quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Carta para Paula E. ( Delíro: liberté égalité fraternité ou la mort?)

“There is no document of civilization that is not at the same time a document of barbarism.”
 Walter Benjamin

Vivo divagando. Será que isso é viver? Me fazendo perguntas que realmente me interessam e tentando refletir sobre elas e suas respostas. Tentando achar novos pontos de perspectivas sobre assuntos e fatos que as pessoas de uma maneira geral já estão acostumados a não mais indagar, questões e diferenças que já estão dadas, conformadas, solidificadas, e que são tomadas como natural. Há uma expressão em inglês que traduz tudo isso e que no momento não encontro equivalente em português: "Questions and issues that most people take them for granted". Problemas que as pessoas não se importam ou que esqueceram que são cruciais e já os acomodaram em algum lugar de suas consciências. Outro dia tentava responder me o que é a beleza? Onde ela está e quando podemos absorve-la ou apenas contempla-la? Ultimamente tenho pensado muito sobre a desigualdade e a exclusão social. Coisas que nunca deixei de pensar acho, lembro me que desde o começo de nossas conversas falo sobre isso, e as relaciono do macro pro micro. Ou seja desde comentar das nossas mazelas sociais até o que eu meus pais e minha irmã sofremos na pele. Tenho contemplado esses assuntos, ou seja, a desigualdade e exclusão social, e absorvido algo. Tenho lido e ruminado bastante sobre esses dois aspectos claros de nossa sociedade nas minhas horas livres. Também tenho lido outras coisas que as pessoas estudadas chamam de 'existencialismo', ou melhor dito, tenho lido um livro mais ou menos longo, pros nossos tempos, pra correria do dia a dia, e tenho anotado coisas que me fazem pensar muito sobre vários aspectos de nossas vidas. São trechos ou relampejos que me fazem acordar, despertar, ou talvez evadir, sumir, deixar a 'realidade'. Curiosamente o nome do capitulo que me faz escrever estas linhas se chama Macbeth. Curiosamante o nome do romance se chama "La vida breve" de Onetti.
Lendo um desses trechos, fiquei com vontade de recita-lo pra você. Ao mesmo tempo tinha vontade de lhe fazer perguntas que não eram necessariamente para serem respondidas mas fazer você pensar. Ou fazer com que de alguma maneira você as me perguntasse de volta, não sei me explicar. Além disso acho que no fundo eu gostaria de lhe provocar com tais questões. Enquanto lia estes trechos essas perguntas surgiram:
Você é realmente aquilo que você pensa que é? Ou eu sou aquilo que imagino ser?
Ou você é apenas o posto que ocupa? seu trabalho? Eu sou apenas o professor de Inglês?
Estamos determinados por aquilo que fizeram crer que somos?
Se você tivesse em cada célula em cada parte de seu consciente a verdadeira inexorabilidade da morte você mudaria? Eu mudaria? Mudaríamos muitas pessoas? Também pensei em Clara e Alice. Vc largaria tudo isso para conviver mais com elas, aprender mais com elas, dar mais carinho, participar mais na vida delas? Você teria mais tempo pra amar Sergio seu companheiro de jornada, escuta-lo e dialogar com ele? Eu largaria o emprego de inglês para amar mais meus próximos, conversar mais com meu pai, entender seus pontos de vista e aprender sobre meus antepassados? Eu ocuparia mais tempo pra ajudar minha irmã? Amá-la? Ouvir suas histórias? Sobraria tempo pra tentar mudar o mundo, nossa estrutura, a desigualdade e  exclusão? Ou conviver com meus próximos e amá-los como a mim mesmo? Como diziam os judeus rebeldes?
Acho que por isso não levo bem o elogio e não me apego a ele. Acho que elogio só faz criar outra pessoa, não aquilo que realmente somos. O elogio cria mais ilusão  sobre nossa condição precária numa sociedade imensamente insana e precária. Injusta sobretudo. O elogio nos faz crer numa vida que não é a mais importante pra nós, ou pra mim pelo menos. Numa vida e numa sociedade que naturaliza a injustiça e a desigualdade entre seres humanos. Numa vida que ensinamos como normal pras próximas gerações.


domingo, fevereiro 07, 2016

Dialogo con El Pinche Bebé (DF)

(Platicando sobre poesia, memorizarlas, recitarlas en el transporte publico, mis planes, mis proyectos de 2016)

(...)
Sin embargo, mi ambición es que mis compas de toda Americalatina, Sampa, Mexico, Colombia, Perú y Argentina
formemos un canal en youtube para recitar textos y poesia que nos deen ganas
pero hay que ser memorizados
la unica regla

La otra ambición es formar un equipo en Sampa para recitar poesias en portugués y español en el transporte publico, pues, aqui no hay gente que lo haga
qué te parecen mis ambiciones?
y proyectos?

además, de chambear como una llama este año?

Aunque no sepa si las llamas chambean mucho o si hay una expresión por el sur como esta....?????

Bebé: pobres llamas, también son explotadas en en la hermana América del Sur, acá explotamos a los burros.Es una gran idea alchelas, me late me late!
Qué cagado que en Sampa no haya poesía recitada en lugraes públicos, acá hay bastante.Sin embargo, en Sampa hay muchísimo street art de protesta social, no? algo que aquí en el Defectuoso apenas comienza...

Neta. Hay puros evangelicos que me irritan gritando con sus biblias en el oído de la clase obrera
pues voy a resistir a sus pildoras soporiferas. Con un ejercito de recitadores...


Bebé: el ejército de recitadores más grade de America Latina

A lo mejor más grande del sur! como nuestra ciudad en el Sur


oye
no me importa si la gente quiere dormir, por lo menos, que duerman y sueñen otros sueños o rebelense
y se sueñan sueñen con nuestra gente, sus (des) venturas, nuestros sueños...
con nuestras colores
nuestras pesadillas
sueños más chidos!
y basta de la culpa cristiana
o del sueño del consumismo
creo...
pues, ahora te escucho
el resto es silencio...

sábado, fevereiro 06, 2016

Carnaval

Todos em Sampa parecem estar felizes. Pela janela ouço caminhões de som, blocos na rua, gente a festejar e a sambar nos espaços públicos. Sei que muitos devem estar trabalhando também. Mas aqueles que não estão, se divertem ou descansam. Como é bom saber que tem tanta gente a sambar  e a descansar e que Sampa 'parou' em nome da festa, do corpo, da mente, das tristezas e alegrias. Também estou me divertindo: ouvindo minhas poetas, escutando meus cantores, escrevendo e pensando. Vou voltar a minhas leituras e desconectar-me.

sábado, janeiro 16, 2016

The Japanese tradition of wabi-sabi offers an inspiring new way to look at your home, and your whole life. (by Robyn Griggs Lawrence, from Natural Home September-October 2001)

"Wabi-sabi reminds us that we are all transient beings on this planet—that our bodies, as well as the material world around us, are in the process of returning to dust. Nature’s cycles of growth, decay, and erosion are embodied in frayed edges, rust, liver spots. Through wabi-sabi, we learn to embrace both the glory and the melancholy found in these marks of passing time."

http://www.utne.com/mind-and-body/wabi-sabi.aspx

"en la noche sigo encendiendo sueños"...


quarta-feira, janeiro 13, 2016

Pasas por el abismo de mis tristezas (Amado Nervo)


"Pasas por el abismo de mis tristezas
como un rayo de luna sobre los mares,
ungiendo lo infinito de mis pesares
con el nardo y la mirra de tus ternezas.

Ya tramonta mi vida; la tuya empiezas;
mas, salvando del tiempo los valladares,
como un rayo de luna sobre los mares
pasas por el abismo de mis tristezas.

No más en la tersura de mis cantares
dejará el desencanto sus asperezas;
pues Dios, que dio a los cielos sus luminares,
quiso que atravesaras por mis tristezas
como un rayo de luna sobre los mares."

(Amado Nervo)

terça-feira, janeiro 12, 2016

David Bowie by Dinosaur Jr

I'm drawing between the light and dark
Where others see their targets
I can't see anything
Should I leave the engine on
To listen to that mountain song
Sinking in the quicksand of my thoughts
And I ain't got the wagon anymore

sábado, dezembro 26, 2015

Vagando pela Internet

Encontrei tanta poesia

http://www.emilierichardfroozan.com/areyouinahole/page/7/



terça-feira, setembro 15, 2015

MIrando el abismo

(Foto: Noell S. Oszvald)
Vuelvo a estas paginas para desahogarme de mis aflicciones, angustias y miedos. Quizas lo consiga. Esta claro que ahora hay algo inminete. Luego no tengo mucho tiempo. Hay que escribir y decirlo todo. Sin eufemmismos.

terça-feira, abril 21, 2015

Es tarde para hecerme una máscara


Qué has hecho del don del sexo?
KAFKA

Varias páginas con moradas ideales, o sea: prolongar inconmensurablemente el poema “Moradas” con ayuda de Bachelard.
Siempre quise vivir en el interior de un cuadro, ser un objeto a contemplar. Pero a veces quiero vivir en el ojo que mira ese cuadro en donde estoy. Este último deseo es menos frecuente que el anterior.
En el grito de una criatura humana que encuentra su verdadera voz en su “noche oscura del alma”.
En el guante perdido, que yace en la reja de una ventana.
Adentro de una nuez.
Adentro del pensamiento nostálgico de alguien que está parado en un muelle mirando partir un barco.
En el pensamiento exasperado de alguien que piensa con furor que malgastó el “don del sexo”.
En el oído de un músico, en la mano de un escultor, en el sueño de un poeta, en los pies de un danzarín, en la mirada hacia dentro de un pintor.
Dentro de un anillo que en una época guardaba veneno.
En el ombligo de un rey.
En el interior de una frutilla.

Adentro de la casa bella y siniestra que está dibujada en un libro para niños que contempla una niña que fui yo.

(Alejandra Pizarnik - Diarios)

quinta-feira, março 19, 2015

Fragmentos para dominar o medo

Lendo e anotando a Pizarnik. Sigo sentindo falta de algo que não sei dizer o que é. Não gostaria de ser estes fragmentos mas é inevitável. Hoje foi aniversário de P. Hoje também choveu muito. Lembrei de quando era criança enquanto conversava com P. mas não disse nada. Lembrei que não tinha medo da chuva. Lembrei que gostava de sair, brincar, nadar e correr de bicicleta na chuva. Agora tenho medo. Tenho medo dos raios. Tenho medo de morrer, muito medo. Principalmente de morrer sem visitar o México.

quarta-feira, março 18, 2015

"Não se pode escrever nada com indiferença"

O problema é este: eu deveria escrever todos os dias por pelo menos duas horas. Ler outras tantas. Escrever e ler sobre aquilo que me incomoda e  que realmente importa.Principalmente refletir sobre aquilo que tenho de dizer e saber dizê-lo.

Estou fazendo um curso na facu sobre escrita mas ainda não me animei. Hoje eu faltei no curso. Tenho que estudar mais e guardar um tempo para escrever e ler.

quinta-feira, março 12, 2015

Angústia feroz: o que vc quer não tem nome. E a solidão é apenas mais uma invenção, não existe. Tal qual aquilo que não possui nome, não existe. A grande questão é do que é que vc sente falta...

terça-feira, março 10, 2015

Tentando ligar pra B. mas ela não atende minhas chamadas do fixo. Tô sem crédito no celular.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Leyendo a Pizarnik

"Y qué sé yo qué ha de ser de mí si nada rima con nada."

domingo, fevereiro 22, 2015

Jerusalém

Gonçalo M. Tavares escreve de uma maneira peculiar. Às vezes é necessário entrar nas suas histórias duas vezes, pela porta de trás, respirá-las. Tentar absorver o máximo de uma palavra que muitas vezes não acolhe mas estranha. Suas personagens são verossímeis ao ponto de sentirmos seus odores, tatos, suas exitações. Preciso ler a tetralogia do Reino.

sábado, fevereiro 21, 2015

Madrugada e Amor


Madrugada chegou
O sereno caiu
Meu amor de cansaço
Caiu nos meus braços
Sorriu e dormiu
Eu só queria
Que não amanhecesse o dia
Que não chegasse a madrugada
Eu só queria amor
Amor e mais nada

(Caetano Veloso)

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Bottled up

Ontem terminei de ler Jerusalém de Gonçalo M. Taveres. Comecei a ler a Poesia Completa de Pizarnik, isto pode me levar a caminhos e cores, lugares e atmosferas que não sei se estou preparado. Hoje à noite estou na casa da Fabi e do Dino e li sobre a vida das sereias pra Sophia dormir. Não terminei pois a Sophis dormiu antes. Preciso terminar o livro sobre as sereias amanhã.

sexta-feira, dezembro 26, 2014

terça-feira, novembro 04, 2014

Amor prohibido


César Vallejo





Subes centelleante de labios y de ojeras!
Por tus venas subo, como un can herido
que busca el refugio de blandas aceras.

Amor, en el mundo tú eres un pecado!
Mi beso en la punta chispeante del cuerno
del diablo; mi beso que es credo sagrado!

Espíritu en el horópter que pasa
¡puro en su blasfemia!
¡el corazón que engendra al cerebro!
que pasa hacia el tuyo, por mi barro triste.
¡Platónico estambre
que existe en el cáliz donde tu alma existe!

¿Algún penitente silencio siniestro?
¿Tú acaso lo escuchas? Inocente flor!
... Y saber que donde no hay un Padrenuestro,
el Amor es un Cristo pecador!

segunda-feira, novembro 03, 2014

Sueño



Estallará la isla del recuerdo.
La vida será sólo un acto de candor.
Prisión
para los días sin retorno.
Mañana
los monstruos del buque destruirán la playa
sobre el viento del misterio.
Mañana
la carta desconocida encontrará las manos del alma.

(Pizarnik)

terça-feira, setembro 30, 2014

Sin miedo ni esperanza

Hoy no acudí a una clase en la universidad pues no había leído los textos para una evaluación - la asignatura de lengua española. De modo que la licenciatura se me está yendo a la chingada otra vez. Me desperté temprano, fui a una biblioteca local y vacía para escribir un artículo que tengo que entregar el viernes en la universidad. Ese trabajo me dan ganas hacerlo pero la lectura de los detectives salvajes está más entretenida aunque sea en portugués. Sigo leyendo las aventuras de Juan García Madero, el narrador de la historia que me da aun más ganas de conecer al DF y abandonar a la licenciatura.

Meu amigo mexicano

Hoje perambulamos pela cidade. Conversamos sobre cinema, mulheres, música e livros. Depois tomamos um ônibus e fomos à PUC ouvir uns caras falarem sobre Bolaño.

LOS PERROS ROMÁNTICOS
En aquel tiempo yo tenía veinte años
y estaba loco.
Había perdido un país
pero había ganado un sueño.
Y si tenía ese sueño
lo demás no importaba.
Ni trabajar ni rezar
ni estudiar en la madrugada
junto a los perros románticos.
Y el sueño vivía en el vacío de mi espíritu.
Una habitación de madera,
en penumbras,
en uno de los pulmones del trópico.
Y a veces me volvía dentro de mí
y visitaba el sueño: estatua eternizada
en pensamientos líquidos,
un gusano blanco retorciéndose
en el amor.
Un amor desbocado.
Un sueño dentro de otro sueño.
Y la pesadilla me decía: crecerás.
Dejarás atrás las imágenes del dolor y del laberinto
y olvidarás.
Pero en aquel tiempo crecer hubiera sido un crimen.
Estoy aquí, dije, con los perros románticos
y aquí me voy a quedar.

quinta-feira, setembro 18, 2014

Da Preguiça


Suave preguiça, que do mau querer
E de tolices mil ao abrigo nos põe…
Por causa tua, quantas más ações
Deixei de cometer.

(Mario Quintana)

terça-feira, setembro 16, 2014

Festina lente


"O que está oculto não nos interessa" Wittigenstein

Perambular pela cidade em sua companhia. Seja qual for a cidade: Buenos Aires, São Paulo, Palermo ou Cidade do México.

"Não serei tão drástico: Penso que estamos sempre no encalço de alguma coisa oculta ou pelo menos potencial ou hipotética, de que seguimos os traços que afloram à superfície do solo. Creio que nossos mecanismos mentais elementares se repetem através de todas as culturas da história humana, desde os tempos do Paleolítico em que nossos ancestrais se davam à caça e à colheita. A palavra associa o traço visível à coisa invisível, à coisa ausente, à coisa desejada ou temida, como uma frágil passarela improvisada sobre o abismo."



segunda-feira, setembro 15, 2014

Poucas palavras, sem teses, nenhuma estrada real...

"Uma conversa vagabunda e a alegria do diálogo com uma pessoa querida trazem à cena 'imagens, uma música, gestos que me livram da banalidade da maioria dos nossos discursos (...). É uma experiência da liberdade que nos leva a caminhos que não pensávamos que existissem'".
(Adauto Novaes - citando Pierre Sansot)

domingo, setembro 07, 2014

Flashes

Minhas primeiras recordações estão imersas no vermelho e no negro. O vermelho das paredes do quarto. O vermelho do piso da casa toda... Lembro me de João, negro, que vinha trazer o leite. O pequenino cão que avançava nele...Dizem que eu queria tomar bastante café pra ficar da cor do João.

terça-feira, abril 29, 2014

Plagiando Pizarnik

Herdei de meus pais a ânsia de fugir. Dizem que meu sangue é latino americano. Eu sinto que cada glóbulo procede de um ponto distinto. De cada nação, de cada província, de cada ilha, golfo, acidente, arquipélago, oásis.  De cada pedaço de terra ou de mar usurparam algo e assim me formaram, condenando me a eterna busca de um lugar de origem.

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

antes fosse a montanha ou o abismo -
estou farto de tanto vazio à volta de nada,

(herberto hélder)

terça-feira, janeiro 07, 2014

ALTAZOR, Canto I

Deixa-te cair sem deter tua queda sem medo ao fundo
   da sombra
Sem medo ao enigma de ti mesmo
Talvez encontres uma luz sem noite
Perdida nas gretas dos precipícios

Cai
      Cai eternamente
Cai ao fundo do infinito
Cai ao fundo do tempo
Cai ao fundo de ti mesmo
Cai o mais baixo que se possa cair
Cai sem vertigem
Através de todos os espaços e de todas as idades
Através de todas as almas de todos os anelos e
      todos os naufrágios

(HUIDOBRO)

terça-feira, outubro 22, 2013

Os estóicos


"As folhas caem, o figo seco substitui o figo fresco, a uva seca, o cacho maduro, eis, para ti, palavras de mau agouro! De fato, aí só existem transformações de estados anteriores em outros; não existe destruição, mas um arranjo e uma disposição bem regulados. A emigração não é senão uma pequena mudança. A morte é uma mudança maior, mas não vai do ser atual ao não-ser, e sim ao não ser do ser atual. - Então não serei mais? - Tu não serás mais o que és, mas outra coisa da qual o mundo precisará."
EPICTETO

sexta-feira, outubro 18, 2013

"olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas"


(Ana C.)

domingo, agosto 18, 2013

sexta-feira, julho 26, 2013

Traduzindo livremente trechos dos Diários de Pizarnik

Entro numa livraria desconhecida. Me dirijo às estantes coloridas, cheia de curiosidade e tensa de emoção. A esperança de achar "algo novo" é quebrada pela voz do empregado que me pergunta que títulos busco. Não sei o que lhe dizer. Ao fim, me lembro de uma obra. Não tem. Queria seguir olhando, porém sentia sobre mim o peso do olhar comerciante, tão estreito e  desaprovador diante de alguém que "não sabe" o que quer. Sempre o mesmo!

Sempre há que aparentar a possessão de um fim! Sempre o caminho corretamente marcado!

Dia Dês


"Ainda que fôssemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa própria passividade seria uma forma de acção." SARTRE


Dia de dexistir. Dia de desistir de você. Desistir de mim. Dia de derrelição. Dia de drama mine. "Derrelição. Não, não parece triste, talvez porque as duas primeiras sílabas lembrem derrota, e lição é sempre muito chato". Dia de derrota. Dia de Senhora D. Dia de difenidramina. Dia do Livro do Desassossego. Dia de dimenidrinato. Dia de dolor y duelo. Dia de demagogia. Dia de desculpas. Dia de meus e seus demônios. Dia de dormir profundamente. "How I Dearly Wish I Was Not Here". Sempre desquiciado. Mais um dia desalmado, desanimado. Mais um dia de desastres. Dia de des-... Todos os dias.

(195)"As civilizações parece não existirem senão para produzir arte e literatura; é, palavras, o que delas fala e fica" (LIVRO DO DESASSOSSEGO)

Para Biathan, que nunca desistiu, e Margarida.

Obra: La Valse, Camille Claudel

Derrelição ( o ano do porco )


"compreender o quê?
isso de vida e morte, esses porquês"(...)

(...)"Porco-Menino, menino-porco, tu alhures algures acolá lá longe no alto aliors, no fundo cavucando, inventando sofisticadas maquinarias de carne, gozando o teu lazer: que o homem tenha um cérebro sim, mas que nunca alcance, que sinta amor sim mas nunca fique pleno, que intua sim meu existir mas que jamais conheça a raiz do meu ínfimo gesto, que sinta paroxismo de ódio e de pavor a tal ponto que se consuma e assim me liberte, que aos poucos deseje nunca mais procriar e coma o cu dos outros, que rasteje faminto de todos os sentidos, que apodreça, homem, que apodreças, e decomposto, corpo vivo de vermes, depois urna de cinza, que os teus pares te esqueçam, que eu me esqueça e focinhe a eternidade à procura de uma melhor idéia, de uma nova desengonçada geometria, mais êxtase para a minha plenitude de matéria, licores e ostras...”

Senhora D.


Gespenst eines Genies (O fantasma de um gênio) PAUL KLEE

sábado, julho 20, 2013

Amanheceu

Porém é tamanha solidão que as palavras se suicidam,
como lágrimas,
como gente,
como você
e eu.

"Weird fishes"

In the deepest ocean  
The bottom of the sea  
Your eyes  
They turn me
 
Why should I stay here? 

 Why should I stay?
 
I'd be crazy not to follow 

 Follow where you lead  
Your eyes 
 They turn me
 
Turn me into phantoms 

 I follow to the edge 
Of the earth  
And fall off  

Yeah, everybody leaves
  If they get the chance 
 And this is my chance
 
I get eaten by the worms 

 And weird fishes 
Picked over by the worms  
And weird fishes
 
Weird fishes  

Weird fishes
 
Yeah I, I’ll hit the bottom  

Hit the bottom and escape 
 Escape
 
I, I hit the bottom 

Hit the bottom and escape 
Escape

segunda-feira, julho 15, 2013

"Not Even Jail"


I'll lay down my glasses
I'll lay down in houses
If things come alive
I'll subtract pain by ounces
Yeah, I will start painting houses
If things come alive
I promise to commit no acts of violence
Neither physical or otherwise
If things come alive
I'll say it now
I'll say it now
Say it now
Oh I'll say it now
Cause I want it now

When personality is scarred tissue
We travel South if it's use
I'm subtle like a lion's cage
Such a cautious display
Remember take hold of your time here
Give some meanings to the means
To your end
Not even jail

We marshal in the days of longing
We tremble like anyone's children
And wait to watch the fire
Repairing on the side of caution
Betraying no other symptom
But girl you shake it right
I will bounce you on the lap of silence
We will free love to the beats of science
And girl you shake it right
I'll say it now

Oh but hold still darling your hair so free
Can't you feel all the warmth of my sincerity
You make motion when you cry
You're making peoples lives feel less private
Don't take time away
You make motion when you cry
We all hold hands
can't we all hold hands
When we make new friends

I pretend like no one else
To try to control myself
I'm subtle like a lion's cage
Such a cautious display
Remember take hold of your time here
Give some meanings to the means
To your end
Not even jail

Passagens

Las citas son como salteadores de caminos que irrumpen armados y despojan de su convicción al ocioso paseante
Walter Benjamin

segunda-feira, junho 17, 2013

Sobre as manifestações em São Paulo (#3,20)



Faz muito tempo que nós não vemos tanta mobilização, tanto interesse por novas idéias, tanta crença na força da descrença, na força do desencanto como hoje.
VLADIMIR SAFATLE (Há dois meses antes do início das manifestações)
Às ruas
As manifestações em São Paulo, cidade brasileira mais populosa da América do Sul e um dos principais pólos financeiros do país, tem excitado a curiosidade de  muita gente. Tanto a opinião pública, quanto os formadores de opinião e a mídia subserviente e conservadora ainda não tem conseguido analisar o que acontece na cidade. Além do âmbito nacional, os protestos têm inclusive intrigado a imprensa internacional assim como movimentos populares na Europa em apoio aos manifestantes brasileiros.
Os brasileiros conhecidos mundialmente por sua cordialidade, suas festas e o futebol voltam às ruas depois de longos anos de desmobilização. A última grande manifestação dos “cara-pintadas” 1992, tinha sido capitalizada pelos estudantes e o Partido dos Trabalhadores foi um movimento contra a corrupção e a favor do impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Esse movimento levou milhares de pessoas às ruas em todo o país, inclusive em São Paulo.
As mobilizações pacíficas atuais que surgiram inicialmente contra o aumento das tarifas do transporte urbano foram abordadas por uma polícia despreparada e talvez herdeira dos métodos de repressão de uma ditadura ferrenha (1964 – 1985) de mais de 20 anos. Os governantes, tanto o prefeito quanto o governador do Estado de São Paulo estavam ausentes, ambos em uma viagem de negócios a Paris. Alinhados no discurso, se pronunciaram dizendo que se tratava apenas de um “grupinho de vândalos”. O detalhe é que o que eles chamaram de “grupinho de vândalos” estava representado nas ruas por mais de 10 mil participantes nas manifestações.
Vamos para o quinto protesto organizado e a violência policial só faz crescer o número de pessoas indignadas com as mazelas do Estado e o barbarismo militar. A mídia nacional condescendente com o autoritarismo do Estado tem exigido mais “energia” para conter as manifestações alegando que os insurgentes não passam de baderneiros da classe média branca mimados e sem aparente causa justa . Já a cobertura internacional têm visto os confrontos, se é que podemos chamar assim pois a violência parte geralmente da polícia, com mais cautela e crítica. Vêem, por exemplo, o desencanto e a descrença principalmente dos jovens com os  políticos brasileiros.
O prefeito Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT) mais uma vez não quis escutar parte de suas bases, pois desde o começo de seu mandato foi requisitado por uma greve de professores que são historicamente parte dos eleitores de seu partido. Não houve diálogo e a dificuldade de organização da categoria assim como a debilidade de seu sindicato levaram a greve ao fracasso. Agora seria a vez de ele ouvir jovens estudantes, trabalhadores e parte da classe média. Em vez disso se alia ao Governador conservador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e sua já reconhecida truculência. Assim até agora não houve diálogo de fato e o prefeito perplexo e pressionado  pelo novo cenário não sabe o que fazer, tratando um caso político como caso de polícia.

sexta-feira, junho 07, 2013

Sobre a meritocracia

" A dominação social moderna é produzida por  um engodo, uma fraude, uma mentira compartilhada por todos os privilegiados."
JESSÉ DE SOUZA

quinta-feira, junho 06, 2013

Mama you know

Hay golpes en la vida, tan fuertes... ¡Yo no sé!
Golpes como del odio de Dios; como si ante ellos,
la resaca de todo lo sufrido
se empozara en el alma... ¡Yo no sé!

Son pocos; pero son... Abren zanjas oscuras
en el rostro más fiero y en el lomo más fuerte.
Serán tal vez los potros de bárbaros Atilas;
o los heraldos negros que nos manda la Muerte.

Son las caídas hondas de los Cristos del alma
de alguna fe adorable que el Destino blasfema.
Esos golpes sangrientos son las crepitaciones
de algún pan que en la puerta del horno se nos quema.

Y el hombre... Pobre... ¡pobre! Vuelve los ojos, como
cuando por sobre el hombro nos llama una palmada;
vuelve los ojos locos, y todo lo vivido
se empoza, como charco de culpa, en la mirada.

Hay golpes en la vida, tan fuertes... ¡Yo no sé!

VALLEJO







terça-feira, junho 04, 2013

Temporary relief

To Bia and Dag, my role models.
Evasive... I feel far away from writing  and reading these days - that is, everything seems so complicated.(studying, don't even mention... I feel like a professional slacker but regreting...). Today I've got good news: they've called me back from an English school wich I'd love to work for. So they said: I had  succeeded in the writing test (I believe in miracles) besides, they asked me if I want to keep on going through alll the procedures for being hired, eventually. You know the rest, steady job, prompt pay day, paid vacations ... It's being a long time I do not know what these things mean. I guess there is hope for me.

sexta-feira, maio 31, 2013

Anamnese

A incapacidade de narrar talvez esteja na falta de memória. Por que fragmentos tão curtos e enviesados? Por que fragmentos? Como emendá-los? Como gostaria de ter a memória de P. Como gostaria de me apossar das perguntas certas ou pelo menos algumas respostas...

'Um buraco na noite
subitamente invadido por um anjo'
PIZARNIK

quarta-feira, maio 29, 2013

Versos roubados



"Pero hace tanta soledad
que las palabras se suicidan."

salto em direção à luz
salto na sombra
na escuridão
em busca do amanhecer
esse amnhecer
mais noite que a noite

segunda-feira, maio 27, 2013

acatisia

sexta-feira, maio 24, 2013

OSSOS DO OFÍDIO

Ontem, um aluno me disse que a linguagem utilizada na poesia de Drummond era difícil. Fico me perguntando quão familiarizado ele está com a leitura de poesia de uma maneira geral. No meu caso, nunca tive o hábito de ler poesia até ingressar na faculdade e continuo tendo dificuldades na sua leitura. O livro , em especial, sobre o qual o aluno reconhecia seu problema era O sentimento do mundo. Vou dar uma olhada.
ps. O  aluno até me perguntou se o Drummond era português pois estava muito difícil de ler.

quinta-feira, maio 23, 2013

A metafísica dos textos que tenho pra ler

 A Lei, a norma e a Justiça. Estamos falando a mesma língua? Estamos tratando do mesmo assunto? Estava lendo um texto para aula  do Jaime. O texto se chama O sujeito e a norma de Gerd Bornheim. Esse texto me faz lembrar  O mal estar da civilização. Estava dando prea entender alguma coisa até que chegou no Kant ... O problema não foi Kant nem suas proposições ... Mas a própria afirmação de Bornheim: "E, em última análise, o feito maior da burguesia, relativamente ao passado, está na progressiva - e rápida - destituição do fundamento real ou da figura da norma - a Justiça já não habita os palcos."

sexta-feira, maio 10, 2013

O segundo sexo

hoje no cursinho o companheiro Renan me perguntou, numa aula sobre gênero, o que é que define a mulher ... eu queria ter respondido aquilo que Sartre um dia escreveu e virou epígrafe no Segundo Sexo: "Metade vítimas, metade cúmplices, como todo mundo."











FOTO ROUBADA DO BLOG: http://desdequeestamosaqui.blogspot.com.br/

domingo, maio 05, 2013

Homem subterrâneo

melhor é não fazer nada ...

quinta-feira, maio 02, 2013

La escritura

Empezar por los fragmentos como Tamara.

segunda-feira, abril 01, 2013

Piedra de sol






  "caigo sin fin desde mi nacimiento,
    caigo en mí mismo sin tocar mi fondo"

OCTAVIO PAZ

domingo, março 31, 2013

Maniqueísmo?

Não é de àgua que estamos cercados totalmente. Tampouco é de terra. Estamos cercados pela escuridão. E talvez o que nos salve seja ora a lua, ora o sol, ora suas irmãs estrelas. Somos, invariavelmente, crianças da luz e da escuridão ao mesmo tempo.

sábado, março 30, 2013

Ceci n'est pas un journal, Isabelle.

maniqueísmo
(maniqueu + -ismo)
s. m.
1. [Religião]  Seita herética de Mani (ou Manes) [século III] baseada num gnosticismo dualista.
2. Concepção da realidade através de dois princípios opostos.

quarta-feira, março 27, 2013

Bricolage (Instrumental bricolage)

Em vez de falar, ouvir; em vez de responder, refletir; em vez de compor, reintegrar.

On n'est pas sérieux, quand on a dix-sept ans...

e a imaginação voa e eu perco minha concentração ...
nos seus passos descalços, claudicantes...




'e se você se voltasse para os daimones que guardam o destino na sua pessoa e ouvisse o modo peculiar como eles escrevem as angústias e os traumas que você chama de seus?
é possível que eles lhe entregassem algumas chaves outras para as narrações que se querem em você.
e ainda: quem sabe, alejandra, maura e rodrigo não sejam os meios que os daimones encontraram para que você se aproximasse dos vislumbres das suas estórias.
me parece que todas as estórias já foram escritas e ainda não.
há sempre as possibilidades da manifestação dos singulares desvios que somos quando nos encontramos na nossa comunidade com alguns escritores.'

sábado, março 16, 2013

Terror de Te Amar

 Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo

Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa.

Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti eu criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in “Obra Poética”

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Cortázar

Sigo:
Numa realidade cheia de buracos
Usando uma linguagem encoberta de babas (del Diablo?)

domingo, fevereiro 03, 2013

Pizarnik


"...¿Y quién no tiene un amor?
¿Y quién no goza entre amapolas?..."
pois a noite será mais escura que as pálpebras de um cadáver... (descordando de P.)

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Feliz aniversário Senhora D



?muere alguien?



Escuridão, intimidade e solidão. Tudo começava no seu quarto. Tinha aquela vontade de aniquilação, você se lembra? Como na primeira vez, no primeiro surto. O sonho era o mesmo ou pelo menos era o que você me contava. Eu me sentia ridículo tal qual um piano de pernas pro ar. Na verdade, estava cansado de suas idéias principalmente da história das máscaras. Só eu sabia que suas cores preferidas eram o verde e o vermelho mas já não me fazia falta a exclusividade. Lembra? a América toda vermelha, idiota. Qualquer um podia decifrar esses seus sonhos, diriam AIDS, comunismo ou qualquer outra coisa, febre porcina, e você acreditaria, o que você busca é sentido pro absurdo da vida. Seu sonho era ser profeta. Mas aí apareceu a Francine e você achou que ela falava a mesma língua sua. Mas você nunca contou pra ela seus planos.

Um gato talvez salvasse sua pele, sua carne. Você gostava de gatos. Tínhamos um que por sua culpa tivemos que deixá-lo. Lembra do Bandeira? É a carne que sente seu imbecil. Mas agora vou contar pra Francine suas idéias: de entupir os bueiros da cidade com jornal picado só pra ver a merda subir, lembra? Todo mundo sabe que ela existe mas ninguém se importa pra onde ela vai, só você e os idiotas verdes. Vou contar aquela história de deserto, do seu medo, da sua impotência e também a história do umbigo do mundo. Você quer ir pra Cuzco com segundas intenções? Vai dar um fim nessa história toda lá? Seria genial, patético como você, sua última grande metáfora. Realmente, você... A máscara também é o rosto, faz sentido? Você quer dar o salto no escuro? Foi o Marcos quem te disse isso? O Marcos não sabe de nada. A mãe dele se matou como a sua, por causa do marido. Dá o salto logo... mas você tem medo, vai atrapalhar a vida cotidiana do seu pai? Então vai se perder no deserto e morrer de sede que é isso que você merece. Você não disse que todo mundo tinha medo do diabo? Acho que desse todo você nunca se excluiu.

Acho que você gostava de ouvir aquelas vozes.O surto era seu momento de lucidez, lembra? Sentia-se possuído, lembra? Jesus Cristo? Babaca! Você queria ser Rimbaud, né? O papo das cores que estupidez ( Sua grande teoria). Conta pra Francine que um dia você disse que o umbigo do mundo era em Cuzco e que o cu do mundo era o seu. Taí, a grande piada, ou metáfora como você preferir. Você não vira cinza, no fim você vira merda ou barro se preferir.

Vou guardar isso numa pasta e não vou mostrar pra ninguém, fica tranqüilo, fica só entre eu e você - desabafo. Angústia? Você não sabe nada de angústia.

"...e o que foi a vida? uma aventura obscena, de tão lúcida" Senhora D.

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Mentiras

Angustia e tristeza tomam um considerável tempode sua vida. Tal qual a setralina e a olamzapina, juntas, fazem parte de seu dia a dia. Aliás, de onde vem a palavra angústia? Seria pura falta de vocabulário do narrador? Por que tristeza e não outra coisa?

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Sereníssimo

A linguagem é pura traição ou o problema são meus equivocos?
A vida não passa de uma sequência de mal entendidos? Ou são apenas minhas escolhas?
Sou um animal tão condicionado e incongruente ao mesmo tempo.
Tudo está perdido mas existem possibilidades ...

Legião Urbana - Sereníssima

terça-feira, janeiro 08, 2013

Imperfeições


feições deficientemente incríveis
aperfiçoadas pernas  vacilantes
e um crime delicado
braços e ombros tortos que não aguentam o peso do mundo
por que me deixaste só se sabia que eu não era deus?
defeitos?
todos temos defeitos.

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Minha mulher e o meu nariz

- O que vc está fazendo? - perguntou minha mulher ao me ver demorar estranhamente diante do espelho.
- Nada - respondi -,só estou olhando aqui, dentro do meu nariz, esta narina. Quando aperto sinto uma dorzinha.
Minha mulher sorriu e disse:
-Pensei que estivesse olhando para que lado ele cai.
Virei-me para ela como um cachorro a quem tivessem pisado o rabo.
- Cai? O meu nariz?
E minha mulher respondeu, placidamente:
- Claro, querido. Repare bem: ele cai para a direita.

quarta-feira, janeiro 02, 2013

"A beleza será convulsiva ou não será"
BRETON

terça-feira, dezembro 25, 2012

ISRAEL

"Mas se o horror for constante, aí, então,não haverá esperança. Nenhuma. Tudo continuará igual."
GONÇALO M. TAVARES

sexta-feira, dezembro 21, 2012

"Só isso se guarda: o amor e as palavras." INÊS PEDROSA

terça-feira, dezembro 11, 2012

Deus é o silêncio.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

TEORIA GERAL DO ESQUECIMENTO - JOSÉ EDUARDO AGUALUSA

"A  fraqueza, a vista que se esvai, isso faz com que tropece nas letras, enquanto leio. leio páginas tantas vezes lidas, mas elas são já outras. Erro, ao ler, e no erro, por vezes, encontro incríveis acertos. No erro me encontro muito." LUDOVICA