y fabulosa. Todo lo que se puede decir sobre la Gran Quimera del  Norte es mentira. Aunque me atrevo a rogarle las barricadas de la comuna. Jóvenes y trabajadores otra vez, y sus sueños. Sería hermoso. Sería aún más hermosa y terrible. Como un enamoramiento.

sábado, abril 20, 2019

Bitácora Bolaño

"La literatura se parece mucho a la pelea de los samuráis, pero un samurái no pelea contra otro samurái: pelea contra un monstruo. Generalmente sabe, además, que va a ser derrotado. Tener el valor, sabiendo previamente que vas a ser derrotado, y salir a pelear: eso es la literatura." BOLAÑO - Entre Paréntesis

domingo, abril 14, 2019

Uiara

siempre la más más
del baile, mi primavera
entre dientes, lluvia de flores

otras formas de pensar
otras formas de sentir
otra lengua

terça-feira, abril 02, 2019

Memorias luz

Las perras, los perros
románticos.
Pasto y
sábana.
Vino y
archipelagos de estrellas.
Memorias luz.
La solidez oscura y
la antimatéria,
rotas por sueños y
carcajadas y
meteoritos.

segunda-feira, abril 01, 2019

Lucerito de Jesús

El tiempo pone a cada uno en su sitio. Dicen sus pastillitas de hierbabuena. Deambulo mientras mi imaginación verifica todas las posibilidades de lectura del dicho. Dichos del azar. Dichos de resignación. Dichos poéticos para aguantar una vida candorosa o de hierro, o de hierro y candorosa. No importa. Cuando la propina es "grande" las lágrimas deslizan fugazmente sobre sus cachetes hasta tocar las banquetas de Mixcoac.