segunda-feira, abril 11, 2016

Perder tempo?



O que é perder o tempo? Afinal de quem é nosso tempo? Do trabalho? Do patrão? Dos estudos? Tanta coisa pra ser feita mas eu busco ideias, contatos, inspiração, força pra seguir meu caminho. No meio de tanta obrigação eu estou sempre procurando a tangente. Sigo lendo a Pizarnik: tangente dessa vida sem sentido, seus diários, seus poemas. Ganhei de C. um PDF da prosa de Pizarnik ainda intacto. Comecei a ler El reino de este mundo de Carpentier, maravilhoso. No entanto, não tenho ritmo e disciplina nem pras coisas que realmente me importam. Consegui diminuir o tempo nos botecos. Agora o objetivo é diminuir o tempo na rede social.

sábado, abril 09, 2016

Miralivros


" Mi programa de lecturas me impide tomar decisiones. Es indudable que necesito leer a causa de mi pobreza expresiva."

Alejandra Pizarnik

Hace mucho que no hablo con C., hace mucho que no hablo con N., Tampoco con F., seguro que ello empobrece mis ideas, mi ritmo, mis lecturas y mi escritura. ?Cómo hablar de lo que importa con las personas que realmente importan? Cómo compartir las lecturas sin aburrir a nadie? Cómo compartir afuera de las redes sociales?

sexta-feira, abril 08, 2016

Estimada musa:


Nada, Esta Espuma

"Por afrontamento do desejo
insisto na maldade de escrever
mas não sei se a deusa sobe à superfície
ou apenas me castiga com seus uivos.
Da amurada deste barco
quero tanto os seios da sereia."

Ana Cristina Cesar

Esperança nas amigas, na escrita, nos amigos, na literatura e nos desejos, nas ilusões que crio pra sobreviver.
Fragmentos. Leio fragmentos. Escrevo fragmentos. Horrível desordem.
A carta de Paula C. me comove, suas imagens, ideias, histórias, vozes e pegadas me encantam.
As gravuras de Juli Cady Ryan também me comovem há algum tempo, me seduzem.

(Stories ful of whimsy - imageries full of whimsy.)

As histórias dos suicidas que se matam sem explicação me comovem, me seduzem e encantam?


Já não sei esperar, não sei ler, tampouco ouvir e contemplar. Tudo é urgente. Tudo feito com pressa. Começo a ler muito tarde e desaprendo facilmente. Tudo que leio gostaria de subir nas redes sociais. Quando estou lendo penso com quem gostaria de compartilhar aquele romance, conto, poema ou excerto. Fragmentos. Leio fragmentos. Escrevo fragmentos. Horrível desordem. As redes sociais mudam meu jeito de ler e de lidar com a solidão, a incomunicabilidade.

Será mesmo que há esperança? Será mesmo que há espera?

"Constantly talking isn't necessarily communicating."

terça-feira, abril 05, 2016

Constantly talking isn't necessarily communicating.

Los días siempre nos traen sorpresas cuando estamos atentos y sensibles a lo que pasa alrededor. Ayer una compañera mexicana me mandó un mensaje muy especial. Hoy todo fue muy interesante, desde las clases de literatura por la mañana a las cuestiones con las cuales salí a ensoñar. Luego, me pongo a buscar en la biblioteca un fetiche: El reino de este mundo, de Carpentier. Empecé a leerlo y me emocioné porque quizás lo entendía parcialmente. Gracias a los años de lectura y a las profes y a los profes de la Universidad. Trabajé, creo que la última clase fue muy divertida y provechosa. Al final del día llego a mi casa  y otra sorpresa: una carta por snail mail de una estimada compañera paisana.

"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez."

How happy is the blameless vestal's lot! / The world forgetting, by the world forgot / Eternal sunshine of the spotless mind! / Each pray'r accepted, and each wish resign'd.

?Por qué escribo? (better late than never)



Porque escribir es desear:
Escribir todas las noches, aunque sea torpemente. Sin clichés, sin latiguillos, aunque siguiste todo el día con la frase: pensar más allá de la caja, pensar fuera de la caja, todo tan vulgar, tan popular como tus preguntas, como tus miradas, como tus deseos de mirar de otras maneras: la muchacha tatuada en la escalera, la negra del metro, la profe más guapa de la conferencia. Escribir aunque sea en portuñol colonizado por Tio San. Aunque leyas toda tu vida a Pizarnik, Cortázar, Alfonso Reyes, Rulfo, Bolaño, Onetti, etc...
Me gustaría muchisimo escribir como Pizarnik, mirando el abismo, mirando el desierto, mirando el apocalipsis zombie sin prejuicio... ?o será que Alejandra se enojaria también? Todo tan estupido. Leyendo en el carro del metro me dieron ganas de reescribir unos versos de Pizarnik en Inglés, o sea, trasladarlos a otra lengua. Experiemntar en la lengua del ganarme el pan, todo tan cliché, tantos latiguillos innecesarios....




Every (single) night I make (or build?) a/ the night...
Every night I write to find someone who is looking for me... 



Sounds so stupid the way that I've arranged these words, I've got to look for a real translator, and yet in Spanish is so astonishing, depressing and distressing at the same time, my English is also pretty artificial, sometimes... No sé, quizás, terminar el texto en mi lengua materna con un collage, o sea, una lectura y collage de Pizarnik que leyó a Cecilia Meireles:


- Sinto o mundo chorar como língua estrangeira.

Volveré a los versos de Pizarnik para expirimentar otros sabores, otros sonidos de una lengua estranjera y extrañable a la vez... Hacer el excerpto más inteligible a un Inglés nativo? un hablante del Inglés nativo, o más chistoso, ahora solo me parece un grupo de palabras arregladas por el google traductor, quizás.

segunda-feira, abril 04, 2016

Escritura y deseo


Todos nós achamos que a boa qualidade de uma obra de arte, de um artista, está demonstrada quando nos comove, nos abala. Mas primeiramente a nossa qualidade em matéria de julgamento e sentimento deveria estar provada: o que não acontece...
NIETZSCHE

(Sólo que) El silencio no existe. La hija del viento me lo dijo hace mucho. La enamorada del viento me lo dijo hace rato. Cuando dormimos el silencio no existe, tampoco, soñamos. ?Todo discurso es una forma de deseo? Los discursos son formas de deseo. ?Todo discurso es una forma de suturar? Suturar los labios de una herida. ?Una herida supurante? Las redes sociales han cambiado mi manera de leer desde 2011. Todo lo que leo y me suena interesante o me conmueve, me gustaría compartirlo con mis amigos o en público. El silencio no existe. ?Vivimos en la era del ruído? Vivimos en la era del ruído, no de la imagen pero si la del ruído dijo Piglia su paisano. Paisano de la enamorada del viento.

domingo, março 27, 2016

Pizarnik e yo

Quizás somos errantes, profanos, medrosos, desilusionados, trágicos, invisibles, inseguros suicidas, depresivos aunque tampoco maniacos, pues, precarios para acceder a cualquier nivel de excelencia. Fue un Sábado muy bonito, tal vez, pensando en Paula E., PaulaC., Baithan, Cat Power, Virginia Woolf y Pizarnik. Leí a los lectores del Inca Gracilaso para las clases de literatura. Aún sigo leyendo a Pizarnik, o mejor dicho, mientras estudiaba para las clases leía sus poesias y sus diarios. Mañana tengo que corregir ejecicios de Inglés y leer a Cornejo Polar pero no creo que consiguiré sin ayuda de Pizarnik, a ver...una ayuda que estorba.

sexta-feira, março 25, 2016

Perguntar pra deus por que....

Morreu de quê? Alejandra morreu de quê?
- Morreu de poesia. Tinha uma ferida enorme que sangrava, mas não sabia localizá-la.

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

"Non ridere, non lugere, neque detestari, sed intelligere."

Wendy Guerra



antes fosse a montanha ou o abismo -
estou farto de tanto vazio à volta de nada...

(Herberto Helder)

E agora, José?

*"não rir, não chorar, nem detestar, mas compreender" Spinoza citado em A Gaia Ciência - Nietzsche
(333- O que é cponhecer?)

Intelligere/ compreender para Nietzsche não é nem tipo de conciliação entre os três instintos mas uma certa relação entre eles.



segunda-feira, fevereiro 15, 2016

O resto é silêncio...

"Sou feito das ruínas do inacabado e é uma paisagem de desistências que definiria meu ser."

(F.P.?)

sábado, fevereiro 13, 2016

Lunatic ( the longest night before the sun rises )

At the window of my bedroom I can see the lights of the city saturday night. The houses and the apartments' lights. I can see the waning crescent lively. Such a marvelous scene, such a fantastic site, chilly and quiet. I can hear some humming, of course, engines, cars and buses taking the workers back home, delivering them at work, taking the clubbers to enjoy the night, some dogs barking fading away far away, a cat meowing alternately ceasing pretty close. There's also this sound of the tires rubbing the asphalt. The moon whitering shining. The dogs barking. The cat missing. There are no conflicts, only in my mind, only to my mind. I also recall some lyrics: "luna menguante pide un deseo" Frida Kahlo and Dr Gachet are watching me.


quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Carta para Paula E. ( Delíro: liberté égalité fraternité ou la mort?)

“There is no document of civilization that is not at the same time a document of barbarism.”
 Walter Benjamin

Vivo divagando. Será que isso é viver? Me fazendo perguntas que realmente me interessam e tentando refletir sobre elas e suas respostas. Tentando achar novos pontos de perspectivas sobre assuntos e fatos que as pessoas de uma maneira geral já estão acostumados a não mais indagar, questões e diferenças que já estão dadas, conformadas, solidificadas, e que são tomadas como natural. Há uma expressão em inglês que traduz tudo isso e que no momento não encontro equivalente em português: "Questions and issues that most people take them for granted". Problemas que as pessoas não se importam ou que esqueceram que são cruciais e já os acomodaram em algum lugar de suas consciências. Outro dia tentava responder me o que é a beleza? Onde ela está e quando podemos absorve-la ou apenas contempla-la? Ultimamente tenho pensado muito sobre a desigualdade e a exclusão social. Coisas que nunca deixei de pensar acho, lembro me que desde o começo de nossas conversas falo sobre isso, e as relaciono do macro pro micro. Ou seja desde comentar das nossas mazelas sociais até o que eu meus pais e minha irmã sofremos na pele. Tenho contemplado esses assuntos, ou seja, a desigualdade e exclusão social, e absorvido algo. Tenho lido e ruminado bastante sobre esses dois aspectos claros de nossa sociedade nas minhas horas livres. Também tenho lido outras coisas que as pessoas estudadas chamam de 'existencialismo', ou melhor dito, tenho lido um livro mais ou menos longo, pros nossos tempos, pra correria do dia a dia, e tenho anotado coisas que me fazem pensar muito sobre vários aspectos de nossas vidas. São trechos ou relampejos que me fazem acordar, despertar, ou talvez evadir, sumir, deixar a 'realidade'. Curiosamente o nome do capitulo que me faz escrever estas linhas se chama Macbeth. Curiosamante o nome do romance se chama "La vida breve" de Onetti.
Lendo um desses trechos, fiquei com vontade de recita-lo pra você. Ao mesmo tempo tinha vontade de lhe fazer perguntas que não eram necessariamente para serem respondidas mas fazer você pensar. Ou fazer com que de alguma maneira você as me perguntasse de volta, não sei me explicar. Além disso acho que no fundo eu gostaria de lhe provocar com tais questões. Enquanto lia estes trechos essas perguntas surgiram:
Você é realmente aquilo que você pensa que é? Ou eu sou aquilo que imagino ser?
Ou você é apenas o posto que ocupa? seu trabalho? Eu sou apenas o professor de Inglês?
Estamos determinados por aquilo que fizeram crer que somos?
Se você tivesse em cada célula em cada parte de seu consciente a verdadeira inexorabilidade da morte você mudaria? Eu mudaria? Mudaríamos muitas pessoas? Também pensei em Clara e Alice. Vc largaria tudo isso para conviver mais com elas, aprender mais com elas, dar mais carinho, participar mais na vida delas? Você teria mais tempo pra amar Sergio seu companheiro de jornada, escuta-lo e dialogar com ele? Eu largaria o emprego de inglês para amar mais meus próximos, conversar mais com meu pai, entender seus pontos de vista e aprender sobre meus antepassados? Eu ocuparia mais tempo pra ajudar minha irmã? Amá-la? Ouvir suas histórias? Sobraria tempo pra tentar mudar o mundo, nossa estrutura, a desigualdade e  exclusão? Ou conviver com meus próximos e amá-los como a mim mesmo? Como diziam os judeus rebeldes?
Acho que por isso não levo bem o elogio e não me apego a ele. Acho que elogio só faz criar outra pessoa, não aquilo que realmente somos. O elogio cria mais ilusão  sobre nossa condição precária numa sociedade imensamente insana e precária. Injusta sobretudo. O elogio nos faz crer numa vida que não é a mais importante pra nós, ou pra mim pelo menos. Numa vida e numa sociedade que naturaliza a injustiça e a desigualdade entre seres humanos. Numa vida que ensinamos como normal pras próximas gerações.


domingo, fevereiro 07, 2016

Dialogo con El Pinche Bebé (DF)

(Platicando sobre poesia, memorizarlas, recitarlas en el transporte publico, mis planes, mis proyectos de 2016)

(...)
Sin embargo, mi ambición es que mis compas de toda Americalatina, Sampa, Mexico, Colombia, Perú y Argentina
formemos un canal en youtube para recitar textos y poesia que nos deen ganas
pero hay que ser memorizados
la unica regla

La otra ambición es formar un equipo en Sampa para recitar poesias en portugués y español en el transporte publico, pues, aqui no hay gente que lo haga
qué te parecen mis ambiciones?
y proyectos?

además, de chambear como una llama este año?

Aunque no sepa si las llamas chambean mucho o si hay una expresión por el sur como esta....?????

Bebé: pobres llamas, también son explotadas en en la hermana América del Sur, acá explotamos a los burros.Es una gran idea alchelas, me late me late!
Qué cagado que en Sampa no haya poesía recitada en lugraes públicos, acá hay bastante.Sin embargo, en Sampa hay muchísimo street art de protesta social, no? algo que aquí en el Defectuoso apenas comienza...

Neta. Hay puros evangelicos que me irritan gritando con sus biblias en el oído de la clase obrera
pues voy a resistir a sus pildoras soporiferas. Con un ejercito de recitadores...


Bebé: el ejército de recitadores más grade de America Latina

A lo mejor más grande del sur! como nuestra ciudad en el Sur


oye
no me importa si la gente quiere dormir, por lo menos, que duerman y sueñen otros sueños o rebelense
y se sueñan sueñen con nuestra gente, sus (des) venturas, nuestros sueños...
con nuestras colores
nuestras pesadillas
sueños más chidos!
y basta de la culpa cristiana
o del sueño del consumismo
creo...
pues, ahora te escucho
el resto es silencio...

sábado, fevereiro 06, 2016

Carnaval

Todos em Sampa parecem estar felizes. Pela janela ouço caminhões de som, blocos na rua, gente a festejar e a sambar nos espaços públicos. Sei que muitos devem estar trabalhando também. Mas aqueles que não estão, se divertem ou descansam. Como é bom saber que tem tanta gente a sambar  e a descansar e que Sampa 'parou' em nome da festa, do corpo, da mente, das tristezas e alegrias. Também estou me divertindo: ouvindo minhas poetas, escutando meus cantores, escrevendo e pensando. Vou voltar a minhas leituras e desconectar-me.

sábado, janeiro 16, 2016

The Japanese tradition of wabi-sabi offers an inspiring new way to look at your home, and your whole life. (by Robyn Griggs Lawrence, from Natural Home September-October 2001)

"Wabi-sabi reminds us that we are all transient beings on this planet—that our bodies, as well as the material world around us, are in the process of returning to dust. Nature’s cycles of growth, decay, and erosion are embodied in frayed edges, rust, liver spots. Through wabi-sabi, we learn to embrace both the glory and the melancholy found in these marks of passing time."

http://www.utne.com/mind-and-body/wabi-sabi.aspx

"en la noche sigo encendiendo sueños"...


quarta-feira, janeiro 13, 2016

Pasas por el abismo de mis tristezas (Amado Nervo)


"Pasas por el abismo de mis tristezas
como un rayo de luna sobre los mares,
ungiendo lo infinito de mis pesares
con el nardo y la mirra de tus ternezas.

Ya tramonta mi vida; la tuya empiezas;
mas, salvando del tiempo los valladares,
como un rayo de luna sobre los mares
pasas por el abismo de mis tristezas.

No más en la tersura de mis cantares
dejará el desencanto sus asperezas;
pues Dios, que dio a los cielos sus luminares,
quiso que atravesaras por mis tristezas
como un rayo de luna sobre los mares."

(Amado Nervo)

terça-feira, janeiro 12, 2016

David Bowie by Dinosaur Jr

I'm drawing between the light and dark
Where others see their targets
I can't see anything
Should I leave the engine on
To listen to that mountain song
Sinking in the quicksand of my thoughts
And I ain't got the wagon anymore