El tragafuegos hace su intervención mientras nadie le hace caso, o simulan no hacerle caso, excepto una chavita, o un chavito, que le mira, desde el borde de la banqueta, mientras quiere ser el.
domingo, maio 05, 2019
¿En qué consiste la poesía, Jim?
Creo, wey, que la poesía sea un tragafuegos, en el medio de un semáforo en una avenida movimentada de una enorme Ciudad X.
quarta-feira, maio 01, 2019
La Gran Tenochtitlán
La Ciudad de México, monstruosa, dolorosa y fabulosa. Todo lo que se puede decir sobre la Gran Quimera del Norte es mentira. Aunque me atrevo a rogarle las barricadas de la comuna. Jóvenes y trabajadores otra vez, y sus sueños. Sería hermoso. Sería aún más hermosa y terrible. Como un enamoramiento.
sábado, abril 20, 2019
Bitácora Bolaño
"La literatura se parece mucho a la pelea de los samuráis, pero un samurái no pelea contra otro samurái: pelea contra un monstruo. Generalmente sabe, además, que va a ser derrotado. Tener el valor, sabiendo previamente que vas a ser derrotado, y salir a pelear: eso es la literatura." BOLAÑO - Entre Paréntesis
domingo, abril 14, 2019
Uiara
siempre la más más
del baile, mi primavera
entre dientes, lluvia de flores
otras formas de pensar
otras formas de sentir
otra lengua
del baile, mi primavera
entre dientes, lluvia de flores
otras formas de pensar
otras formas de sentir
otra lengua
terça-feira, abril 02, 2019
Memorias luz
Las perras, los perros
románticos.
Pasto y
sábana.
Vino y
archipelagos de estrellas.
Memorias luz.
La solidez oscura y
la antimatéria,
rotas por sueños y
carcajadas y
meteoritos.
románticos.
Pasto y
sábana.
Vino y
archipelagos de estrellas.
Memorias luz.
La solidez oscura y
la antimatéria,
rotas por sueños y
carcajadas y
meteoritos.
segunda-feira, abril 01, 2019
Lucerito de Jesús
El tiempo pone a cada uno en su sitio. Dicen sus pastillitas de hierbabuena. Deambulo mientras mi imaginación verifica todas las posibilidades de lectura del dicho. Dichos del azar. Dichos de resignación. Dichos poéticos para aguantar una vida candorosa o de hierro, o de hierro y candorosa. No importa. Cuando la propina es "grande" las lágrimas deslizan fugazmente sobre sus cachetes hasta tocar las banquetas de Mixcoac.
quinta-feira, março 28, 2019
Huidobrando
Mais uma vez
Mãe que cantava como um entardecer
Cabelos azabache e crespos
Olhos cheios de partidas
Mais uma vez
Pai que ria como um rio
Mãos mais admiráveis que o entardecer
Olhos cheios de amor
Não, não é o que você pensa
A vida é uma viagem de paraquedas
domingo, março 10, 2019
Fé adorável que o destino blasfema
Entre o cativeiro e o abismo, o abismo. Mergulhar na escuridão e embriagar-se em sua possibilidade. As possibilidades de resistir em meio a covardia geral. Atrito e intempestividade são os conceitos, as palavras motrizes do coro dos párias, dos vencidos, de nós diabos, divididos os herdeiros e órfãos de prometeu, de Pandora, da Medusa. Tecer o que e pra quem em meio a corpos violados, cadáveres sem sepultura, o capitalismo como religião mais selvagem que nunca. Uma criança de onze anos violada é obrigada a dar a luz em uma sociedade desigual que ao mesmo tempo vota pena de morte para menores, vende armas como se vende refrigerantes. Uma sociedade na qual pedofilia é assunto de família. Homens de bem? Democracia? A ultradireita e seus bossais não pode ser considerada falha do sistema mas um sintoma. Os energúmenos liberais devem ser considerados o objetivo final da democracia representativa burguesa e fedorenta.
Filhos de Dandara, de Marilles, filhos dos dias, filhos da mandioca e do milho, filhos da Pacha mama. Talvez órfãos por vocação, poetas que seguem escrevendo no ar, escrevendo nos faróis, nos semáforos dessa grande feira moderna. Cair é talvez o único sentido. Cair na escuridão. Cair valentemente
Sem ais, sem alento. Sem carinho, sem coberta. Cair no caos, cair na escuridão. Viajar em direção ao esquecimento. Entre o cativeiro e o abismo, o abismo apenas. Mal estar, um destino. Sentido talvez terá a literatura do por vir sem comercio, sem premio e sem canapé ou champanhe. A literatura da boca do povo, da biqueira, da periferia. A literatura do rap. Do pancadão e da pancadaria. Do abismo, profana, sem academicismo. Talvez lida na fronteira, no estrangeiro, em Quito, não em Bruxelas. Em Ciudad Juárez, em Recife, em Diadema, na Baixada Fluminense em Tecatepec.
Filhos de Dandara, de Marilles, filhos dos dias, filhos da mandioca e do milho, filhos da Pacha mama. Talvez órfãos por vocação, poetas que seguem escrevendo no ar, escrevendo nos faróis, nos semáforos dessa grande feira moderna. Cair é talvez o único sentido. Cair na escuridão. Cair valentemente
Sem ais, sem alento. Sem carinho, sem coberta. Cair no caos, cair na escuridão. Viajar em direção ao esquecimento. Entre o cativeiro e o abismo, o abismo apenas. Mal estar, um destino. Sentido talvez terá a literatura do por vir sem comercio, sem premio e sem canapé ou champanhe. A literatura da boca do povo, da biqueira, da periferia. A literatura do rap. Do pancadão e da pancadaria. Do abismo, profana, sem academicismo. Talvez lida na fronteira, no estrangeiro, em Quito, não em Bruxelas. Em Ciudad Juárez, em Recife, em Diadema, na Baixada Fluminense em Tecatepec.
quarta-feira, fevereiro 20, 2019
Cursilerías, Remedios y yo
Entre cartas de amor, cadáveres exquisitos, golondrinas ardorosas sueño Remedios. Remedios se encuentra en el salón D. En el piso de arriba, por supuesto, en el museo de arte moderna en Chapultepec. Remedios flota en sus sueños, en mis sueños, en nuestros sueños de perros románticos, aquí, o mientras trabajamos, rezamos y estudiamos en la madrugada, juntos. Remedios sigue flotando en sus sueños, sus tintas, vapores, estrellas, metáforas, hipérbatos. Sigue huyendo de sí, consigo. Sus máscaras, cachivaches, maquinarias, carricoches, barcos, su biblioteca, sus pequeñas chucherías son sus huellas. Pero Remedios Varo habita sus pesadillas voluntariamente, Remedios habita nuestras pesadillas voluntariamente. Óleo sobre masonite, Remedios nos habita voluntariamente. Remedios y sus golondrinas ardorosas nos habitan pues la pintura, tal cual la poesia, es para valientes pues las cosas casi siempre andan gruesas. Remedios deambula en la madrugada por la Ciudad de México mientras un globo en mi pecho explota iluminando esta ciudad, o, a lo mejor, es la Luna.
sábado, fevereiro 16, 2019
quarta-feira, fevereiro 13, 2019
Pa' aprender español chingón:
Escuchar a Café Tacuba (no caimanes :)
un shot de Paz por la semana
un tarro de Garro diário
un shot de Paz por la semana
un tarro de Garro diário
Persona
ULISSES
O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo —
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
(Pessoa)
segunda-feira, fevereiro 11, 2019
chingones parques chilangos
"así va la poesía/
y para ella
no tengo sino alabanzas"
parques de rucos árboles
de caducos verdes
de verdes oscuros
zanates
cada flor
cada perro
un olor
y el español aguamiel
escorre de las bocas
rucas, jóvenes e infantiles
"hoy podría hablar de líbido &cognacs/ de ovnis & carrozas"
quinta-feira, fevereiro 07, 2019
Tepoztlán
¿Los sismos son la revancha de los dioses mesoamericanos contra la Iglesia europea y católica?
Panteón de campanas
campanas rotas
campanas suicidas
chistes y ruínas
quinta-feira, janeiro 03, 2019
Peixes milagrosos
(Paul Klee - Carnaval)
Pátinas de um arrebol via Embratel me esclarecem. Mas como é possível me ignorar, meu assombro, ando perdido em espelhos convexos ao ponto de partir. Ponto de fuga, embora preso em pesadelos. Sonho ainda com detetives gelados. Sonho com detetives selvagens. Sonho com cães românticos e amores brutos. Perdido em meio a tipos cautelosos. Entendo a noite-oceano e suas sombras porque me lanço no mundo.
terça-feira, dezembro 25, 2018
Uma realidade estranha
"Somente a ideia da morte torna o homem suficientemente desprendido para ser capaz de se entregar a qualquer coisa. Um homem assim, porém, não tem anseios, pois adquiriu uma amor calado pela vida e por todas as coisas da vida. Sabe que a morte o acompanha e não lhe dará tempo de se agarrar a nada, de modo, de modo que ele experimenta sem ansiar, tudo de todas as coisas."
CARLOS CASTAÑEDA
CARLOS CASTAÑEDA
domingo, dezembro 23, 2018
terça-feira, dezembro 18, 2018
subsistir & insistir (brincando com Valéry)
Medo do porvir sugeriu Paula C. Talvez, tal vez. Talvez medo do Tempo. Medo da Morte. - Alô, iniludível! Medo do vazio, medo de renascer. Medo do Sono. Medo do sonho. "Au commencement sera le Sommeil. Animal profondément endormi"(...)
"Fizeste para ti uma ilha de tempo, tu és um tempo que se desprendeu do Tempo enorme no qual tua duração infinita subsiste e se eterniza como um anel de fumo. Não há pensamento mais estranho, mais piedoso; não há maravilha mais próxima. Diante de ti meu amor é inesgotável" (Paul Valéry - Alfabeto - Obra feia por encomenda)
segunda-feira, dezembro 17, 2018
talvez tal vez, escrever poesia seja uma forma de pedir desculpas, talvez...
(Despedida - Remedios Varo)
"La mención de Sor Juana es la gota que colma el vaso"
(COLEI não sei de qual leitura)
"Hecho que me sorprende, porque nunca
Fue para mí otra cosa que una amiga.
Nunca tuve con ella más que simples
Relaciones de estricta cortesía,
Nada más que palabras y palabras
Y una que otra mención de golondrinas.
La conocí en mi pueblo (de mi pueblo
Sólo queda un puñado de cenizas),
Pero jamás vi en ella otro destino
Que el de una joven triste y pensativa
Tanto fue así que hasta llegué a tratarla
Con el celeste nombre de María,
Circunstancia que prueba claramente
La exactitud central de mi doctrina.
Puede ser que una vez la haya besado,
¡Quién es el que no besa a sus amigas!
Pero tened presente que lo hice
Sin darme cuenta bien de lo que hacía.
No negaré, eso sí, que me gustaba
Su inmaterial y vaga compañía
Que era como el espíritu sereno
Que a las flores domésticas anima.
Yo no puedo ocultar de ningún modo
La importancia que tuvo su sonrisa
Ni desvirtuar el favorable influjo
Que hasta en las mismas piedras ejercía.
Agreguemos, aún, que de la noche
Fueron sus ojos fuente fidedigna."
trecho de Es Olvido
(Nicanor Parra)
"La mención de Sor Juana es la gota que colma el vaso"
(COLEI não sei de qual leitura)
"Hecho que me sorprende, porque nunca
Fue para mí otra cosa que una amiga.
Nunca tuve con ella más que simples
Relaciones de estricta cortesía,
Nada más que palabras y palabras
Y una que otra mención de golondrinas.
La conocí en mi pueblo (de mi pueblo
Sólo queda un puñado de cenizas),
Pero jamás vi en ella otro destino
Que el de una joven triste y pensativa
Tanto fue así que hasta llegué a tratarla
Con el celeste nombre de María,
Circunstancia que prueba claramente
La exactitud central de mi doctrina.
Puede ser que una vez la haya besado,
¡Quién es el que no besa a sus amigas!
Pero tened presente que lo hice
Sin darme cuenta bien de lo que hacía.
No negaré, eso sí, que me gustaba
Su inmaterial y vaga compañía
Que era como el espíritu sereno
Que a las flores domésticas anima.
Yo no puedo ocultar de ningún modo
La importancia que tuvo su sonrisa
Ni desvirtuar el favorable influjo
Que hasta en las mismas piedras ejercía.
Agreguemos, aún, que de la noche
Fueron sus ojos fuente fidedigna."
trecho de Es Olvido
(Nicanor Parra)
quarta-feira, dezembro 12, 2018
Labirinto, a vida, labirinto, a morte (feito pra transbordar)
máquinas desejantes
e flores que flutuam no ar
lunar lunares
numa tela de cinema
nesta oficina se processa toda produção
meu câncer: corte-fluxo
minha morte: enche-esvazia
errando num mundo perverso enfeitiçado fetichista
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