domingo, agosto 18, 2013
sexta-feira, julho 26, 2013
Traduzindo livremente trechos dos Diários de Pizarnik
Entro numa livraria desconhecida. Me dirijo às estantes coloridas, cheia de curiosidade e tensa de emoção. A esperança de achar "algo novo" é quebrada pela voz do empregado que me pergunta que títulos busco. Não sei o que lhe dizer. Ao fim, me lembro de uma obra. Não tem. Queria seguir olhando, porém sentia sobre mim o peso do olhar comerciante, tão estreito e desaprovador diante de alguém que "não sabe" o que quer. Sempre o mesmo!
Sempre há que aparentar a possessão de um fim! Sempre o caminho corretamente marcado!
Dia Dês

"Ainda que fôssemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa própria passividade seria uma forma de acção." SARTRE
Dia de dexistir. Dia de desistir de você. Desistir de mim. Dia de derrelição. Dia de drama mine. "Derrelição. Não, não parece triste, talvez porque as duas primeiras sílabas lembrem derrota, e lição é sempre muito chato". Dia de derrota. Dia de Senhora D. Dia de difenidramina. Dia do Livro do Desassossego. Dia de dimenidrinato. Dia de dolor y duelo. Dia de demagogia. Dia de desculpas. Dia de meus e seus demônios. Dia de dormir profundamente. "How I Dearly Wish I Was Not Here". Sempre desquiciado. Mais um dia desalmado, desanimado. Mais um dia de desastres. Dia de des-... Todos os dias.
(195)"As civilizações parece não existirem senão para produzir arte e literatura; é, palavras, o que delas fala e fica" (LIVRO DO DESASSOSSEGO)
Para Biathan, que nunca desistiu, e Margarida.
Obra: La Valse, Camille Claudel
Derrelição ( o ano do porco )

"compreender o quê?
isso de vida e morte, esses porquês"(...)
(...)"Porco-Menino,
menino-porco, tu alhures algures acolá lá longe no alto aliors, no
fundo cavucando, inventando sofisticadas maquinarias de carne, gozando o
teu lazer: que o homem tenha um cérebro sim, mas que nunca alcance, que
sinta amor sim mas nunca fique pleno, que intua sim meu existir mas que
jamais conheça a raiz do meu ínfimo gesto, que sinta paroxismo de ódio e
de pavor a tal ponto que se consuma e assim me liberte, que aos poucos
deseje nunca mais procriar e coma o cu dos outros, que rasteje faminto
de todos os sentidos, que apodreça, homem, que apodreças, e decomposto,
corpo vivo de vermes, depois urna de cinza, que os teus pares te
esqueçam, que eu me esqueça e focinhe a eternidade à procura de uma
melhor idéia, de uma nova desengonçada geometria, mais êxtase para a
minha plenitude de matéria, licores e ostras...”
Senhora D.
Gespenst eines Genies (O fantasma de um gênio) PAUL KLEE
sábado, julho 20, 2013
"Weird fishes"
In the deepest ocean
The bottom of the sea
Your eyes
They turn me
Why should I stay here?
Why should I stay?
I'd be crazy not to follow
Follow where you lead
Your eyes
They turn me
Turn me into phantoms
I follow to the edge
Of the earth
And fall off
Yeah, everybody leaves
If they get the chance
And this is my chance
I get eaten by the worms
And weird fishes
Picked over by the worms
And weird fishes
Weird fishes
Weird fishes
Yeah I, I’ll hit the bottom
Hit the bottom and escape
Escape
I, I hit the bottom
Hit the bottom and escape
Escape
The bottom of the sea
Your eyes
They turn me
Why should I stay here?
Why should I stay?
I'd be crazy not to follow
Follow where you lead
Your eyes
They turn me
Turn me into phantoms
I follow to the edge
Of the earth
And fall off
Yeah, everybody leaves
If they get the chance
And this is my chance
I get eaten by the worms
And weird fishes
Picked over by the worms
And weird fishes
Weird fishes
Weird fishes
Yeah I, I’ll hit the bottom
Hit the bottom and escape
Escape
I, I hit the bottom
Hit the bottom and escape
Escape
segunda-feira, julho 15, 2013
"Not Even Jail"
I'll lay down my glasses
I'll lay down in houses
If things come alive
I'll subtract pain by ounces
Yeah, I will start painting houses
If things come alive
I promise to commit no acts of violence
Neither physical or otherwise
If things come alive
I'll say it now
I'll say it now
Say it now
Oh I'll say it now
Cause I want it now
When personality is scarred tissue
We travel South if it's use
I'm subtle like a lion's cage
Such a cautious display
Remember take hold of your time here
Give some meanings to the means
To your end
Not even jail
We marshal in the days of longing
We tremble like anyone's children
And wait to watch the fire
Repairing on the side of caution
Betraying no other symptom
But girl you shake it right
I will bounce you on the lap of silence
We will free love to the beats of science
And girl you shake it right
I'll say it now
Oh but hold still darling your hair so free
Can't you feel all the warmth of my sincerity
You make motion when you cry
You're making peoples lives feel less private
Don't take time away
You make motion when you cry
We all hold hands
can't we all hold hands
When we make new friends
I pretend like no one else
To try to control myself
I'm subtle like a lion's cage
Such a cautious display
Remember take hold of your time here
Give some meanings to the means
To your end
Not even jail
segunda-feira, junho 17, 2013
Sobre as manifestações em São Paulo (#3,20)
Faz muito
tempo que nós não vemos tanta mobilização, tanto interesse por novas idéias,
tanta crença na força da descrença, na força do desencanto como hoje.
VLADIMIR SAFATLE (Há dois meses antes do início das manifestações)
VLADIMIR SAFATLE (Há dois meses antes do início das manifestações)
Às ruas
As manifestações em São Paulo,
cidade brasileira mais populosa da América do Sul e um dos principais pólos
financeiros do país, tem excitado a curiosidade de muita gente. Tanto a opinião pública, quanto
os formadores de opinião e a mídia subserviente e conservadora ainda não tem
conseguido analisar o que acontece na cidade. Além do âmbito nacional, os
protestos têm inclusive intrigado a imprensa internacional assim como
movimentos populares na Europa em apoio aos manifestantes brasileiros.
Os brasileiros conhecidos
mundialmente por sua cordialidade, suas festas e o futebol voltam às ruas
depois de longos anos de desmobilização. A última grande manifestação dos “cara-pintadas”
1992, tinha sido capitalizada pelos estudantes e o Partido dos Trabalhadores
foi um movimento contra a corrupção e a favor do impeachment do ex-presidente
Fernando Collor. Esse movimento levou milhares de pessoas às ruas em todo o
país, inclusive em São Paulo.
As mobilizações pacíficas atuais
que surgiram inicialmente contra o aumento das tarifas do transporte urbano
foram abordadas por uma polícia despreparada e talvez herdeira dos métodos de
repressão de uma ditadura ferrenha (1964 – 1985) de mais de 20 anos. Os
governantes, tanto o prefeito quanto o governador do Estado de São Paulo estavam
ausentes, ambos em uma viagem de negócios a Paris. Alinhados no discurso, se
pronunciaram dizendo que se tratava apenas de um “grupinho de vândalos”. O
detalhe é que o que eles chamaram de “grupinho de vândalos” estava representado
nas ruas por mais de 10 mil participantes nas manifestações.
Vamos para o quinto protesto
organizado e a violência policial só faz crescer o número de pessoas indignadas
com as mazelas do Estado e o barbarismo militar. A mídia nacional
condescendente com o autoritarismo do Estado tem exigido mais “energia” para
conter as manifestações alegando que os insurgentes não passam de baderneiros
da classe média branca mimados e sem aparente causa justa . Já a cobertura
internacional têm visto os confrontos, se é que podemos chamar assim pois a
violência parte geralmente da polícia, com mais cautela e crítica. Vêem, por
exemplo, o desencanto e a descrença principalmente dos jovens com os políticos brasileiros.
O prefeito Haddad do Partido dos
Trabalhadores (PT) mais uma vez não quis escutar parte de suas bases, pois
desde o começo de seu mandato foi requisitado por uma greve de professores que
são historicamente parte dos eleitores de seu partido. Não houve diálogo e a
dificuldade de organização da categoria assim como a debilidade de seu
sindicato levaram a greve ao fracasso. Agora seria a vez de ele ouvir jovens
estudantes, trabalhadores e parte da classe média. Em vez disso se alia ao
Governador conservador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e sua já
reconhecida truculência. Assim até agora não houve diálogo de fato e o prefeito
perplexo e pressionado pelo novo cenário
não sabe o que fazer, tratando um caso político como caso de polícia.
sexta-feira, junho 07, 2013
Sobre a meritocracia
" A dominação social moderna é produzida por um engodo, uma fraude, uma mentira compartilhada por todos os privilegiados."
JESSÉ DE SOUZA
JESSÉ DE SOUZA
quinta-feira, junho 06, 2013
Mama you know
Hay golpes en la vida, tan fuertes... ¡Yo no sé!
Golpes como del odio de Dios; como si ante ellos,
la resaca de todo lo sufrido
se empozara en el alma... ¡Yo no sé!
Son pocos; pero son... Abren zanjas oscuras
en el rostro más fiero y en el lomo más fuerte.
Serán tal vez los potros de bárbaros Atilas;
o los heraldos negros que nos manda la Muerte.
Son las caídas hondas de los Cristos del alma
de alguna fe adorable que el Destino blasfema.
Esos golpes sangrientos son las crepitaciones
de algún pan que en la puerta del horno se nos quema.
Y el hombre... Pobre... ¡pobre! Vuelve los ojos, como
cuando por sobre el hombro nos llama una palmada;
vuelve los ojos locos, y todo lo vivido
se empoza, como charco de culpa, en la mirada.
Hay golpes en la vida, tan fuertes... ¡Yo no sé!
VALLEJO
Golpes como del odio de Dios; como si ante ellos,
la resaca de todo lo sufrido
se empozara en el alma... ¡Yo no sé!
Son pocos; pero son... Abren zanjas oscuras
en el rostro más fiero y en el lomo más fuerte.
Serán tal vez los potros de bárbaros Atilas;
o los heraldos negros que nos manda la Muerte.
Son las caídas hondas de los Cristos del alma
de alguna fe adorable que el Destino blasfema.
Esos golpes sangrientos son las crepitaciones
de algún pan que en la puerta del horno se nos quema.
Y el hombre... Pobre... ¡pobre! Vuelve los ojos, como
cuando por sobre el hombro nos llama una palmada;
vuelve los ojos locos, y todo lo vivido
se empoza, como charco de culpa, en la mirada.
Hay golpes en la vida, tan fuertes... ¡Yo no sé!
VALLEJO
terça-feira, junho 04, 2013
Temporary relief
To Bia and Dag, my role models.
Evasive... I feel far away from writing and reading these days - that is, everything seems so complicated.(studying, don't even mention... I feel like a professional slacker but regreting...). Today I've got good news: they've called me back from an English school wich I'd love to work for. So they said: I had succeeded in the writing test (I believe in miracles) besides, they asked me if I want to keep on going through alll the procedures for being hired, eventually. You know the rest, steady job, prompt pay day, paid vacations ... It's being a long time I do not know what these things mean. I guess there is hope for me.
Evasive... I feel far away from writing and reading these days - that is, everything seems so complicated.(studying, don't even mention... I feel like a professional slacker but regreting...). Today I've got good news: they've called me back from an English school wich I'd love to work for. So they said: I had succeeded in the writing test (I believe in miracles) besides, they asked me if I want to keep on going through alll the procedures for being hired, eventually. You know the rest, steady job, prompt pay day, paid vacations ... It's being a long time I do not know what these things mean. I guess there is hope for me.
sexta-feira, maio 31, 2013
Anamnese
A incapacidade de narrar talvez esteja na falta de memória. Por que fragmentos tão curtos e enviesados? Por que fragmentos? Como emendá-los? Como gostaria de ter a memória de P. Como gostaria de me apossar das perguntas certas ou pelo menos algumas respostas...
'Um buraco na noite
subitamente invadido por um anjo'
PIZARNIK
quarta-feira, maio 29, 2013
Versos roubados
"Pero
hace tanta soledad
que las palabras se suicidan."
que las palabras se suicidan."
salto em direção à luz
salto na sombra
na escuridão
em busca do amanhecer
esse amnhecer
mais noite que a noite
segunda-feira, maio 27, 2013
sexta-feira, maio 24, 2013
OSSOS DO OFÍDIO
Ontem, um aluno me disse que a linguagem utilizada na poesia de Drummond era difícil. Fico me perguntando quão familiarizado ele está com a leitura de poesia de uma maneira geral. No meu caso, nunca tive o hábito de ler poesia até ingressar na faculdade e continuo tendo dificuldades na sua leitura. O livro , em especial, sobre o qual o aluno reconhecia seu problema era O sentimento do mundo. Vou dar uma olhada.
ps. O aluno até me perguntou se o Drummond era português pois estava muito difícil de ler.
ps. O aluno até me perguntou se o Drummond era português pois estava muito difícil de ler.
quinta-feira, maio 23, 2013
A metafísica dos textos que tenho pra ler
A Lei, a norma e a Justiça. Estamos falando a mesma língua? Estamos tratando do mesmo assunto? Estava lendo um texto para aula do Jaime. O texto se chama O sujeito e a norma de Gerd Bornheim. Esse texto me faz lembrar O mal estar da civilização. Estava dando prea entender alguma coisa até que chegou no Kant ... O problema não foi Kant nem suas proposições ... Mas a própria afirmação de Bornheim: "E, em última análise, o feito maior da burguesia, relativamente ao passado, está na progressiva - e rápida - destituição do fundamento real ou da figura da norma - a Justiça já não habita os palcos."
sexta-feira, maio 10, 2013
O segundo sexo
hoje no cursinho o companheiro Renan me perguntou, numa aula sobre gênero, o que é que define a mulher ... eu queria ter respondido aquilo que Sartre um dia escreveu e virou epígrafe no Segundo Sexo: "Metade vítimas, metade cúmplices, como todo mundo."
FOTO ROUBADA DO BLOG: http://desdequeestamosaqui.blogspot.com.br/
FOTO ROUBADA DO BLOG: http://desdequeestamosaqui.blogspot.com.br/
domingo, maio 05, 2013
quinta-feira, maio 02, 2013
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