Angustia e tristeza tomam um considerável tempode sua vida. Tal qual a setralina e a olamzapina, juntas, fazem parte de seu dia a dia. Aliás, de onde vem a palavra angústia? Seria pura falta de vocabulário do narrador? Por que tristeza e não outra coisa?
quarta-feira, janeiro 30, 2013
sábado, janeiro 26, 2013
quarta-feira, janeiro 23, 2013
Sereníssimo
A linguagem é pura traição ou o problema são meus equivocos?
A vida não passa de uma sequência de mal entendidos? Ou são apenas minhas escolhas?
Sou um animal tão condicionado e incongruente ao mesmo tempo.
Tudo está perdido mas existem possibilidades ...
A vida não passa de uma sequência de mal entendidos? Ou são apenas minhas escolhas?
Sou um animal tão condicionado e incongruente ao mesmo tempo.
Tudo está perdido mas existem possibilidades ...
terça-feira, janeiro 08, 2013
Imperfeições
feições deficientemente incríveis
aperfiçoadas pernas vacilantes
e um crime delicado
braços e ombros tortos que não aguentam o peso do mundo
por que me deixaste só se sabia que eu não era deus?
defeitos?
todos temos defeitos.
sexta-feira, janeiro 04, 2013
Minha mulher e o meu nariz
- O que vc está fazendo? - perguntou minha mulher ao me ver demorar estranhamente diante do espelho.
- Nada - respondi -,só estou olhando aqui, dentro do meu nariz, esta narina. Quando aperto sinto uma dorzinha.
Minha mulher sorriu e disse:
-Pensei que estivesse olhando para que lado ele cai.
Virei-me para ela como um cachorro a quem tivessem pisado o rabo.
- Cai? O meu nariz?
E minha mulher respondeu, placidamente:
- Claro, querido. Repare bem: ele cai para a direita.
- Nada - respondi -,só estou olhando aqui, dentro do meu nariz, esta narina. Quando aperto sinto uma dorzinha.
Minha mulher sorriu e disse:
-Pensei que estivesse olhando para que lado ele cai.
Virei-me para ela como um cachorro a quem tivessem pisado o rabo.
- Cai? O meu nariz?
E minha mulher respondeu, placidamente:
- Claro, querido. Repare bem: ele cai para a direita.
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quarta-feira, janeiro 02, 2013
terça-feira, dezembro 25, 2012
ISRAEL
"Mas se o horror for constante, aí, então,não haverá esperança. Nenhuma. Tudo continuará igual."
GONÇALO M. TAVARES
GONÇALO M. TAVARES
terça-feira, dezembro 11, 2012
quarta-feira, dezembro 05, 2012
TEORIA GERAL DO ESQUECIMENTO - JOSÉ EDUARDO AGUALUSA
"A fraqueza, a vista que se esvai, isso faz com que tropece nas letras, enquanto leio. leio páginas tantas vezes lidas, mas elas são já outras. Erro, ao ler, e no erro, por vezes, encontro incríveis acertos. No erro me encontro muito." LUDOVICA
quinta-feira, novembro 29, 2012
A morte
A morte e sua continuidade e suas intermitências. A morte e suas nuances. Sempre a morte. Ontem, Wiliam. Hoje: Manuel. Sempre, margarida. Amar, beber, comer e morrer.
segunda-feira, novembro 26, 2012
domingo, novembro 18, 2012
e la nave va ...
Entropias, distopias ... utopias...
Lucio Costa, Nina Lemos, Zafón, Rodrigo Naves, Gombrowicz, Bob Dylan,
Kind of Blue...
Como falar dos livros que não lemos, das músicas que não conhecemos?
Valéry, Leminsky, Bayard e Humberto Eco...
Lucio Costa, Nina Lemos, Zafón, Rodrigo Naves, Gombrowicz, Bob Dylan,
Kind of Blue...
Como falar dos livros que não lemos, das músicas que não conhecemos?
Valéry, Leminsky, Bayard e Humberto Eco...
sábado, novembro 10, 2012
Tradução livre: "La vida breve", Juan Carlos Onetti
"Um sorriso sem jeito. E se descobre que a vida está feita, desde muitos anos atrás, de mal entendidos. Gertrudis, meu trabalho, minha amizade com Stein, a sensação que tenho de mim mesmo, mal entendidos. Fora isso, nada; de vez enquando algumas opurtunidades de esquecer, alguns prazeres, que chegam e passam envenenados. Talvez todo tipo de existência que eu possa imaginar transforma-se em um mal entendido. Talvez, pouco importa. Entretanto, sou esse homem pequeno e tímido, imutável, casado com a única mulher que consegui seduzir ou que me seduziu, incapaz, não ainda de ser outro, senão da mesma vontade de ser outro. O homenzinho que se magoa na medida em que a aflição se lhe impõe, homenzinho confundido numa legião de homenzinhos aos quais foi prometido o reino dos céus. Asceta, como zomba o Stein, pela impossibilidade de me apaixonar e não pelo acertado absurdo de uma convicção eventualmente mutilada. Esse, ser no taxi, inexistente, mera encarnação da idéia Juan María Brausen, símbolo bípede de um puritanismo barato feito de negativas - não ao alccol, não ao tabaco, um não equivalente para as mulheres -, ninguém, em realidade; um nome, três palavras, uma diminuta idéia construida mecanicamente por meu pai, sem oposições, para que suas negativas herdadas continuassem sacundindo suas cabecinhas vaidosas mesmo depois de sua morte. O pequeno homem e seus mal entendidos, certamente, como para todo o mundo. Talvez seja isso que uma pessoa vai aprendendo com os anos, insensívelmente, sem prestar atenção. Talvez nossos ossos saibam disso quando estamos decididos e desesperados, junto a altura de um muro que nos prende, tão fácil de saltar se fosse possível saltá-lo; quando estamos a um passo de aceitar que, definitivamente, o importante seja somente si próprio, porque isso é o unica coisa que nos foi indiscutivelmente confiada; quando vislumbramos que somente a própria salvação pode ser um imperativo moral, que somente nossa salvação é moral; quando logramos respirar por um impensado resquicio de ar primordial que vibra e chama ao outro lado do muro, imaginar a satisfação, o desfeito e a soltura, talvez então nos pese, como um esqueleto de chumbo metido dentro dos nossos ossos, a convicção de que todo mal entendido é suportável até a morte, a não ser o que cheguemos a descobrir fora de nossas circunstâncias pessoais, fora das responsabilidades que podemos repudiar, atribuir, derivar."
quarta-feira, novembro 07, 2012
Percurso
Humildemente vaidoso
a vaidade de um asceta
o orgulho de um abstêmio
céus
lunares
um ou dois
me acompanham como pontos em fuga
Ancient Sound, Abstract on Black
1925 (Paul Klee)
a vaidade de um asceta
o orgulho de um abstêmio
céus
lunares
um ou dois
me acompanham como pontos em fuga
Ancient Sound, Abstract on Black
1925 (Paul Klee)
terça-feira, novembro 06, 2012
Exercício de tradução livre ( Excertos de "A la espera de la oscuridad" de Alejandra Pizarnik)
A espera da escuridão
Sem olhos para recordar angústias de outrora
Sem lábios para colher o sumo das violências
Perdidas num canto gelado dos campanários
Sem mãos para dizer nunca
Sem mãos para presentear mariposas
Aos meninos mortos
Leitura, década de 1990 Antônio Hélio Cabral
Sem olhos para recordar angústias de outrora
Sem lábios para colher o sumo das violências
Perdidas num canto gelado dos campanários
Sem mãos para dizer nunca
Sem mãos para presentear mariposas
Aos meninos mortos
Leitura, década de 1990 Antônio Hélio Cabral
segunda-feira, novembro 05, 2012
terça-feira, outubro 30, 2012
Noche ( Alejandra Pizarnik)
Tal vez esta noche no es noche,
debe ser un sol horrendo, o
lo otro, o cualquier cosa.
¡Qué sé yo! Faltan palabras,
falta candor, falta poesía
cuando la sangre llora y llora!
¡Pudiera ser tan feliz esta noche!
Si sólo me fuera dado palpar
las sombras, oír pasos,
decir "buenas noches" a cualquiera
que pasease a su perro,
miraría la luna, dijera su
extraña lactescencia tropezaría
con piedras al azar, como se hace.
Pero hay algo que rompe la piel,
una ciega furia
que corre por mis venas.
¡Quiero salir! Cancerbero del alma.
¡Deja, déjame traspasar tu sonrisa!
¡Pudiera ser tan feliz esta noche!
Aún quedan ensueños rezagados.
¡Y tantos libros! ¡Y tantas luces
¡Y mis pocos años! ¿Por qué no?
La muerte está lejana. No me mira.
¡Tanta vida, Señor!
¿Para qué tanta vida?
De "La última inocencia" 1956
http://amediavoz.com/pizarnik.htm
quarta-feira, outubro 24, 2012
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