O problema é este: eu deveria escrever todos os dias por pelo menos duas horas. Ler outras tantas. Escrever e ler sobre aquilo que me incomoda e que realmente importa.Principalmente refletir sobre aquilo que tenho de dizer e saber dizê-lo.
Estou fazendo um curso na facu sobre escrita mas ainda não me animei. Hoje eu faltei no curso. Tenho que estudar mais e guardar um tempo para escrever e ler.
quarta-feira, março 18, 2015
quinta-feira, março 12, 2015
terça-feira, março 10, 2015
segunda-feira, fevereiro 23, 2015
domingo, fevereiro 22, 2015
Jerusalém
Gonçalo M. Tavares escreve de uma maneira peculiar. Às vezes é necessário entrar nas suas histórias duas vezes, pela porta de trás, respirá-las. Tentar absorver o máximo de uma palavra que muitas vezes não acolhe mas estranha. Suas personagens são verossímeis ao ponto de sentirmos seus odores, tatos, suas exitações. Preciso ler a tetralogia do Reino.
sábado, fevereiro 21, 2015
Madrugada e Amor
Madrugada chegou
O sereno caiu
Meu amor de cansaço
Caiu nos meus braços
Sorriu e dormiu
Eu só queria
Que não amanhecesse o dia
Que não chegasse a madrugada
Eu só queria amor
Amor e mais nada
(Caetano Veloso)
sexta-feira, fevereiro 20, 2015
Bottled up
Ontem terminei de ler Jerusalém de Gonçalo M. Taveres. Comecei a ler a Poesia Completa de Pizarnik, isto pode me levar a caminhos e cores, lugares e atmosferas que não sei se estou preparado. Hoje à noite estou na casa da Fabi e do Dino e li sobre a vida das sereias pra Sophia dormir. Não terminei pois a Sophis dormiu antes. Preciso terminar o livro sobre as sereias amanhã.
sexta-feira, dezembro 26, 2014
terça-feira, novembro 04, 2014
Amor prohibido
César Vallejo
Subes centelleante de labios y de ojeras!
Por tus venas subo, como un can herido
que busca el refugio de blandas aceras.
Amor, en el mundo tú eres un pecado!
Mi beso en la punta chispeante del cuerno
del diablo; mi beso que es credo sagrado!
Espíritu en el horópter que pasa
¡puro en su blasfemia!
¡el corazón que engendra al cerebro!
que pasa hacia el tuyo, por mi barro triste.
¡Platónico estambre
que existe en el cáliz donde tu alma existe!
¿Algún penitente silencio siniestro?
¿Tú acaso lo escuchas? Inocente flor!
... Y saber que donde no hay un Padrenuestro,
el Amor es un Cristo pecador!
segunda-feira, novembro 03, 2014
Sueño
Estallará la isla del recuerdo.
La vida será sólo un acto de candor.
Prisión
para los días sin retorno.
Mañana
los monstruos del buque destruirán la playa
sobre el viento del misterio.
Mañana
la carta desconocida encontrará las manos del alma.
(Pizarnik)
terça-feira, setembro 30, 2014
Sin miedo ni esperanza
Hoy no acudí a una clase en la universidad pues no había leído los textos para una evaluación - la asignatura de lengua española. De modo que la licenciatura se me está yendo a la chingada otra vez. Me desperté temprano, fui a una biblioteca local y vacía para escribir un artículo que tengo que entregar el viernes en la universidad. Ese trabajo me dan ganas hacerlo pero la lectura de los detectives salvajes está más entretenida aunque sea en portugués. Sigo leyendo las aventuras de Juan García Madero, el narrador de la historia que me da aun más ganas de conecer al DF y abandonar a la licenciatura.
Meu amigo mexicano
Hoje perambulamos pela cidade. Conversamos sobre cinema, mulheres, música e livros. Depois tomamos um ônibus e fomos à PUC ouvir uns caras falarem sobre Bolaño.
LOS PERROS ROMÁNTICOS
En aquel tiempo yo tenía veinte años
y estaba loco.
Había perdido un país
pero había ganado un sueño.
Y si tenía ese sueño
lo demás no importaba.
Ni trabajar ni rezar
ni estudiar en la madrugada
junto a los perros románticos.
Y el sueño vivía en el vacío de mi espíritu.
Una habitación de madera,
en penumbras,
en uno de los pulmones del trópico.
Y a veces me volvía dentro de mí
y visitaba el sueño: estatua eternizada
en pensamientos líquidos,
un gusano blanco retorciéndose
en el amor.
Un amor desbocado.
Un sueño dentro de otro sueño.
Y la pesadilla me decía: crecerás.
Dejarás atrás las imágenes del dolor y del laberinto
y olvidarás.
Pero en aquel tiempo crecer hubiera sido un crimen.
Estoy aquí, dije, con los perros románticos
y aquí me voy a quedar.
quinta-feira, setembro 18, 2014
Da Preguiça
Suave preguiça, que do mau querer
E de tolices mil ao abrigo nos põe…
Por causa tua, quantas más ações
Deixei de cometer.
(Mario Quintana)
terça-feira, setembro 16, 2014
Festina lente
"O que está oculto não nos interessa" Wittigenstein
Perambular pela cidade em sua companhia. Seja qual for a cidade: Buenos Aires, São Paulo, Palermo ou Cidade do México.
"Não serei tão drástico: Penso que estamos sempre no encalço de alguma coisa oculta ou pelo menos potencial ou hipotética, de que seguimos os traços que afloram à superfície do solo. Creio que nossos mecanismos mentais elementares se repetem através de todas as culturas da história humana, desde os tempos do Paleolítico em que nossos ancestrais se davam à caça e à colheita. A palavra associa o traço visível à coisa invisível, à coisa ausente, à coisa desejada ou temida, como uma frágil passarela improvisada sobre o abismo."
segunda-feira, setembro 15, 2014
Poucas palavras, sem teses, nenhuma estrada real...
"Uma conversa vagabunda e a alegria do diálogo com uma pessoa querida trazem à cena 'imagens, uma música, gestos que me livram da banalidade da maioria dos nossos discursos (...). É uma experiência da liberdade que nos leva a caminhos que não pensávamos que existissem'".
(Adauto Novaes - citando Pierre Sansot)
(Adauto Novaes - citando Pierre Sansot)
domingo, setembro 07, 2014
Flashes
Minhas primeiras recordações estão imersas no vermelho e no negro. O vermelho das paredes do quarto. O vermelho do piso da casa toda... Lembro me de João, negro, que vinha trazer o leite. O pequenino cão que avançava nele...Dizem que eu queria tomar bastante café pra ficar da cor do João.
terça-feira, agosto 26, 2014
terça-feira, abril 29, 2014
Plagiando Pizarnik
Herdei de meus pais a ânsia de fugir. Dizem que meu sangue é latino americano. Eu sinto que cada glóbulo procede de um ponto distinto. De cada nação, de cada província, de cada ilha, golfo, acidente, arquipélago, oásis. De cada pedaço de terra ou de mar usurparam algo e assim me formaram, condenando me a eterna busca de um lugar de origem.
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
terça-feira, janeiro 07, 2014
ALTAZOR, Canto I
Deixa-te cair sem deter tua queda sem medo ao fundo
da sombra
Sem medo ao enigma de ti mesmo
Talvez encontres uma luz sem noite
Perdida nas gretas dos precipícios
Cai
Cai eternamente
Cai ao fundo do infinito
Cai ao fundo do tempo
Cai ao fundo de ti mesmo
Cai o mais baixo que se possa cair
Cai sem vertigem
Através de todos os espaços e de todas as idades
Através de todas as almas de todos os anelos e
todos os naufrágios
(HUIDOBRO)
da sombra
Sem medo ao enigma de ti mesmo
Talvez encontres uma luz sem noite
Perdida nas gretas dos precipícios
Cai
Cai eternamente
Cai ao fundo do infinito
Cai ao fundo do tempo
Cai ao fundo de ti mesmo
Cai o mais baixo que se possa cair
Cai sem vertigem
Através de todos os espaços e de todas as idades
Através de todas as almas de todos os anelos e
todos os naufrágios
(HUIDOBRO)
Assinar:
Postagens (Atom)


