sábado, março 21, 2020

A vida breve

sonhos impermeáveis
velha ficção científica
velhas leituras
velhos signos
pequenos fracassos
uma sucessão de mal entendidos
todo mal entendido é suportável disse J. M. B.

terça-feira, março 10, 2020

avenida madrugada

entre o amor e os chinelos
lapsos
o silêncio sumindo por aí
nas calçadas passos oblíquos 
discussões bêbadas
autorreferenciais
cachorros rompem sincopando o silêncio

motos, carros e ônibus rompem rolando borrachas no asfalto

quinta-feira, março 05, 2020

detetive adormecido

passadas autorreferenciais
fragmentos superpostos
 cumprimentos olímpicos
rostos singulares 
sorrisos maneirísticos e ordinários 
conversas elementares e secretas
percebo fragmentos 
tal qual ascensorista meio curioso
às vezes, emérito mergulhador
às vezes, turista em férias

sábado, fevereiro 29, 2020

Bolaño Pizarnik Leminski Symborska



Despreparado para o acidente glorioso
Despreparado para a honra de viver
Às vezes sou mergulhador profissional
Às vezes, turista desajeitado

sábado, fevereiro 15, 2020

Bolaño

Entre verdades narrativas, pálpebras elétricas, poetas ridículos e heroicos vou colhendo as tramas e as líricas de um leitor onívoro e voraz. Amizade e violência, sexo e morte, estética e humor, pessimismo e lirismo se misturam em um tsunami de textos.

...
"entendo que as palavras essenciais,
as que me exprimem, estarão nessas folhas
que não sabem quem sou, não nas que 
escrevo."
Borges

terça-feira, fevereiro 11, 2020

Pizarnik e sua poética

Poema

Tú eliges el lugar de la herida
En donde hablamos nuestro silencio.
Tú haces de mi vida
esta cerimonia demasiado pura.

Alejandra Pizarnik - Los trabajos y las noches - 1965

Poética feita de corpo e de sede. Escrita feita de paciência e resistência. Artifício também feito de sangue, medo, sexo e memória da infância. Memória que incuba recordações e signos que às vezes se precipitam sobre o papel e novamente são trabalhados, (re)significados. Não é uma poética feita apenas de intelecto ou imaginação. Sua poética é do desalento, de sofrer e suportar, poesia ferida no corpo, poética de língua castrada. Sua poética é feita de ausências e palavras que não fazem o amor.  Uma poética de sombras e extraordinários silêncios. Poética de miradas que pulverizam nossos olhos de leitor.

segunda-feira, fevereiro 10, 2020

Silogismo barato;

Silogismo vulgar:

O romance é como o capital
Ambos vivem em crise
desde que eu nasci

Ou o capital é como o romance
Ambos vivem da crise
desde que eu nasci
(Ou desde 1916 segundo as más línguas)

E o capital segue construindo hidro-elétricas
E os pequeno-burgueses seguem escrevendo romances

terça-feira, outubro 15, 2019

Lição de casa (Leyla Perrone-Moisés)

"Traduzir é entrar na dança. Para o tradutor, o texto é uma coreografia; a notação das figuras e dos passos que se deve reexecutar."

terça-feira, setembro 24, 2019

Para Ana C.

Sou tão vulgar e te procuro em mercadorias.
Pago 75,90 por teu corpo
talvez valha mais, talvez valha menos...
Tua loucura me acalma
e ninguém se importa
é domingo
Depois de algumas horas fujo,
balbuciante,
de sua magia infernal, 
de meus sonhos, 
e venero relógios
não sei contar por conta própria
e continuo com os autores tentaculares.

sexta-feira, julho 19, 2019

Ciudad de México (Todo lo que se puede decir sobre ella es mentira)

Una quimera sin sentido
para amadores como tú y yo
apresados por nuestros folclorismos de infancias provincianas.

quarta-feira, junho 26, 2019

Regra de três metafísica (Lendo O Mito de Sísifo)

                                                                                                                   (2018)                                                                 

Jaspers está para o fio de Ariadine tal qual
Heidegger está para X.

segunda-feira, junho 24, 2019

La Ciudad de México (Todo lo que se puede decir sobre el DF es mentira)


La Ciudad de México nos ofrece metáforas a nosotros extranjeros, creo que más o menos eso fue bien dicho por un gran poeta chileno. La ciudad nos regala sus colores y formas mientras caminamos sobre sus banquetas por calles y avenidas. Mientras caminamos atropellados por imágenes y metáforas que matan algunos de sus propios poetas. Bajo la tutela de los vientos también aprendemos a volar.  

sábado, junho 22, 2019

busca (pic. Anka Zhuravleva)

Sigo la poesía en una librería de viejo

sigo leyendo en deScomposición
y tengo hambre de lo prohibido
y tengo hambre de las sobras
hambre de meterme moscas dulces y negras en mi boca

sigo leyendo
y sigo escribiendo mal y nadie me quiere
sigo escribiendo cuando estoy triste y nadie me lee a mi

Clarice (Pic Archimboldi)

                                       
                                               Se prepara para la soledad


con olimpica disciplina 
aparte resignada involuntariamente
y maniteada a una camilla

¿por qué se las llaman esposas?

pasos aturdidos de un delantal medio ceniza ¿o sería azul?


¿no sería la aguja de la muerte?

si lo fuera tendría mucha suerte
un vaso de agua o de leche sin azúcar
y la sonrisa de una flor

terça-feira, junho 18, 2019

todo puede ser poesía decía Nicanor Parra, decían los infras

dizia Manuel Bandeira, Manoel de  Barros, dizia todo mundo que é


¿Cuál es el valor estético de mi llanto frente a un texto?

¿En que consiste la poesía, Jim?


segunda-feira, junho 17, 2019

la verdad (Foto: Anka Zhuravleva)



Photo by A. Zhuravleva


Lo que te quería decir de veras es que las palabras no hacen el amor, hacen la ausencia, pero eso ya fue bien dicho por Pizarnik, hace mucho, en una noche, en este mundo. "(Todo lo que se puede decir es mentira)"

quarta-feira, junho 05, 2019

Cosas para se preguntar en México


¿ Cómo mueren los poetas en la CDMX?

¿Cómo eran las rodillas de Frida Kahlo?

¿Cuántos zopilotes pasaban por la cabeza de Tablada al día?

¿Por qué l@s mejores poetas son jóvenes?

¿Por qué l@s jóvenes son más valientes?

¿Cuál es el centro de gravidad de algunos edificios mexicanos?

¿Con qué sueñan los arquitectos mexicanos?

¿Qué desayunan los valientes trabajadores de la limpieza de la ciudad?

¿Cuál es la edad cuando no se coquetea más en México?

¿Cuántos libros se pueden llevar bajo el brazo?

¿Cuántos libros se pueden llevar prestado de una biblioteca pública?

¿Todos los pajaros de la ciudad son omnívoros?

¿Los zanates solo cantan mientras pavonean sus parejas?

¿Esquites o camotes?

¿Quien fue más valiente Natalia Sedova o Trotsky?

¿Cuáles son los tres colores preferidos de la chilangas bandas?

etc Y tals... (Se aceptan contribuiciones y comentários o respuestas)

terça-feira, junho 04, 2019

Sobre o suicídio


  Suicídio pode ser considerado por muitos um tabu. Ou pelo menos, um assunto que mistura assuntos: privados e sociais, por exemplo. Definir o que é mental e o que é cerebral também entra na conta dos suicidados. Por que na arte se vê e se fala mais do tema enquanto as estatísticas dizem que os casos mais recorrentes giram em torno de uma outra categoria de trabalhadores: os médicos?

  Dizem que este tabu está mais relacionado com as pessoas que não seguem nenhum tipo de religião. AInda assim se o suicida por azar tiver religião será desamparado em muitas delas. Há religiões que não fazem cerimonias diante do cadáver do suicida, há outras que o apartam dos escolhidos no próprio cemitério. Enfim, a questão, ou dogma, vem de muito longe e de tempos primevos as grandes civilizações.


domingo, junho 02, 2019

mientras lees otro poema, pienso en este



la Amada mía,
el dulce fin de mis deseos,
pudo haber sido una gran poeta
(mejor dicho, fue una gran poeta)
de
párpados muertos
párpados elétricos
párpados azules
párpados eternamente caídos
ojos carminosos

sálvate!

mientras les otro poema, pienso en este

Amada mía
dulce fin de mis deseos
pudo haber sido una gran poeta
(mejor dicho, fue una gran poeta)
de
párpados muertos
párpados elétricos
párpados azules
párpados eternamente caídos
ojos carminosos

sálvate