quarta-feira, fevereiro 20, 2019

Cursilerías, Remedios y yo


Entre cartas de amor, cadáveres exquisitos, golondrinas ardorosas sueño Remedios. Remedios se encuentra en el salón D. En el piso de arriba, por supuesto, en el museo de arte moderna en Chapultepec. Remedios flota en sus sueños, en mis sueños, en nuestros sueños de perros románticos, aquí, o mientras trabajamos, rezamos y estudiamos en la madrugada, juntos. Remedios sigue flotando en sus sueños, sus tintas, vapores, estrellas, metáforas, hipérbatos. Sigue huyendo de sí, consigo. Sus máscaras, cachivaches, maquinarias, carricoches, barcos, su biblioteca, sus pequeñas chucherías son sus huellas. Pero Remedios Varo habita sus pesadillas voluntariamente, Remedios habita nuestras pesadillas voluntariamente. Óleo sobre masonite, Remedios nos habita voluntariamente. Remedios y sus golondrinas ardorosas nos habitan pues la pintura, tal cual la poesia, es para valientes pues las cosas casi siempre andan gruesas. Remedios deambula en la madrugada por la Ciudad de México mientras un globo en mi pecho explota iluminando esta ciudad, o, a lo mejor, es la Luna.

sábado, fevereiro 16, 2019

La luna me traicionó (O mi obsesión)


pensé que mi caso de amor era un bolero clásico
más bien es una bachata
soy feliz pero estoy triste

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

Pa' aprender español chingón:

Escuchar a Café Tacuba (no caimanes :)
un shot de Paz por la semana
un tarro de Garro diário

Persona

     ULISSES
mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo —
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.

(Pessoa)

segunda-feira, fevereiro 11, 2019

chingones parques chilangos




"así va la poesía/
                    y para ella
no tengo sino alabanzas"

parques de rucos árboles
de caducos verdes
de verdes oscuros
zanates

cada flor 
cada perro
un olor

y el español aguamiel
escorre de las bocas
rucas, jóvenes e infantiles

"hoy podría hablar de líbido &cognacs/ de ovnis & carrozas"

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

Tepoztlán




¿Los sismos son  la revancha de los dioses mesoamericanos contra la Iglesia europea y católica?

Panteón de campanas
campanas rotas
campanas suicidas
chistes y ruínas

quinta-feira, janeiro 03, 2019

Peixes milagrosos

(Paul Klee - Carnaval)
Pátinas de um arrebol via Embratel me esclarecem. Mas como é possível me ignorar, meu assombro, ando perdido em espelhos convexos ao ponto de partir. Ponto de fuga, embora preso em pesadelos. Sonho ainda com detetives gelados. Sonho com detetives selvagens. Sonho com cães românticos e amores brutos. Perdido em meio a tipos cautelosos. Entendo a noite-oceano e suas sombras porque me lanço no mundo.

terça-feira, dezembro 25, 2018

Uma realidade estranha

"Somente a ideia da morte torna o homem suficientemente desprendido para ser capaz de se entregar a qualquer coisa. Um homem assim, porém, não tem anseios, pois adquiriu uma amor calado pela vida e por todas as coisas da vida. Sabe que a morte o acompanha e não lhe dará tempo de se agarrar a nada, de modo, de modo que ele experimenta sem ansiar, tudo de todas as coisas."

CARLOS CASTAÑEDA



domingo, dezembro 23, 2018

terça-feira, dezembro 18, 2018

subsistir & insistir (brincando com Valéry)


Medo do porvir sugeriu Paula C. Talvez, tal vez. Talvez medo do Tempo. Medo da Morte. - Alô, iniludível! Medo do vazio, medo de renascer. Medo do Sono. Medo do sonho. "Au commencement sera le Sommeil. Animal profondément endormi"(...)

"Fizeste para ti uma ilha de tempo, tu és um tempo que se desprendeu do Tempo enorme no qual tua duração infinita subsiste e se eterniza como um anel de fumo. Não há pensamento mais estranho, mais piedoso; não há maravilha mais próxima. Diante de ti meu amor é inesgotável" (Paul Valéry - Alfabeto - Obra feia por encomenda)


segunda-feira, dezembro 17, 2018

talvez tal vez, escrever poesia seja uma forma de pedir desculpas, talvez...

(Despedida - Remedios Varo)

"La mención de Sor Juana es la gota que colma el vaso" 
(COLEI não sei de qual leitura)

"Hecho que me sorprende, porque nunca
Fue para mí otra cosa que una amiga.
Nunca tuve con ella más que simples
Relaciones de estricta cortesía,
Nada más que palabras y palabras
Y una que otra mención de golondrinas.
La conocí en mi pueblo (de mi pueblo
Sólo queda un puñado de cenizas),
Pero jamás vi en ella otro destino
Que el de una joven triste y pensativa
Tanto fue así que hasta llegué a tratarla
Con el celeste nombre de María,
Circunstancia que prueba claramente
La exactitud central de mi doctrina.
Puede ser que una vez la haya besado,
¡Quién es el que no besa a sus amigas!
Pero tened presente que lo hice 
Sin darme cuenta bien de lo que hacía.
No negaré, eso sí, que me gustaba
Su inmaterial y vaga compañía
Que era como el espíritu sereno
Que a las flores domésticas anima.
Yo no puedo ocultar de ningún modo
La importancia que tuvo su sonrisa
Ni desvirtuar el favorable influjo
Que hasta en las mismas piedras ejercía.
Agreguemos, aún, que de la noche
Fueron sus ojos fuente fidedigna."

trecho de Es Olvido

(Nicanor Parra)

quarta-feira, dezembro 12, 2018

Labirinto, a vida, labirinto, a morte (feito pra transbordar)


máquinas desejantes
e flores que flutuam no ar
lunar lunares
numa tela de cinema
nesta oficina se processa toda produção
meu câncer: corte-fluxo
minha morte: enche-esvazia
errando num mundo perverso enfeitiçado fetichista

sexta-feira, novembro 30, 2018

depois de Auschwitz

ecos de acontecimentos
meandros
liames
enleios
enredos
errantes palavras
brincando pra valéry
descordenando artesanias
descartando razões

(... "escrever um poema após Auschwitz é um ato bárbaro, e isso corrói até mesmo o conhecimento de por que hoje se tornou impossível escrever poemas".)

domingo, novembro 25, 2018

Marielle Franco


recolher rastros
decifrar restos
cuidar da memória dos mortos
nesta noite
neste mundo

sexta-feira, novembro 23, 2018

Poesia: lunares


rastros e restos

gozo na falta 

(es)colho com o coração

cada lunar


terça-feira, novembro 20, 2018

promessas (de felicidade)



pequenas epifanias

sem exagero na dose

desejo

(sem inflacionar a tal felicidade - que chamamos assim tão descuidadamente)

cabeça segue trovoando, acredita?


Lunar:
lunares

pra qualquer parte
ou pra Marte?

Sabia que a Lua se afasta da gente quase 2 cm por ano? Sabia que provavelmente um dia ela será engolida pelo Sol?

segunda-feira, novembro 19, 2018

FLT


Falta:
lemos para nos alcoilizarmos
assistimos a novela para esquecer
bebemos para pensar outros mundos
sexo para esquecer que morremos
poesia para contestar
e politicamos para esquecer de nós mesmos.

quarta-feira, novembro 14, 2018

O livro da escada e a esperança (Liber Scale Machometi)



Tinha me esquecido como se chama a esperança, quero dizer, um inseto verde, um pouco parecido com o grilo e  provavelmente sul americano.
Ontem à noite antes de dormir as luzes já estavam todas apagadas menos a tela do computador, talvez foi esta sorte que atraiu a esperança pro meu quarto.

Estava Tom Zé no spotfy e a esperança entrou pela janela do meu quarto, em minha vida, e se repousou sobre a bandeira tricolor mexicana. Enquanto isso noutra parte do mundo alguém encontrava mais uma tradução do Livro da escada de Maomé.

sábado, novembro 10, 2018

The philosophy of composition


Dénouement: unnecessaurus, my students say. Well, I'd rather think about my favorite readings, my favorite authors, reread them then mix them up with some other texts and images from my mind. Then voilà! Bricolage is the answer, pastiche is the alternative to cope with more than 40.000 years of story telling. I told my students, they thought it was cool. It seems evident, it is not too hard to master. Of corns my horns!