domingo, julho 18, 2010

Natimorto


Um filme intenso em que o principal personagem é como se contam as histórias.

sábado, julho 17, 2010

Uma vez fui ao DF... (Amuleto)


"A veces me da por pensar que tanto mis libros como mis figuritas me acompañan. ? Pero cómo me pueden acompañar? me pregunto. ?Flotan a mí alrededor? ?Flotan sobre mi cabeza? ?Los libros y las figuritas que fui perdiendo se han convertido en el aire del DF? ? se han convertido en la ceniza que recorre esta ciudad de norte a sur y de este a oeste? Puede ser. La noche oscura del alma avanza por las calles del DF barriendo todo. Ya apenas se escuchan canciones, aquí, en donde antes todo era una canción. La nulve de polvo lo pulveriza todo".
Auxilio Lacouture

Amuleto


"el amor nunca trae nada bueno. el amor siempre trae algo mejor. pero lo mejor a veces es lo peor se eres mujer, si vives en este continente que en mala hora encontraron los españoles, que en mala hora poblaron esos asiáticos despistados". Auxilio Lacouture

sexta-feira, julho 16, 2010

I've been missing the Strip club Moms (to Fabiana, Doug, Seth, Mike and Joe)



Seen enough to eye you
But I've seen to much to try you
It's always weirdness while you
Dig it much too much to fry you
The weirdness flows between us
Anyone can tell to see us
Freak scene just can't believe us
Why can't it just be cool and free us?

Seen enough to eye you
But I've seen to much to try you
It's always weirdness while you
Dig it much too much to fry you
The weirdness flows between us
Anyone can tell to see us
Freak scene just can't believe us
Why can't it just be cool and leave us?

It's so fucked I can't believe it
If there's a way I wish we'd see it
How could it work just can't conceive it
Oh what a mess it's just to leave it

Sometimes I don't thrill you
Sometimes I think I'll kill you
Just don't let me fuck up will you
'cause when I need a friend it's still you

What a mess

More lyrics: http://www.lyricsfreak.com/d/dinosaur+jr/#share

our singer (by Pavement)


I've been waiting, anticipating
Sun comes up
The skies wont sink my soul
I've dreamt of this but it never comes
But it never comes on the horizon (rising?)
The nature's dry, faux (Folks?)

I've been dreamin', traced out but dreamin'
The sun comes up
The blisters burn my soul
I'm dreamin' of something now
Of something now on the horizon (of the rising?)
The nature's dry and all the gritty (groovey?) ones

I miss the SCM a bunch!
I'm still puzzled by the way singers sing their songs I cannot figure some lyrics out

quinta-feira, julho 15, 2010

Happy birthday Doug

"In this hole"

In this hole we have fixed
We get further and further and further
From what we must do, we must do

I saw you asleep beside a hole (or wall?)
This girl inside a hole (wall?)
Your mind blackened by all the thoughts of God

One absence of truth
The One horrible thing you saw
What you truly wanted to become
And who you thought I was, who you thought I was

In this hole that we have fixed
We get further and further and further
From what
We must do
I saw you outside that hole (Wall)
This girl outside that hole (wall)
your mind finally free
from all the thoughts you thought
and all the thought of God

Troubled waters (by Cat Power)


( Michael Hurley, "Armchair Boogie" LP )

I must be
One of the devil's daughters
They look at me with scorn
I'll never hear their horn
Sometimes
It's like being in chains
Sometimes I hang my head
In shame
When people see me
They scandalize my name
I'm going down
To the devil's water
I'm gonna drown
In that troubled water
It's coming 'round my soul
It's way beyond control
I must be one
I must be one
I must be
One of the devil's daughters
They look at me with scorn
I'll never hear their horn
Sometimes it's like
Being in chains
Sometimes I hang my head
In shame
When people see me
They scandalize my name
I'm going down
To the devil's water
I'm gonna drown
In that troubled water
It's coming 'round my soul
It's way beyond control
I must be one
I must be one
I must be

quarta-feira, julho 14, 2010

Estrangeiro (Pastiche?)


Dizem que quando chove durante um enterro é um bom sinal, acho que é uma crença xintoísta. Não me lembro se no enterro de minha mãe chovia ou fazia sol, afinal faz tanto tempo. Acho que estva nublado. Não me lembro. Esta madrugada chovia e ventava muito e eu pensava que essas lembranças deviam fazer parte de minha história. É agosto e faz vinte anos que ela morreu, fez um ano que eu morri. Por esses dias quando faz frio ou chove ela é uma ausência quase sempre presente. Helena me diz que a morte tem de ser celebrada mas eu não sei o que isso quer dizer, também não pergunto, acho que ela anda lendo Deleuze. Me sinto um estrangeiro e toda vez que penso na morte de minha mãe me lembro do início daquele livro:
"Hoje, minha mãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo:'Sua mãe falecida. Enterro amanhã. Sentidos pêsames.' Isto não quer dizer nada. Talvez tenha sido ontem". É estranho mas é disso que me lembro. Não me lembro de como ela estava vestida, a última vez que sorriu pra mim, suas últimas palavras, a única coisa que me vem na cabeça são as palavras de Meursault e sua insólita narrativa. Acho que se as coisas tivessem terminado assim eu seria mais feliz. Disse isso hoje pra Helena e depois de uma discussão eu disse que não queria saber de Deleuze e de porra nehuma e disse que as únicas coisas que me interessavam nela eram suas pernas seus seios e sua boca. Ela me deu um tapa na cara e saiu sem me dar um beijo. Malditos franceses, também quero que ela se foda.

terça-feira, julho 13, 2010

Sobre os jornais


"O que censuro aos jornais é fazer-nos prestar atenção todos os dias a coisas insignificantes, ao passo que nós lemos três ou quatro vezes na vida os livros em que há coisas essenciais" PROUST

domingo, julho 11, 2010

Los más tiernos del mundial!


Eva González e Íker Casillas! Viva la Furia!
Desculpe me o Furlán mas Casillas foi o melhor do mundial pra mim!

sexta-feira, julho 09, 2010

citação


"A maçã que Eva ofereceu a Adão era só um objecto episódico; se lhe tivesse oferecido a serpente, também a teria comido". ONETTI

quinta-feira, julho 08, 2010

Foules


"Multidão, solidão: termos iguais e convertíveis para o poeta ativo e fecundo" BAUDELAIRE

Só se for a dois (By Cazuza)

Aos gurus da Índia
Aos judeus da Palestina
Aos índios da América Latina
E aos brancos da África do Sul
O mundo é azul
Qual é a cor do amor?
O meu sangue é negro, branco
Amarelo e vermelho

Aos pernambucanos
E aos cubanos de Miami
Aos americanos russos
Armando seus planos

Ao povo da China
E ao que a história ensina
Aos jogos, aos dados
Que inventaram a humanidade

As possibilidades de felicidade
São egoístas, meu amor
Viver a liberdade, amar de verdade
Só se for a dois
(Só a dois)

Aos filhos de Ghandi
Morrendo de fome
Aos filhos de Cristo
Cada vez mais ricos

O beijo do soldado em sua namorada
Seja pra onde for
Depois da grande noite
Vai esconder a cor das flores
E mostrar a dor
(A dor)

quarta-feira, julho 07, 2010

Sonhei mais uma vez com o diabo


"este abismo é o inferno, por nossos amigos povoado" BAUDELAIRE

El diablo en el ojo (BY Tindersticks)

I wouldn't shut your eyes just yet
I wouldn't turn the lights down yet
'Cos there's things you've gotta see here
There's things you've gotta believe of me

I wouldn't turn the sound down yet
Don't even touch the dials, not yet
'Cos there's things you've gotta hear here
There's things you've gotta believe of me

I wouldn't say a word just yet
Don't even open your mouth, not yet
'Cos there's things I've gotta say here
There's things you wanna hear from me

Foto de Manuel Álvarez Bravo

segunda-feira, julho 05, 2010

sobre la muerte

"Cuando se acerca el fin, ya no quedan imágenes del recuerdo; sólo quedan palabras".
El inmortal. BORGES

O conto pode ser lido em: http://www.apocatastasis.com/el-inmortal-jorge-luis-borges-carthapilus.php#axzz0sm20ildb

domingo, julho 04, 2010

Exílio


"Sê sempre morto em Eurídice"...
"Ó Senhor, dai a cada um sua própria morte"...
RILKE
"Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro". JUNG

Todos os Dedos da Mão

(...)
Estremece-se às vezes desde o chão,
Por se ter uma navalha no bolso:
por o sexo ser sumptuoso:
por causa dos buracos luminosos na camisa,
Tem-se medo do poder
da nudez,
A finura da carne: uma unhada
no coração:
o modo de fazer rodar o quarto:
o barulho que se ouve nos canos onde
a água vive - tudo
sob a ameaça de uma riqueza
brusca
em nós, Quando um raio se desencadeia
pela coluna vertebral
abaixo, O golpe entre as madeixas
frias, Toca-se na cama:
e nunca mais se dorme, Toca-se
onde os pulmões se cosem à boca para gritar,
Às vezes tem-se o dom de fincar os pés na paisagem
em massa, Um feixe
desenfeixa-se no avesso - estala
fora, Com que vozes se encontra a gente
quando
o pavor se faz música
ordem
exercício nominal?,
Arrancamo-nos a tudo como
se arranca a unha
a um dedo: ou o dedo à mão: ou à mão
ao gesto
amassando a terra como se penteia,
Pente que reabre a chaga e a alastra,
Que a aprofunda
como o sangue aprofunda a claridade
pequena
de um lenço, se o lenço
se molha na costura que sangra
perpetuamente, A coroa irrompe da cabeça
pelo ímpeto
da realeza animal, O choque de um astro
calcinaria tudo
- o ceptro que nos crava no mundo
o manto
o escudo
os anéis como nós de dedos,
Morre-se de alta tensão,
É o relâmpago de um troço avistado,
As voragens à força de janelas,
Ou é Deus que nos olha em cheio: dentro


Herberto Helder, A Cabeça Entre as Mãos


FOTO Edward Weston (1886–1958) – Tina on the Azotea 1924




lenguas

"En el aprendizaje de una lengua extranjera existe siempre un elemento irracional que hace que el aprendiz cultive la ilusión de que a través de esa lengua penetrará en una nueva región del ser."
También Berlín se olvida, Fabio Morábito

quinta-feira, julho 01, 2010

Estudos para uma bailadora andaluza




Dir-se-ia, quando aparece

dançando por siguiriyas,

que com a imagem do fogo

inteira se identifica.

Todos os gestos do fogo

que então possui dir-se-ia:

gestos das folhas do fogo,

de seu cabelo, sua língua;

gestos do corpo do fogo,

de sua carne em agonia,

carne de fogo, só nervos,

carne toda em carne viva.


Então, o caráter do fogo

nela também se adivinha:

mesmo gosto dos extremos,

de natureza faminta,

gosto de chegar ao fim

do que dele se aproxima,

gosto de chegar-se ao fim,

de atingir a própria cinza.


Porém a imagem do fogo

é num ponto desmentida:

que o fogo não é capaz

como ela é, nas siguiriyas,

de arrancar-se de si mesmo

numa primeira faísca,

nessa que, quando ela quer,

vem e acende-a fibra a fibra,

que somente ela é capaz

de acender-se estando fria,

de incendiar-se com nada,

de incendiar-se sozinha.


Subida ao dorso da dança

(vai carregada ou a carrega?)

é impossível se dizer

se é a cavaleira ou a égua.


Ela tem na sua dança

toda a energia retesa

e todo o nervo de quando

algum cavalo se encrespa.


Isto é: tanto a tensão

de quem vai montado em sela,

de quem monta um animal

e só a custo o debela,

como a tensão do animal

dominado sob a rédea,

que ressente ser mandado

e obedecendo protesta.


Então, como declarar

se ela é égua ou cavaleira:

há uma tal conformidade

entre o que é animal e é ela,

entre a parte que domina

e a parte que se rebela,

entre o que nela cavalga

e o que é cavalgado nela,

que o melhor será dizer

de ambas, cavaleira e égua,

que são de uma mesma coisa

e que um só nervo as inerva,

e que é impossível traçar

nenhuma linha fronteira

entre ela e a montaria:

ela é a égua e a cavaleira.


Quando está taconeando

a cabeça, atenta, inclina,

como se buscasse ouvir

alguma voz indistinta.


Há nessa atenção curvada

muito de telegrafista,

atento para não perder

a mensagem transmitida.


Mas o que faz duvidar

possa ser telegrafia

aquelas respostas que

suas pernas pronunciam

é que a mensagem de quem

lá do outro lado da linha

ela responde tão séria

nos passa despercebida.


Mas depois já não há dúvida:

é mesmo telegrafia:

mesmo que não se perceba

a mensagem recebida,

se vem de um ponto no fundo

do tablado ou de sua vida,

se a linguagem do diálogo

é em código ou ostensiva,

já não cabe duvidar:

deve ser telegrafia:

basta escutar a dicção

tão morse e tão desflorida,

linear, numa só corda,

em ponto e traço, concisa,

a dicção em preto e branco


Ela não pisa na terra

como quem a propicia

para que lhe seja leve

quando se enterre, num dia.


Ela a trata com a dura

e muscular energia

do camponês que cavando

sabe que a terra amacia.


Do camponês de quem tem

sotaque andaluz caipira

e o tornozelo robusto

que mais se planta que pisa.


Assim, em vez dessa ave

assexuada e mofina,

coisa a que parece sempre

aspirar a bailarina,

esta se quer uma árvore

firme na terra, nativa,

que não quer negar a terra

nem, como ave, fugi-la.


Árvore que estima a terra

de que se sabe família

e por isso trata a terra

com tanta dureza íntima.


Mais: que ao se saber da terra

não só na terra se afinca

pelos troncos dessas pernas

fortes, terrenas, maciças,

mas se orgulha de ser terra

e dela se reafirma,

batendo-a enquanto dança,

para vencer quem duvida.


Sua dança sempre acaba

igual como começa,

tal esses livros de iguais

coberta e contra-coberta:

com a mesma posição

como que talhada em pedra:

um momento está estátua,

desafiante, à espera.


Mas se essas duas estátuas

mesma atitude observam,

aquilo que desafiam

parece coisas diversas.


A primeira das estátuas

que ela é, quando começa,

parece desafiar

alguma presença interna

que no fundo dela própria,

fluindo, informe e sem regra,

por sua vez a desafia

a ver quem é que a modela.


Enquanto a estátua final,

por igual que ela pareça,

que ela é, quando um estilo

já impôs à íntima presa,

parece mais desafio

a quem está na assistência,

como para indagar quem

a mesma façanha tenta.


O livro de sua dança

capas iguais o encerram:

com a figura desafiante

de suas estátuas acesas.


Na sua dança se assiste

como ao processo da espiga:

verde, envolvida de palha;

madura, quase despida.


Parece que sua dança

ao ser dançada, à medida

que avança, a vai despojando

da folhagem que a vestia.


Não só da vegetação

de que ela dança vestida

(saias folhudas e crespas

do que no Brasil é chita)

mas também dessa outra flora

a que seus braços dão vida,

densa floresta de gestos

a que dão vida a agonia.


Na verdade, embora tudo

aquilo que ela leva em cima,

embora, de fato, sempre,

continui nela a vesti-la,

parece que vai perdendo

a opacidade que tinha

e, como a palha que seca,

vai aos poucos entreabrindo-a.


Ou então é que essa folhagem

vai ficando impercebida:

porque terminada a dança

embora a roupa persista,

a imagem que a memória

conservará em sua vista

é a espiga, nua e espigada,

rompente e esbelta, em espiga.


(MELO NETO, João Cabral de 1986, p. 127) Foto: "En el Covadonga" Pedro Meyer

sábado, junho 26, 2010

Alteridade?


"A única coisa que torna possível a identidade é a ausência de mudança, mas ninguém acredita de fato que se seja semelhante àquilo de que se lembra".
Gertrude Stein



Foto de Manuel Álverez Bravo (MEX)

quinta-feira, junho 24, 2010

"meu amor é um tigre de papel" Ana Cristina Cesar


BILHETE

"Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda"...

Mário Quintana





FOto de Manuel Álvarez Bravo (MEX)

terça-feira, junho 22, 2010

Adios?


FRAGA E SOMBRA

"A sombra azul da tarde nos confrange.
Baixa, severa, a luz crepuscular.
Um sino toca, e não saber quem tange
é como se este som nascesse do ar.

Música breve, noite longa. O alfanje
que sono e sonho ceifa devagar
mal se desenha, fino, ante a falange
das nuvens esquecidas de passar.

Os dois apenas, entre céu e terra,
sentimos o espetáculo do mundo,
feito de mar ausente e abstrata serra.

E calcamos em nós, sob o profundo
instinto de existir, outra mais pura
vontade de anular a criatura".

DRUMMOND

segunda-feira, junho 21, 2010

Juan Gris


"Ainda ontem
Convidei um amigo
Para ficar em silêncio comigo
Ele veio meio a esmo
praticamente não disse nada
e ficou por isso mesmo"
"Cerimônia do Chá" - Paulo Leminski

Sucede que me canso de ser hombre

Walking Around

"Sucede que me canso de ser hombre.
Sucede que entro en las sastrerías y en los cines
marchito, impenetrable, como un cisne de fieltro
Navegando en un agua de origen y ceniza.

El olor de las peluquerías me hace llorar a gritos.
Sólo quiero un descanso de piedras o de lana,
sólo quiero no ver establecimientos ni jardines,
ni mercaderías, ni anteojos, ni ascensores.

Sucede que me canso de mis pies y mis uñas
y mi pelo y mi sombra.
Sucede que me canso de ser hombre.

Sin embargo sería delicioso
asustar a un notario con un lirio cortado
o dar muerte a una monja con un golpe de oreja.
Sería bello
ir por las calles con un cuchillo verde
y dando gritos hasta morir de frío

No quiero seguir siendo raíz en las tinieblas,
vacilante, extendido, tiritando de sueño,
hacia abajo, en las tapias mojadas de la tierra,
absorbiendo y pensando, comiendo cada día.

No quiero para mí tantas desgracias.
No quiero continuar de raíz y de tumba,
de subterráneo solo, de bodega con muertos
ateridos, muriéndome de pena.

Por eso el día lunes arde como el petróleo
cuando me ve llegar con mi cara de cárcel,
y aúlla en su transcurso como una rueda herida,
y da pasos de sangre caliente hacia la noche.

Y me empuja a ciertos rincones, a ciertas casas húmedas,
a hospitales donde los huesos salen por la ventana,
a ciertas zapaterías con olor a vinagre,
a calles espantosas como grietas.

Hay pájaros de color de azufre y horribles intestinos
colgando de las puertas de las casas que odio,
hay dentaduras olvidadas en una cafetera,
hay espejos
que debieran haber llorado de vergüenza y espanto,
hay paraguas en todas partes, y venenos, y ombligos.
Yo paseo con calma, con ojos, con zapatos,
con furia, con olvido,
paso, cruzo oficinas y tiendas de ortopedia,
y patios donde hay ropas colgadas de un alambre:
calzoncillos, toallas y camisas que lloran
lentas lágrimas sucias."

PABLO NERUDA

domingo, junho 20, 2010

Book pipe and glasses - 1915 ( de Juan Gris)


"Qualquer pergunta me desvia de mim"
GERTRUDE STEIN

Ay Jalisco no te rajes ( Extraño mi chaparrita tapatía)


Ay Jalisco, Jalisco, Jalisco
tu tienes tu novia
que es Guadalajara.

Muchacha bonita
la perla mas rara
de todo Jalisco
es mi Guadalajara.

Y me gusta escuchar los mariachis
cantar con el alma sus lindas canciones.

Oir como suenan
esos guitarrones
y echarme un tequila
con los valentones.

Ay Jalisco no te rajes
me sale del alma
gritar con calor

Abrir todo el pecho
echar este grito
que lindo es Jalisco
palabra de honor.

La mujer es jalisco primero
lo mismo en los altos
que alla en la cañada.

Mujeres muy lindas
rechulas de cara
asi son las hembras
de Guadalara.

En Jalisco se quiere a la buena
porque es peligroso
querer a la mala.

Podria una morena echar
mucha bala
y bajo la luna
cantar en Chapala.

Ay Jalisco no te rajes
me sale del alma
gritar con calor

Abrir todo el pecho
echar este grito
que lindo es Jalisco
palabra de honor.

Ay Jalisco, Jalisco, Jalisco
tus hombres son machos
y son cumplidores

Valientes y ariscos y sostenedores
no admiten rivales en cosas de amores.

Es su orgullo un buen traje de charro
traer su pistola fajada en el cinto.

Con una guitarra echar mucho tipo
y a los que presumen quitarles el hijo.

Ay Jalisco no te rajes
me sale del alma
gritar con calor

Abrir todo el pecho
echar este grito
que lindo es Jalisco
palabra de honor.

sexta-feira, junho 18, 2010

Adeus?


“Nós buscamos outras realidades porque não sabemos como desfrutar da nossa; e saímos de dentro de nós mesmos pelo desejo de saber como é o nosso interior.” MONTAIGNE

domingo, junho 13, 2010

She don't use jelly (Flaming Lips)


I know a girl who thinks of ghosts
She'll make you breakfast
She'll make you toast
She don't use butter
She don't use cheese
She don't use jelly
Or any of these
She uses vaseline
Vaseline
Vaseline

I know a guy who goes to shows
When he's at home and he blows his nose
He don't use tissues or his sleeve
He don't use napkins or any of these
He uses magazines
Magazines
Magazines
Magazines
Magazines

I know a girl who reminds me of Cher
(Reminds me of Cher)
She's always changing
(She's always changing)
The color of her hair
(Color of her hair)
She don't use nothing
That you buy at the store
She likes her hair to be real orange
She uses tangerines
Tangerines
Tangerines
Tangerines
Tangerines
Tangerines

sábado, junho 12, 2010

Turn it on (BY Flaming Lips)


put your face up to the window
tell me all about your gables
it feels better when you in it
if your nervous use the pay phone

put your face where we can see it
put it on a show on cable
you can really show it all there
turn it on when you are able


(CHORUS)
turn it on
turn it on and all the way up
turn it on
in your houses when you wake up
turn it on
when you ain't got no relation
to all those other stations
turn it on


put your life into a bubble
we can pick you up on radar
"hit " a satelite with feeling
give the people what they paid for

terça-feira, junho 08, 2010

Ana Cristina Cesar lança sua isca


" Freud e eu brigamos muito"




Achei a figura no blog da Escrevedora
e a "roubei"

O verso é da Ana que me fisgou
O verso é de quem tem peito pra encarar a briga
O verso é de domínio público desde o século passado.
Viva Ana



http://aescrevedora.blogspot.com

Queria saber mais sobre o simbolismo no altar "Del Dia de Muertos"
Hallé una idea sucinta
http://mx.answers.yahoo.com/question/index?qid=20091028212432AAMkcd2

domingo, junho 06, 2010

Cicatrizes ( quem canta é Roberta Sá)

Amor
Amor que nunca cicatriza
Ao menos ameniza a dor
Que a vida não amenizou.

Que a vida a dor domina
Arrasa e arruína
Depois passa por cima a dor
Em busca de outro amor.

Acho que estou pedindo uma coisa normal
Felicidade é um bem natural.

Uma
Qualquer uma
Que pelo menos dure enquanto é carnaval
Apenas uma
Qualquer uma
Não faça bem mais que também não faça mal.

Meu coração precisa...

magnetic fields

http://www.youtube.com/watch?v=eo8vW_0H_Kg

sábado, junho 05, 2010

Afundar saudades loucas na arte de estudar ( O poema é da Alice Ruiz S.)


Es que me dá una flojera...
Pero leer es bueno
la neta es que me gustaría escrever más
todavia para escrever tienes que leer "quanto mais melhor"
Mas não sobra tempo pra nada
e SE eu morrer amanhã
aí fodeu

"tudo começa
do mesmo jeito
diferente

o que se quebra
pesa mais
do que o sonho leva

como se o dia
não passasse
dessa noite"


(do "Dois em Um)

Ubiquidade ( Para Roberto Bolaño)


"...existem coisas que não podem ser contadas..."

Os cigarros que fumei a noite passada me fazem pensar. Lembro-me de que Luciana sempre esteve lá. Não, não é coincidência não. Estva desde sempre no sorriso de Adriana, na boca de Alice, nos carinhos de Fabiana, nas pernas de Valéria, no olhar de Marina, nas conversas com Silvia.

Os cigarros que fumei a noite passada lembram-me que coincidência não pode ser. E que tudo pode ser imaginação. Luciana pode ser um fruto de meu delírio, como um livro de Bolaño.

Os cigarros que fumei ontem a noite me fazem pensar que Luciana não fuma. Aliás, quase ninguém de sua família fuma. Me fazem lembrar da cor branca de sua pele impoluta, tão branca como suas calcinhas. Na fumaça ainda via aquele jeito de andar pelada, meio infantil.

Os cigarros que fumei me fazem acreditar que na noite passada encontrei Luciana. Ela estava tão bem. Era ela mesma, bela com um ar despreocupado e alegre, talvez por causa de seu pai haver saído do hospital.

Hoje nas calçadas encontro rostos familiares em pessoas estranhas. A manhã de inverno me faz melancólico. Você passa por mim como uma musa de Corso ou de Baudelaire, como uma pequena frase de seu autor favorito você me atravessa. Luciana tão breve e leve como quinze, vinte, trinta e dois anos, um suspiro breve na vastidão do tempo. Acendo um cigarro e me lembro de que os Mapuches não gostam de ser fotografados.

"Te apressento a mulher mais discreta do mundo":


"essa que não tem nenhum segredo
as aparências enganam
estou desenganada
te amo estranha, esquiva, com outras cenas mixadas ao sabor do teu amor
Cigana do horário nobre do adultério.
Separatista protestante. Melindrosa basca com fissura da verdade.
Me entenda faz favor: minha franqueza era meu fraco"...

todos os versos são de Ana Cristina Cesar mas a bricolagem é minha

sexta-feira, junho 04, 2010

O gol mais feio do mundo. ( VIVA A PORTUGUESA!)


Assistindo a série B vi o gol mais feio do mundo, explico, a grande Portuguesa jogando contra o Paraná Clube. E ainda: não se sabe se foi contra ou não. Tudo bem, o campo tava encharcado e tudo mais, mas esse gol vai ficar na memória. No final deu tudo errado e a Portuguesa acabou perdendo por 2X1. Será que ela sobe este ano?

quinta-feira, junho 03, 2010

sobre a democracia

sobre a crise

Você já amou alguém verdadeiramente?


minha boca também está seca deste ar seco da cidade vc pediu uma cerveja eu pedi um café depois me disse da sua vontade de morar na argentina e eu te disse meus planos de viver na birmânia a cidade está iluminada bebemos e saímos sem mapa de navegação passamos pelos estudantes e vc disse que estava com fome e coisa e tal mas eu já não tinha um tostão hoje sou eu que estou te livrando da verdade vc me disse e eu tentava te enquadrar como personagem de um livro quando vc falou que as mulheres gostam de ser provocadas paramos num boteco e vc pediu uma coxinha e me fez pedir fiado saímos atravessamos outra rua e ameacei te deixar mas não tinha a menor idéia foi aí que vc tirou um caderninho do bolso e escreveu "esta é minha vida. atravessa a ponte. é sempre um pouco tarde".

para Ana Cristina Cesar, é tudo seu





André Breton "Máscara africana" (1947/1948)

quarta-feira, junho 02, 2010

Vamos iniciar outra correspondência,


"Pensa no seu amor de hoje que sempre dura menos que o seu

amor de ontem".


todos os versos são de ANA CRISTINA CESAR

manuscrito sem título by Ana Cristina Cesar


"uma pessoa disse para outra:
- considere também como nós
nos relacionamos com crueldade. Não é apenas represen-
tação, é também a crueldade que nos aproxima - a digna
crueldade que acompanha os limites - inclusive os limites da
representação. Agora você entende o
desapontamento que trancou a minha voz: eu vinha da
expectativa do intenso calor
das avenidas. Eu vinha de uma febre por um calor
ainda mais intenso.
Dessa vez não ousei me dizer nada, eu não podia me
movimentar com a mesma crueldade, eu perdi as distancias.
Era o momento de pronunciar a
crueldade: "o máximo que pode acontecer". Mas tinha
começado um outro tipo de fraqueza, uma febre pouco
dirigível, entende? (acho que era a paixão pelo terror).
Eu tenho náusea, porque a representação não
me comove mais".
(Antigos e soltos, p. 377)

segunda-feira, maio 31, 2010

"Contagem regressiva" by Ana Cristina C.


"Os poemas são para nós uma ferida.

Cachoeira
de repente alguém diz a palavra cachoeira
e ela se medusa

insolúvel
intimidade
piche insolúvel
negro".

Juicio: "A sugestão indeterminada de sentidos faz parte do jogo, especialmente num mundo de fragmentos da consciência em que não existe um grande vetor de direção coletiva". VIVIANA BOSI

foto de Lina Scheynus
http://www.google.com.br/images?q=Lina+Scheynius&um=1&hl=pt-BR&tbs=isch:1&sa=N&start=40&ndsp=20

domingo, maio 30, 2010

Ayer (Território Livre)


Bate papo com Akins Kinte, Wisnik, José Torero e Xico Sá (Faltou as mina). Várias idéias, muitas dicas de leitura
  • O negro no futebol
  • Alguma coisa do João Saldanha
  • Venenno remédio
  • Várzea (filme)
  • etc
Después, sem destino pela noite bebericando com Sor Juana - itinerário acidental Brigadeiro, Major Diogo, Centro, praça Roosevelt, Augusta (não faltaram as mina )- o chato foi encontrar uma groupie mala pelo caminho, mas no final tudo dá certo e ela vira mais um assunto. Uma dica de leitura: Virgilio Piñera. Chisme: creo que Sor Juana está enamorada.

http://www.fflch.usp.br/sitesint/virgilio/presentacion.html

O M S A: existem groupies divertidíssimas mas esta era mala

sábado, maio 29, 2010

Superstimação de si mesmo na crença em artistas e filósofos

Todos nós achamos que a boa qualidade de uma obra de arte, de um artista, está demosntrada quando nos comove, nos abala. Mas primeiramente a nossa qualidade em matéria de julgamento e sentimento deveria estar provada: o que não acontece...
NIETZSCHE

quarta-feira, maio 26, 2010

Arte Nuevo

"el arte antiguo se funda en razón, en cambio, este nuevo arte se basa en elgusto ... el fin de la comedia el "dar gusto"; y éste, como deleite estético es independiente del raciocinio o juicio, tan independiente que puede ser opuesto"... prof. Erwin Haverbeck O.

Excerto sobre o teatro espanhol, ou melhor, a comédia em pleno século Barroco. Esta é a leitura de Erwin Haverbeck sobre o texto "Arte nuevo" de Lope de Vega

Achei o artigo fazendo um pesquisa "Arte Nuevo de hacer Comedia" no google
http://www.humanidades.uach.cl/documentos_linguisticos/docannexe.php?id=479

Párpados



Hoje senti o perfume de Larissa
Do qual Alexandre e Sara me advertiam
tudo bem
Passeio pela cidade com Ana
minhas mãos solitárias
uma voz distnate?
o que aconteceu com Paulo?
ato falho meu filho e ele havia piscado

Para Ana Cristina Cesar - estoy enamorado

terça-feira, maio 25, 2010

NADA, ESTA ESPUMA

"Por afrontamento do desejo
insisto na maldade de escrever
mas não sei se a deusa sobe à superfície
ou apenas me castiga com seus uivos.
Da amurada deste barco
quero tanto os seios da sereia."

by ANA CRISTINA CESAR

sábado, maio 22, 2010

Viva México

A mí me interesa un viaje a México pues me gusta conocer otras culturas. Tengo ganas de conocer las ruinas Mayas Y Aztecas, a la vez, me interesa la cultura de los pueblos sometidos a esos imperios que todavia mantienen su cultura tan hermosa y trajica a la vez. Mientras, me encanta la posibilidad de aprender un poco del México moderno, un país tan asombroso y sin duda alguna muy marcado por su historia. Sobretodo, tengo ganas de vivir, estudiar y trabajar en México para conocer de una manera más profunda su gente y historia.

terça-feira, maio 18, 2010

Translúcida

Para Ana Cristina C.
Por afrontamento do desejo vivo inquieto. Às vezes tenho medo, às vezes angústia. Imerso no dia a dia, falo pouco, leio muito, aproveito muito pouco. Tento escrever longamente sobre um tema que desconheço, sobre mim mesmo. Estou cansado de ser mulher. Desejo os seios da sereia sequiosa e inexorável.

segunda-feira, maio 17, 2010

Vacilo da vocação

"Precisaria trabalhar - afundar -
- como você - saudades loucas -
nesta arte - ininterrupta -
de pintar -
A poesia não - telegráfica - ocasional -
me deixa sola - solta - à mercê do impossivel -
do real"
ANA CRISTINA CESAR

terça-feira, maio 04, 2010

Barthes batendo na cara


Certas leituras e autores me atraem. Não há como fugir deles pois estão toda hora batendo na cara da gente; além de serem prosas irresistíveis. Tenho de tomar vergonha e empezarlos ou começar um romance descrevendo o sorriso de Paula. Paula me desafiou e diz que eu não consigo descrever minha vida. Vou provar pra ela que consigo descrever a minha e a de outrem e descrever seu sorriso. Um sorriso redondo, meio argentino, contido e gordo que mostra a protuberância dos dentes com um certo charme e meio contido, definitivamente argentino.

segunda-feira, maio 03, 2010

de Ana Cristina Cesar


"Segunda história rápida sobre a felicidade - descendo a colina ao escurecer - meu amor ficou longe, com seu ar de não ter dúvida, e dizia: meus pais...- não posso mais duvidar dos meus passinhos, neste sítio - agora você fala até mais baixo, delicada que eu reparo mais que os outros depois de um tempo fora - é como voltar e achar as crianças crescidas, e sentar na varanda para trocar pensamentos e memória de um tempo que passou - mas quando eu fui (aquele dia no aeroporto) ainda havia ares de mistério - agora, é agora, descendo esta colina, sem nenhum, que eu conto então do amor distante, e não imito a minha nostalgia, mas a delicadeza, a sua, assim feliz".

sábado, abril 24, 2010

antigos e soltos


"A realidae quando incrível ou muito nova corta o desejo do fictício. (tese a ser discutida)"




"O fictício provem de um gosto de velhice - já diria Guimarães Rosa - de uma coisa insatisfeita".

ANA CRISTINA CESAR

... o que podemos imaginar sempre existe, em outra escala, em outro tempo, nítido e distante, como num sonho. RICARDO PIGLIA


durma -se com uma novidade dessas

quinta-feira, abril 22, 2010

It's about time (By Lemonheads )

Bite my tongue
and I won't say a word against anyone
but I don't wanna get my fingers wet
unless it's an accident

fell out on the street
now I'm watching my shoes and I grit my teeth
but I don't have to look that way
if I had half a say

It's about time
It's about time
lick my lips
and I won't hear the end of this

On your knees a reassurance
buy some time and come back for it

before long
before it's gone

patience is like bread I say
I ran out of that yesterday

it's about time
it's about time

enough about us
let's talk about me
if not about you
It's not about sunshine

It's about time
It's about time
touch my leg
It's smooth but there stubble there

I'll fall back and let'em go
only when I know you know

I don't know
make me sure

Have your people contact mine
and keep your lawyer on the line

it's about time (x4)

sábado, abril 17, 2010

Mais um livro pra ler nas férias


Bem-vindo ao deserto do real! do Slavoj Zizek

Desculpa


There are many reasons to read fiction, just as many as to choose a particular author to follow. In a way, I have chosen one to follow closely and I find his novels great.

So I came up with this idea of studying one of his books as part of my graduation. This will give me some college credit besides I will be doing what I want which is reading carefully some of his writings.

This story begins two years ago, while watching a lecture at college. The professor holding the lecture mentioned this book "El último lector". The story of the novel sounded really interesting and I got the urge to read the book. Since then, its author David Toscana has become part of my life, that is to say, he has turned into an obsession.

É tudo verdade


"Ignoro se a música sabe despertar da música e o mármore do mármore, porém a literatura é uma arte que sabe profetizar o tempo em que terá emudecido, enfurecer-se com a própria virtude e enamorar-se da própria dissolução e cortejar seu fim". BORGES

Acho que o cinema também é capaz das mesmas façanhas. Hoje, assisti História(s) do cinema de Godard http://www.millarch.org/artigo/historia-do-cinema-reescrita-por-godard. Ao mesmo tempo em que ele desconstrói o cinema suprimindo sua aura, nos prova que no cinema (ou especificamente no documentário) também há espaço para reflexão e autocrítica. O filme também faz uma crítica formal, pois ele executa o que Guy Debord fizera em Societe du spetacle (o filme) http://fr.wikipedia.org/wiki/La_Soci%C3%A9t%C3%A9_du_spectacle_%28livre%29 ou seja, trabalha com muitas fotos, e tela preta (não tão radicalmente quanto Debord) e recorta filmes de uma extensa variedade que vai dos clássicos aos mais insólitos para criticar o cinema e principalmente Hollywood. Se Godard perde em altissonância crítica para Debord, ele pelo menos ganha em poesia. Aliás, pode parecer paradoxal mas Godard faz crítica com um lirismo que choca. (bem francês diriam os francófilos)

sexta-feira, abril 02, 2010

O último leitor

... o que podemos imaginar sempre existe, em outra escala, em outro tempo, nítido e distante, como num sonho. RICARDO PIGLIA

quarta-feira, março 31, 2010

García Lorca


Hay que abrirse del todo
frente a la noche negra,
para que nos llenemos de rocío inmortal!

terça-feira, março 30, 2010

Veraline (FEDERICO GARCÍA LORCA)

La canción,
que nunca diré,
se ha dormido en mis labios.
La canción,
que nunca diré.

Sobre las madreselvas
había una luciérnaga,
y la luna picaba
con un raio en el agua.

Entonces yo soñé,
la canción,
que nunca diré.

Canción llena de labios
y de cauces lejanos.

Canción llena de horas
perdidas en la sombra.

Canción de estrella viva
sobre un perpetuo día.

domingo, março 28, 2010

o começo do fim


"Assim expira o mundo não com uma explosão mas com um suspiro" T.S. Eliot

BANQUETE
cheguei a perder o
paladar
de tanto pensar que
comia

as palavras escorrem como líquidos lubrificando passagens ressentidas
ANA CRISTINA CESAR

por que esta falta de concentração?
se você me ama, por que não se concentra?

domingo, março 21, 2010

Wish List


Para ler nas férias

Relato de um certo oriente

(estudar mais espanhol para ler) Los rios profundos

sábado, março 20, 2010

"incluir 4 quartetos"


não há como me separar da triste cena
mas meu sonho é te propor pequenos deciframentos de uma
página - tarefa que cansa e recorda separações inevitáveis
(e vícios ocultos)
ANA CRISTINA CÉSAR

quarta-feira, março 10, 2010

Representação (ler também Hegel e Lucácks)


"A realidade quando incrível ou muito nova corta o desejo do fictício. (Tese a ser discutida.)"
ANA CRISTINA CESAR

domingo, março 07, 2010

Fábula de Anfion


1. "O deserto"
"No deserto, entre a
paisagem de seu
vocabulário, Anfion,

ao ar mineral isento
mesmo da alada
vegetação, no deserto

que fogem as nuvens
trazendo no bojo
as gordas estações,

Anfion, entre pedras
como frutos esquecidos
que não quiseram

amadurecer, Anfion,
como se preciso círculo
estivesse riscando

na areia, gesto puro
de resíduos, respira
o deserto, Anfion".

JOÃO CABRAL DE MELO NETO

quinta-feira, março 04, 2010

"O Mercado dos Bens Simbólicos"

"O sentimento de estar excluído da cultura legítima é a expressão mais sutil da dependência e da vassalagem pois implica na impossibilidade de excluir o que exclui, única maneira de excluir a exclusão" PIERRE BOURDIEU