quarta-feira, outubro 19, 2011
lendo: "O debate sobre Deus - razão, fé e revolução"
terça-feira, outubro 18, 2011
Horário de verão
domingo, outubro 16, 2011
sábado, outubro 15, 2011
quinta-feira, outubro 13, 2011
'Maus tempos para a arte'
não se convertem em planos
nem as instituições em conhecimentos
nem a nostalgia nos incita
a nos movimentarmos.
Esses são maus tempos
para a arte'
Bertolt Brecht
segunda-feira, outubro 10, 2011
Casi nunca (de Daniel Sada)
Demetrio Sordo
sábado, outubro 08, 2011
sexta-feira, outubro 07, 2011
deambulando por Sampa
quinta-feira, outubro 06, 2011
Viceversa (Mario Benedetti)
Photo: Jana
VICEVERSA
Tengo miedo de verte
necesidad de verte
esperanza de verte
desazones de verte
tengo ganas de hallarte
preocupación de hallarte
certidumbre de hallarte
pobres dudas de hallarte
tengo urgencia de oírte
alegría de oírte
buena suerte de oírte
y temores de oírte
o sea
resumiendo
estoy jodido
y radiante
quizá más lo primero
que lo segundo
y también
viceversa.
- Mario Benedetti
quarta-feira, outubro 05, 2011
Casi nunca – Daniel Sada
terça-feira, outubro 04, 2011
Em busca de mim mesmo ou do(a) narrador(a)
Herberto Helder
"O texto é um tecido de sitações oriundas dos mil focos da cultura"
BARTHES ( A morte do autor)
A leitura mais subjetiva que se possa imaginar nunca passa de um jogo conduzido a partir de certas regras."
BARTHES (Escrever a leitura)
A foto eu peguei emprestada deste sítio mas posso devolvê-la quando quiserem:
http://eumlugaraosul.blogspot.com/2011_01_01_archive.html
Gaston Bachelard
Descer no porão é sonhar, é perder-se nos distantes corredores de uma etimologia incerta, é procurar nas palavras tesouros inatingíveis. Subir e descer, nas próprias palavras, é a vida do poeta. Subir muito alto, descer muito baixo; é permitido o poeta unir o terrestre ao éreo. "
(Apud Fernando Paixão, O que é poesia. São Paulo: Brasiliense,1998, p.80.)
segunda-feira, outubro 03, 2011
domingo, outubro 02, 2011
Alfama
Madredeus
Agora,
que lembro,
As horas ao longo do tempo;
Desejo,
voltar,
voltar a ti,
desejo te encontrar;
Esquecida,
em cada dia que passa,
nunca mais revi a graça
dos teus olhos
que amei.
Má sorte, foi amor que não retive,
e se calhar distraí-me...
- Qualquer coisa que encontrei.
sábado, outubro 01, 2011
A Tempestade (Madredeus)
Madredeus
A grande nuvem escura vai-se embora
Dissolve-se a loucura da tormenta
A maré recua agora plana e lenta
As gaivotas largam terra sem demora
Sobrevoam sem ruído o seu rochedo
De tanta vaga e espuma já dormente
Enquanto o sol que brilha novamente
Lá beija a areia toda já sem medo
Fui ver
Fui ver
A tempestade
Vim a correr
Fui ver
Fui ver
A tempestade
Vim-te dizer
Destroços de madeira na corrente
Deixam ver o que em tempos foi uma proa
Pintada de carinho e muitas côres
Ao estilo desta nossa boa gente
Fica o drama dos que esperam na falésia
Por quem deus já destinou à eternidade
E é lição que contra deus não há vontade
Fica a fúria calma da grande saudade
quinta-feira, setembro 29, 2011
Los columpios
Los columpios no son noticia,
son simples como un hueso
o como un horizonte,
funcionan con un cuerpo
y su manutención estriba
en una mano de pintura
cada tanto,
cada generación los pinta
de un color distinto
(para realzar su infancia)
pero los deja como son,
no se investigan nuevas formas
de columpios,
no hay competencias de columpios,
no se dan clases de columpio,
nadie se roba los columpios,
la radio no transmite rechinidos
de columpios,
cada generación los pinta
de un color distinto
para acordarse de ellos,
ellos que inician a los niños
en los paréntesis,
en la melancolía,
en la inutilidad de los esfuerzos
para ser distintos,
donde los niños queman
sus reservas de imposible,
sus últimas metamorfosis,
hasta que un día, sin una gota
de humedad, se bajan
del columpio
hacia sí mismos,
hacia su nombre propio
y verdadero, hacia
su muerte todavía lejana.
FÁBIO MORABITO
quarta-feira, setembro 28, 2011
sábado, setembro 24, 2011
Duelo por Miguel Pruneda
sexta-feira, setembro 23, 2011
"And the hippos were boiled in their tanks"
quinta-feira, setembro 22, 2011
quarta-feira, setembro 21, 2011
terça-feira, setembro 20, 2011
Flight to quality
Almarkets
domingo, setembro 18, 2011
sábado, setembro 17, 2011
Se acordar de Larsen
sexta-feira, setembro 16, 2011
Dichos

quinta-feira, setembro 15, 2011
quarta-feira, setembro 14, 2011
Sobre o gozo da escrita
terça-feira, setembro 13, 2011
A acensão do romance

IAN WATT
Gravura: Thomas Reid (1710- 1796)
Sepa (o ?Quién sabe?)

Admito sua onipresença
creio em minha derrota
busco meu lugarde ser, mesmo assim
Os fatos são teimosos disse o grande russo
Alchistes
Time and Eternity
XXIV
AFRAID? Of whom am I afraid?
Not death; for who is he?
The porter of my father’s lodge
As much abasheth me.
Of life? ‘T were odd I fear a thing
That comprehendeth me
In one or more existences
At Deity’s decree.
Of resurrection? Is the east
Afraid to trust the morn
With her fastidious forehead?
As soon impeach my crown!
Emily Dickinson
http://www.bartleby.com/113/index4.html
domingo, setembro 11, 2011
sábado, setembro 10, 2011
Da Maria Rita Khel
sexta-feira, setembro 09, 2011
quinta-feira, setembro 08, 2011
Sobre um encontro de escritores contemporâneos numa grande cidade do hemisfério sul
quarta-feira, setembro 07, 2011
Da ipseidade
terça-feira, setembro 06, 2011
"A paz cultural"

"Dizer que há uma cultura burguesa é falso, porque é toda a nossa cultura que é burguesa (e dizer que a nossa cultura é burguesa é um truísmo cansativo, que subsiste em todas as universidades). Dizer que a cultura se opõe a natureza é incerto, porque nãos se sabe muito bem onde ficam os limites de uma e de outra: onde está a natureza no homem? Para dizer-se homem, o homem precisa de uma linguagem, isto é, da própria cultura. No biológico? Encontram-se hoje no organismo vivo as mesmas estruturas que no sujeito falante: a própria vida está construída como uma linguagem. Em resumo, tudo é cultura, da roupa ao livro, da comida à imagem, e a cultura está por toda parte, de uma ponta a outra das escalas sociais. Essa cultura, decididamente, é um objeto bem paradoxal: sem contornos, sem termo oposicional, sem resto."
ROLAND BARTHES
sábado, setembro 03, 2011
Da ipseidade
"Não pode haver uma totalidade da comunicação. Com efeito, a comunicação seria a verdade se ela fosse total."
Paul Ricoeur
http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/paul-ricoeur
quarta-feira, agosto 31, 2011
domingo, agosto 28, 2011
Ao meu ver (Pichação na Rebouças)
"Aqui ninguém vai pro céu"
CRIOLO
Aquela mulher não gosta de seus seios. Pois são belos e grandes, logo, todos teimam em encará-los e se esquecem de encará-la.
Aquele cara não devia estar cagando e cagado no meio da rua, provavelmente não saiba que está no meio da rua. A vida pode ser uma merda, bem grande e fedorenta.
Eu não podia escrever sobre eles, eles não me autorizaram, não é legítima minha prosa, não tem sabor, nem tom, mas talvez já tenha odor e algumas poucas imagens.
























