domingo, setembro 09, 2018

Invasiones bárbaras



Los impérios
Las conquistas
Naciones de peregrinas lenguas
Abisales diferencias
Y el perverso derecho a decir solamente sí

segunda-feira, setembro 03, 2018

Alcira Soust Scaffo


"Ésta será una historia de terror. Será una historia policiaca, un relato de serie negra y de terror. Pero no lo parecerá. No lo parecerá porque soy yo la que lo cuenta. Soy yo la que habla y por eso no lo parecerá. Pero en el fondo en el fondo es la historia de un crimen atroz."


segunda-feira, agosto 13, 2018

crônica e a indesejável das gentes

Hoje percebi que envelheço. Sinto pelos olhos dos outros. Uma gentil garota na barraca da feira livre me desejou feliz dia dos pais. Eu que nunca tive vontade de ter filho sozinho e não sabia o que dizer. No final da transação lhe disse que não tinha filhos mas mesmo assim lhe agradecia. Me sinto meio pai lhe disse: por cuidar dos filhos dos outros; sou professor, também lhe disse.
Bem, como disse dona Canô, 'quem não morre envelhece'.

segunda-feira, julho 30, 2018

Poema


para Antonio Cicero

poema objeto

poema palavra e provérbio

canção e profecia

poema 

significado e significante

forma e conteúdo

indivisível indivisíveis 

talvez uma forma de conhecer o mundo

confundindo subjetividade com objetividade




domingo, julho 22, 2018

CAPÍTULO V



" 'Que importa o nome do autor na capa? Vamos nos transportar pela imaginação para daqui a três mil anos. Sabe-se lá quais livros de nossa época terão sobrevivido e quais autores ainda serão lembrados. Haverá livros que continuarão célebres, mas que serão considerados obras anônimas, como é para nós a epópeia de Gilgamesh; haverá autores cujo nome permanecerá célebre, mas dos quais não restará nenhuma obra, como é o caso de Sócrates; ou talvez todos os livros remanescentes sejam então atribuídos a um único e misterioso autor, como Homero'. " Carta de Marana ao seu Editor - Se um viajante numa noite de inverno, CALVINO.

quinta-feira, julho 19, 2018

Se una notte d'inverno



- Gosto de saber que existem livros que ainda poderei ler - ela diz, certa de que à força de seu desejo devem corresponder objetos existentes, concretos, mesmo que ainda desconhecidos. Como acompanhar o passo dessa mulher, que sempre lê outro livro além daquele que tem diante dos olhos, um livro que ainda não existe, mas que, dado que ela o deseja, não pode deixar de existir? - Se um viajante numa noite de inverno, 1979, CALVINO.

quarta-feira, julho 18, 2018

Pequeños milagros o simplemente diálogos accidentales




Hoy hice un amigo, pues. Leía en el camión un libro muy chingón. Luego un joven muchacho se sentó a mi lado. Primero, buscó quitar a su celular. Después sacó un libro. Yo apenas guardaba mi novela. Luego, después de un rato, es decir, antes de bajarme, empecé una plática con el jovencito, pues. Por azar, conocía el autor de su libro, una novela brasileña poco conocida quizás. Además había un chiste sobre el autor que tenía muchas ganas de platicarle, o sea, sobre el autor y sus influencias. Se lo dije

segunda-feira, julho 16, 2018

toda memória de mim ou toda memória de luna

renascida outra vez
numa casa de barro
talvez num campo de arroz
acolhedora cheia de histórias
valente
e dividida como todos nós


sábado, junho 30, 2018

Lectores a secas

(Graciela Iturbide)

- ¿Qué cosas de todas las que le han dicho sus lectores en torno a sus libros lo han comovido?

- Me comueven los lectores a secas, los que aun se atreven a leer el Dicionario Filosófico de Volatire, que es una de las obras más amenas y modernas que conozco. Me comueven los jóvenes de hierro que leen a Cortázar y a Parra, tal como los leí yo y como intento seguir leyéndolos. Me conmueven los jóvenes que se duermen con un libro debajo de la cabeza. Un libro es la mejor almohada que existe.

(R. Bolaño)

quarta-feira, junho 27, 2018

Da visita



abismo da saudade

abismos da solidão

abismos da memória

memórias num abismo e saudades abissais

repouso,

os olhos pedem abraços

e a pele um toque, um beijo


sábado, junho 23, 2018

como leitores


fugitivos
desertores

drifters
daydreamers 

trotamundos
vagamundos

lectores
readers
leitores

sobre as praias de nossa ignorância
e face ao mar
 el mar
¡El mar! con su baba y con su epilepsia.

sexta-feira, junho 22, 2018

assombrado


habitado por amigos e livros
e por faltas
habitado por canções 
e por fantasmas

habitado por desejos
e por abismos
habitado por filmes


habitado por imagens
e por monstros de papel


habitado por silêncios
e ruídos
habitado por Remédios Varo

(tudo que se pode dizer é mentira)

'cause you got the music in you


your lips 
my lips 
rhyme
with 
apocalypse

domingo, junho 17, 2018

one autumn's night 1985

Para Mario Papasquiaro (foto)

Uma vez:

te chamei pro cinema
vc me convidou pruma pizza
te ofereci uma caipirinha
vc me retribuiu com histórias
da Casa de Barro
estórias de móveis partidos
histórias de camas partidas
compartilhamos risadas
e a lua
e um par de cervejas
Vc me chamou pra dar uma volta na Roosevelt
me convidou pra subir
eu queria dançar
Vc me ofereceu chá, seu mais lindo Luar
Lunar lunares
Fiquei pro café da manhã.
Como um poema escrito num muro,
me fez tão bem

segunda-feira, junho 11, 2018

Casa de Barro

"La luz es solo luz en la memoria de la noche"...
(Alejandra Pizarnik)

(Ilustración Troche)




quarta-feira, junho 06, 2018

Sonhos musicais

(por Remedios Varo)

Você em mim ecoa
Minha cabeça trovoa
Lunar lunares
Tenho dislexia poética
Seletiva
Fora de órbita

domingo, maio 27, 2018

As mil tias Maria

(Manifestación - de Antonio Berni)
Tia Maria era uma daquelas pessoas que Cernuda chamava de "Una pausa de amor entre la fuga de las cosas". Foi nossa matriarca, Úrsula de Ubajara. Tia acolhedora, tia mãezinha, tia avó, da risada infantil, tia de brilho e brio no olhar, tia do abraço apertado, tia da consolação, tia das histórias, tia valente, corajosa e resistente.

segunda-feira, abril 30, 2018

¿Somos todos perros románticos?


(Imagem por Carl Friederich Claus)

"As ideias perturbam a regularidade da vida"

Para Susan Sontag



E a imagem não satisfaz, nossa necessidade demasiadamente humana, nossa necessidade de evadir, viajar, experimentar o que em sã consciência não experimentaríamos. Assim continuamos obrigados a condicionar as manifestações de nossos desejos (alguns dizem espirito) as circunstancias  mutáveis da vida. Talvez nossa única essência seja a de sujeitos constituídos pela falta. Uma falta o um desejo por vezes inominável. Somos cães românticos? Detetives e buscamos algo que está sempre mais além? Buscamos pistas falsas.

Crises

O fragmento e o inacabado também são formas de nossos acidentes diários. Nossas palavras à beira do abismo, nossas feridas e faltas formam nosso eu e formam o outro.