quinta-feira, junho 03, 2010

Você já amou alguém verdadeiramente?


minha boca também está seca deste ar seco da cidade vc pediu uma cerveja eu pedi um café depois me disse da sua vontade de morar na argentina e eu te disse meus planos de viver na birmânia a cidade está iluminada bebemos e saímos sem mapa de navegação passamos pelos estudantes e vc disse que estava com fome e coisa e tal mas eu já não tinha um tostão hoje sou eu que estou te livrando da verdade vc me disse e eu tentava te enquadrar como personagem de um livro quando vc falou que as mulheres gostam de ser provocadas paramos num boteco e vc pediu uma coxinha e me fez pedir fiado saímos atravessamos outra rua e ameacei te deixar mas não tinha a menor idéia foi aí que vc tirou um caderninho do bolso e escreveu "esta é minha vida. atravessa a ponte. é sempre um pouco tarde".

para Ana Cristina Cesar, é tudo seu





André Breton "Máscara africana" (1947/1948)

quarta-feira, junho 02, 2010

Vamos iniciar outra correspondência,


"Pensa no seu amor de hoje que sempre dura menos que o seu

amor de ontem".


todos os versos são de ANA CRISTINA CESAR

manuscrito sem título by Ana Cristina Cesar


"uma pessoa disse para outra:
- considere também como nós
nos relacionamos com crueldade. Não é apenas represen-
tação, é também a crueldade que nos aproxima - a digna
crueldade que acompanha os limites - inclusive os limites da
representação. Agora você entende o
desapontamento que trancou a minha voz: eu vinha da
expectativa do intenso calor
das avenidas. Eu vinha de uma febre por um calor
ainda mais intenso.
Dessa vez não ousei me dizer nada, eu não podia me
movimentar com a mesma crueldade, eu perdi as distancias.
Era o momento de pronunciar a
crueldade: "o máximo que pode acontecer". Mas tinha
começado um outro tipo de fraqueza, uma febre pouco
dirigível, entende? (acho que era a paixão pelo terror).
Eu tenho náusea, porque a representação não
me comove mais".
(Antigos e soltos, p. 377)

segunda-feira, maio 31, 2010

"Contagem regressiva" by Ana Cristina C.


"Os poemas são para nós uma ferida.

Cachoeira
de repente alguém diz a palavra cachoeira
e ela se medusa

insolúvel
intimidade
piche insolúvel
negro".

Juicio: "A sugestão indeterminada de sentidos faz parte do jogo, especialmente num mundo de fragmentos da consciência em que não existe um grande vetor de direção coletiva". VIVIANA BOSI

foto de Lina Scheynus
http://www.google.com.br/images?q=Lina+Scheynius&um=1&hl=pt-BR&tbs=isch:1&sa=N&start=40&ndsp=20

domingo, maio 30, 2010

Ayer (Território Livre)


Bate papo com Akins Kinte, Wisnik, José Torero e Xico Sá (Faltou as mina). Várias idéias, muitas dicas de leitura
  • O negro no futebol
  • Alguma coisa do João Saldanha
  • Venenno remédio
  • Várzea (filme)
  • etc
Después, sem destino pela noite bebericando com Sor Juana - itinerário acidental Brigadeiro, Major Diogo, Centro, praça Roosevelt, Augusta (não faltaram as mina )- o chato foi encontrar uma groupie mala pelo caminho, mas no final tudo dá certo e ela vira mais um assunto. Uma dica de leitura: Virgilio Piñera. Chisme: creo que Sor Juana está enamorada.

http://www.fflch.usp.br/sitesint/virgilio/presentacion.html

O M S A: existem groupies divertidíssimas mas esta era mala

sábado, maio 29, 2010

Superstimação de si mesmo na crença em artistas e filósofos

Todos nós achamos que a boa qualidade de uma obra de arte, de um artista, está demosntrada quando nos comove, nos abala. Mas primeiramente a nossa qualidade em matéria de julgamento e sentimento deveria estar provada: o que não acontece...
NIETZSCHE

quarta-feira, maio 26, 2010

Arte Nuevo

"el arte antiguo se funda en razón, en cambio, este nuevo arte se basa en elgusto ... el fin de la comedia el "dar gusto"; y éste, como deleite estético es independiente del raciocinio o juicio, tan independiente que puede ser opuesto"... prof. Erwin Haverbeck O.

Excerto sobre o teatro espanhol, ou melhor, a comédia em pleno século Barroco. Esta é a leitura de Erwin Haverbeck sobre o texto "Arte nuevo" de Lope de Vega

Achei o artigo fazendo um pesquisa "Arte Nuevo de hacer Comedia" no google
http://www.humanidades.uach.cl/documentos_linguisticos/docannexe.php?id=479

Párpados



Hoje senti o perfume de Larissa
Do qual Alexandre e Sara me advertiam
tudo bem
Passeio pela cidade com Ana
minhas mãos solitárias
uma voz distnate?
o que aconteceu com Paulo?
ato falho meu filho e ele havia piscado

Para Ana Cristina Cesar - estoy enamorado

terça-feira, maio 25, 2010

NADA, ESTA ESPUMA

"Por afrontamento do desejo
insisto na maldade de escrever
mas não sei se a deusa sobe à superfície
ou apenas me castiga com seus uivos.
Da amurada deste barco
quero tanto os seios da sereia."

by ANA CRISTINA CESAR

sábado, maio 22, 2010

Viva México

A mí me interesa un viaje a México pues me gusta conocer otras culturas. Tengo ganas de conocer las ruinas Mayas Y Aztecas, a la vez, me interesa la cultura de los pueblos sometidos a esos imperios que todavia mantienen su cultura tan hermosa y trajica a la vez. Mientras, me encanta la posibilidad de aprender un poco del México moderno, un país tan asombroso y sin duda alguna muy marcado por su historia. Sobretodo, tengo ganas de vivir, estudiar y trabajar en México para conocer de una manera más profunda su gente y historia.

terça-feira, maio 18, 2010

Translúcida

Para Ana Cristina C.
Por afrontamento do desejo vivo inquieto. Às vezes tenho medo, às vezes angústia. Imerso no dia a dia, falo pouco, leio muito, aproveito muito pouco. Tento escrever longamente sobre um tema que desconheço, sobre mim mesmo. Estou cansado de ser mulher. Desejo os seios da sereia sequiosa e inexorável.

segunda-feira, maio 17, 2010

Vacilo da vocação

"Precisaria trabalhar - afundar -
- como você - saudades loucas -
nesta arte - ininterrupta -
de pintar -
A poesia não - telegráfica - ocasional -
me deixa sola - solta - à mercê do impossivel -
do real"
ANA CRISTINA CESAR

terça-feira, maio 04, 2010

Barthes batendo na cara


Certas leituras e autores me atraem. Não há como fugir deles pois estão toda hora batendo na cara da gente; além de serem prosas irresistíveis. Tenho de tomar vergonha e empezarlos ou começar um romance descrevendo o sorriso de Paula. Paula me desafiou e diz que eu não consigo descrever minha vida. Vou provar pra ela que consigo descrever a minha e a de outrem e descrever seu sorriso. Um sorriso redondo, meio argentino, contido e gordo que mostra a protuberância dos dentes com um certo charme e meio contido, definitivamente argentino.

segunda-feira, maio 03, 2010

de Ana Cristina Cesar


"Segunda história rápida sobre a felicidade - descendo a colina ao escurecer - meu amor ficou longe, com seu ar de não ter dúvida, e dizia: meus pais...- não posso mais duvidar dos meus passinhos, neste sítio - agora você fala até mais baixo, delicada que eu reparo mais que os outros depois de um tempo fora - é como voltar e achar as crianças crescidas, e sentar na varanda para trocar pensamentos e memória de um tempo que passou - mas quando eu fui (aquele dia no aeroporto) ainda havia ares de mistério - agora, é agora, descendo esta colina, sem nenhum, que eu conto então do amor distante, e não imito a minha nostalgia, mas a delicadeza, a sua, assim feliz".

sábado, abril 24, 2010

antigos e soltos


"A realidae quando incrível ou muito nova corta o desejo do fictício. (tese a ser discutida)"




"O fictício provem de um gosto de velhice - já diria Guimarães Rosa - de uma coisa insatisfeita".

ANA CRISTINA CESAR

... o que podemos imaginar sempre existe, em outra escala, em outro tempo, nítido e distante, como num sonho. RICARDO PIGLIA


durma -se com uma novidade dessas

quinta-feira, abril 22, 2010

It's about time (By Lemonheads )

Bite my tongue
and I won't say a word against anyone
but I don't wanna get my fingers wet
unless it's an accident

fell out on the street
now I'm watching my shoes and I grit my teeth
but I don't have to look that way
if I had half a say

It's about time
It's about time
lick my lips
and I won't hear the end of this

On your knees a reassurance
buy some time and come back for it

before long
before it's gone

patience is like bread I say
I ran out of that yesterday

it's about time
it's about time

enough about us
let's talk about me
if not about you
It's not about sunshine

It's about time
It's about time
touch my leg
It's smooth but there stubble there

I'll fall back and let'em go
only when I know you know

I don't know
make me sure

Have your people contact mine
and keep your lawyer on the line

it's about time (x4)

sábado, abril 17, 2010

Mais um livro pra ler nas férias


Bem-vindo ao deserto do real! do Slavoj Zizek

Desculpa


There are many reasons to read fiction, just as many as to choose a particular author to follow. In a way, I have chosen one to follow closely and I find his novels great.

So I came up with this idea of studying one of his books as part of my graduation. This will give me some college credit besides I will be doing what I want which is reading carefully some of his writings.

This story begins two years ago, while watching a lecture at college. The professor holding the lecture mentioned this book "El último lector". The story of the novel sounded really interesting and I got the urge to read the book. Since then, its author David Toscana has become part of my life, that is to say, he has turned into an obsession.

É tudo verdade


"Ignoro se a música sabe despertar da música e o mármore do mármore, porém a literatura é uma arte que sabe profetizar o tempo em que terá emudecido, enfurecer-se com a própria virtude e enamorar-se da própria dissolução e cortejar seu fim". BORGES

Acho que o cinema também é capaz das mesmas façanhas. Hoje, assisti História(s) do cinema de Godard http://www.millarch.org/artigo/historia-do-cinema-reescrita-por-godard. Ao mesmo tempo em que ele desconstrói o cinema suprimindo sua aura, nos prova que no cinema (ou especificamente no documentário) também há espaço para reflexão e autocrítica. O filme também faz uma crítica formal, pois ele executa o que Guy Debord fizera em Societe du spetacle (o filme) http://fr.wikipedia.org/wiki/La_Soci%C3%A9t%C3%A9_du_spectacle_%28livre%29 ou seja, trabalha com muitas fotos, e tela preta (não tão radicalmente quanto Debord) e recorta filmes de uma extensa variedade que vai dos clássicos aos mais insólitos para criticar o cinema e principalmente Hollywood. Se Godard perde em altissonância crítica para Debord, ele pelo menos ganha em poesia. Aliás, pode parecer paradoxal mas Godard faz crítica com um lirismo que choca. (bem francês diriam os francófilos)

sexta-feira, abril 02, 2010

O último leitor

... o que podemos imaginar sempre existe, em outra escala, em outro tempo, nítido e distante, como num sonho. RICARDO PIGLIA

quarta-feira, março 31, 2010

García Lorca


Hay que abrirse del todo
frente a la noche negra,
para que nos llenemos de rocío inmortal!

terça-feira, março 30, 2010

Veraline (FEDERICO GARCÍA LORCA)

La canción,
que nunca diré,
se ha dormido en mis labios.
La canción,
que nunca diré.

Sobre las madreselvas
había una luciérnaga,
y la luna picaba
con un raio en el agua.

Entonces yo soñé,
la canción,
que nunca diré.

Canción llena de labios
y de cauces lejanos.

Canción llena de horas
perdidas en la sombra.

Canción de estrella viva
sobre un perpetuo día.

domingo, março 28, 2010

o começo do fim


"Assim expira o mundo não com uma explosão mas com um suspiro" T.S. Eliot

BANQUETE
cheguei a perder o
paladar
de tanto pensar que
comia

as palavras escorrem como líquidos lubrificando passagens ressentidas
ANA CRISTINA CESAR

por que esta falta de concentração?
se você me ama, por que não se concentra?

domingo, março 21, 2010

Wish List


Para ler nas férias

Relato de um certo oriente

(estudar mais espanhol para ler) Los rios profundos

sábado, março 20, 2010

"incluir 4 quartetos"


não há como me separar da triste cena
mas meu sonho é te propor pequenos deciframentos de uma
página - tarefa que cansa e recorda separações inevitáveis
(e vícios ocultos)
ANA CRISTINA CÉSAR

quarta-feira, março 10, 2010

Representação (ler também Hegel e Lucácks)


"A realidade quando incrível ou muito nova corta o desejo do fictício. (Tese a ser discutida.)"
ANA CRISTINA CESAR

domingo, março 07, 2010

Fábula de Anfion


1. "O deserto"
"No deserto, entre a
paisagem de seu
vocabulário, Anfion,

ao ar mineral isento
mesmo da alada
vegetação, no deserto

que fogem as nuvens
trazendo no bojo
as gordas estações,

Anfion, entre pedras
como frutos esquecidos
que não quiseram

amadurecer, Anfion,
como se preciso círculo
estivesse riscando

na areia, gesto puro
de resíduos, respira
o deserto, Anfion".

JOÃO CABRAL DE MELO NETO

quinta-feira, março 04, 2010

"O Mercado dos Bens Simbólicos"

"O sentimento de estar excluído da cultura legítima é a expressão mais sutil da dependência e da vassalagem pois implica na impossibilidade de excluir o que exclui, única maneira de excluir a exclusão" PIERRE BOURDIEU

terça-feira, fevereiro 23, 2010

On the way home (by Neil Young)

When the dream came
I held my breath with my eyes closed
I went insane,
Like a smoke ring day
When the wind blows

Now I won't be back till later on
If I do come back at all
But you know me, and I miss you now.

In a strange game
I saw myself as you knew me
When the change came,
And you had a
Chance to see through me

Though the other side is just the same
You can tell my dream is real
Because I love you, can you see me now.

Though we rush ahead to save our time
We are only what we feel
And I love you, can you feel it now.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

prazeres

dormir até tarde
ouvir música
tocar um instrumento
encontrar um velho amigo
descobrir um velho livro
ver a noite da janela do quarto
andar pela noite
comer peixe
reunir os amigos
descobrir um novo livro
ir ao cinema
curtir a natureza
curtir o mar
tomar hudon na Liberdade
andar de trem ou de metrô sem destino
acampar com os amigos
comer beringela frita
comer moti com chá quente
tomar saquê quente

terça-feira, fevereiro 09, 2010

"Vida minha vida, olha o que é que eu fiz"



Hoje eu vi o "fofinho" do Ismail Xavier e me lembrei de Glauber e me deu mais saudades de Cristina.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

"sobre a morte e o morrer"


"Eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar em fim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobrehumanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto"...


CECÍLIA MEIRELES

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

sábado, janeiro 30, 2010

http://www.youtube.com/watch?v=gdY24pZqAaw

É muito bom quando achamos um filme que já achávamos engraçado (faz quase 20 anos que eu o assisti) e continua a nos fazer rir, este é pra quem gosta do idioma inglês. Eu já assisti outros filmes dele (do mesmo diretor) mas outro que brinca com inglês é Down by Law. Este se chama A Night on Earth.

ENJOY IT!

segunda-feira, novembro 16, 2009

Modigliani


Os olhos estão vazios ou cheios de melancolia?

segunda-feira, outubro 05, 2009

Octavio Paz


"Las épocas viejas nunca desaparecen completamente y todas las
heridas, aun las mas antiguas, manan sangre todavía. A veces, como las pirámides precortesianas que ocultan casi siempre otras, en una sola ciudad o en una sola alma se mezclan y soperponen nociones y sensibilidades enemigas o distantes".

quarta-feira, setembro 30, 2009

Calaveras


Antiquário
Passa-se por uma porta de moldura amarela no momento intransponível. Pendurado, na própria porta, um recado diz pra se tocar a campainha, lá dentro há muita coisa. Na vitrine, ao lado da porta de vidro, tem mais um montão de coisas. Só não tem sapatos novos, artigo indispensável para o homem que quer se apresentar bem, a felicidade pode não estar num par de sapatos mas a boa aparência está, não é?

terça-feira, setembro 29, 2009

domingo, setembro 27, 2009

sexta-feira, setembro 25, 2009

La Soledad (by Octavio Paz)

El hombre es nostalgia y busqueda de comunión. Por eso cada vez
que se siente a sí mismo se siente como carencia de otro, como
soledad.

terça-feira, setembro 22, 2009

Desastrologia

Lia a última mensagem que ela me mandou e ao mesmo tempo olhava minha imagem que tremia refletida na tela do celular. Do outro lado do mundo ela continuava a sentir minha falta. Eu ando meio confuso era a única resposta que conseguia juntar numa frase inteligível. A cabeça doía e naqueles dias sentia a dor de todo mundo e depois já não sentia nada. A dor tinha sido causada a partir de mim mesmo, o problema não era dos outros e nem mesmo com os outros...Pensava também que eu era de Saturno e não de Marte.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Das bocas (que estan solas) ou sobre a faceta cômica de nossa condição


As bocas que não conseguem ficar paradas nos terminais rodoviários, aeroportos e afins, mastigam qualquer coisa ou falam desenfreadamente ao celular, funcionam assim como músculos involuntários. Há uma espécie em extinção, a saber, a que tragava um cigarro dissimulando suspiros.
"Assim expira o mundo
não com uma explosão mas com um suspiro"

T.S. ELIOT

sexta-feira, setembro 18, 2009

SEpa.......

" O inconsciente é uma cadeia virtual de acontecimentos, ou "dizeres", que sabe atualizar-se num "dito" oportuno, onde o sujeito diz sem saber o que está dizendo" JUAN-DAVID NASIO

O sonho, a crise pela qual passei que inclui a falta de dormir, ou seja, o surto em si, seria ela um sonhar acordado numa espécie de pesadelo?

terça-feira, setembro 15, 2009

Meio Marisa Monte


"Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular"
ARNALDO ANTUNES, MARISA MONTE, CARLINHOS BROWN

domingo, agosto 30, 2009

quarta-feira, agosto 26, 2009

Wish list (viva o México)

  • frijol
  • cebolla
  • jitomate
  • cilantro
  • chile del verde
  • pepinos
  • tortillas
  • queso
  • aguacate
  • creme de leite
  • totopos
  • canela

no olvidarme de llevar

  • salsas
  • chile jalapeño
  • chile chipotle
  • arroz
  • leche condensada
  • apachurador
  • llaves
  • tequila

É tudo verdade


Informações: (11) 3064-7485 ou http://www.etudoverdade.com.br/



DOCUMENTÁRIOS DE LOUIS MALLE ABREM É TUDO VERDADE/MOSTRAS ESPECIAIS EM SÃO PAULO E NO RIO

Dois documentários distintos do cineasta francês Louis Malle serão exibidos nas sessões de abertura do É Tudo Verdade/Mostras Especiais em São Paulo e no Rio de Janeiro."Place de la Republique" (1972) será exibido na Cinemateca Brasileira, em São Paulo às 20h30 do próximo dia 31, em sessão para convidados. Por sua vez, "A Câmera Impossível" (1969), o primeiro episódio da série "A Índia Fantasma", abrirá o festival no Rio de Janeiro, às 20h30 do dia 4 de setembro, no Instituto Moreira Salles."Acho que Cinema Direto é a melhor maneira de definir o que tentei fazer na Índia, ou nos documentários que rodei da França em 1972 ou nos americanos que fiz mais tarde", disse Louis Malle ao critico Philip French. "O que chamo de Cinema Direto é um tipo de documentário no qual você improvisa tudo e trabalha com uma equipe mínima. Você não tenta organizar a realidade, você apenas tenta seguir para onde seu interesse ou sua curiosidade o leva, e mais tarde tenta dar sentido a isso na sala de montagem. É um cinema de instinto, de improvisação, um cinema muito do presente".Em "Place de la République", Louis Malle conversa com transeuntes e trabalhadores que convergem para aquele tradicional endereço parisiense. Filma-os durante dias, reencontrando alguns, perturbando outros. O resultado é um poderoso flagrante de faces e vozes dos franceses no começo da década de 1970."A Câmera Impossível", por sua vez, dá início em tom ensaístico a saga documental em sete episódios rodado por Malle na Índia nos primeiros meses de 1968. O cineasta francês anuncia seu projeto de realizar um documentário "subjetivo" que investigue a Índia para muito além da elite anglofônica. "Mesmo em minha obra ficcional creio ter sido enormemente influenciado por aquilo que descobri na Índia", reconheceu Malle anos mais tarde.Fundado e dirigido pelo crítico Amir Labaki, o É Tudo Verdade - 14º Festival Internacional de Documentários é uma co-realização da Petrobras, CPFL Cultura, Centro Cultural Banco do Brasil, SESC-SP, Ministério da Cultura - Secretaria do Audiovisual, Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, Riofilme e Cinemark, com apoio da Oi, da Imprensa Oficial, do Instituto Moreira Salles, da Cinemateca Brasileira e do Ministério da Cultura, através da Lei 8.313/91 (Lei Rouanet) e FNC - Fundo Nacional de Cultura.
É Tudo Verdade 2009/Mostras Especiais - 14º Festival Internacional de DocumentáriosDe 31 de agosto a 7 de setembro Cinemateca Brasileira - SPSALA BNDESR. Largo Senador Raul Cardoso, 207(210 lugares)De 4 a 12 de setembroInstituto Moreira Salles - RJR. Marquês de São Vicente, 476Tel.: (21) 3284-7400 (113 lugares)Direção: Amir LabakiInformações: (11) 3064-7485 ou http://www.etudoverdade.com.br/

por falar em chile




Fiesta Mexicana (Tapatía)




  • Frijoles fritos


  • postre de limón


  • àgua fresca de arroz


  • agua fresca de jamaica


  • guacamole


  • salsa mexicana


  • chilaquiles

terça-feira, agosto 25, 2009

Cine CHILE


Confira a programação.
Sexta-feira (28/08) 21h30: 199 Recetas para ser feliz
Sábado (29/08) 21h30: La buena vida
Domingo (30/08) 21h30: Alicia en el País
Segunda-feira (31/08) 21h30: Tony Manero
Terça-feira (01/09) 21h30: El Regalo
Quarta-feira (02/09) 21h30: Malta con huevo
Quinta-feira (03/09) 21h30: El rey de lo huevones
II Festival de Cinema Chileno
Reserva Cultural
Av. Paulista, 900 - São Paulo - SP
Mais informações:
http://www.festivaldecinemachileno.com.br/

Platão vs. Aristóteles (Mirra e Alecrim)


Mirra disse que Alecrim tinha alucinações metafísicas.


Alecrim disse que seus desvarios eram de ordem aristotélica.
Mas não tinham unidade tal qual o monstro horaciano.


"não há classificação do universo que não seja arbitrária e conjectural" BORGES


" A RAZÃO É MUITO SIMPLES: não sabemos o que é o uiverso" Borges

" O homem sabe que há na alma matizes mais desconcertantes, mais inumeráveis e mais anônimos que as cores de uma floresta outonal"...CHESTERTON

sábado, agosto 22, 2009

Inventário (by Fabiana Oshiro)





"Aos cinco, uma cicatrizde fogo,


silêncio,


e depoislágrimas de amor.


Aos cinco, uma cicatriz,


mágoa...


Pra sempre


nós dois


juntos onde for.




Teu inventário eu vou fazer


recolhendo pedaços soltos.


Aos poucos...


Para entender


nosso feliz desaniversário.






Eu gostaria de ter


te conhecido melhor.


Para alémdo mamão na cama


e dos álbuns de fotografia.




São pedaços soltos


recolhidos aos poucos


Pra te conhecer


Para além daquele dia


e dos álbuns de fotografia".

sexta-feira, agosto 21, 2009

O POeta


O poeta lê Rimbaud em "tempos de assassinos", mas a poesia é do Lô Borges e do Clube da Esquina.

Para Ana Fabio Biathan

sexta-feira, agosto 14, 2009

POESIA

"A vida em nossa cabeça
Viaja um tempo sem fim
Estamos tão perto beleza
Amor do princípio ao fim
E o tempo que a precisa
Renova a chama, o sim
Viaja tranqüilo e serena
A força do vento em mim
Nem quero saber de careta
Nem posso perder o teu sim
E o som que você levou
Buscas também
E agora mesmo
Vejo luzes, claros corações
O céu é uma lona furada
Estrelas assistem um show
Eu sento na mesma calçada
O vento que não me levou
Parece que vai levar uma canção
Com meus amigos
Tudo em cima
Claros corações"...

terça-feira, agosto 11, 2009

About frustration

Frustrated Russian throws cup at Mona Lisa

PARIS (Reuters) – A Russian woman frustrated at failing to obtain French nationality hurled a ceramic cup at the Mona Lisa but did not damage Leonardo da Vinci's famed portrait, a spokesman for the Louvre Museum said on Tuesday.
The attack happened on August 2 and the unnamed assailant was immediately arrested.
"The woman threw an empty cup at the Mona Lisa, but there was no damage as the cup smashed when it hit the screen protecting the painting," said Louvre spokesman David Madec.
"She was visibly upset," he added, saying she had subsequently undergone psychiatric testing.
The Mona Lisa, which is protected by a bullet-proof screen, is one of the most prized works in the Louvre and was seen by some 8.5 million visitors last year.
The woman had hidden the ceramic cup in a bag and later told police she had been upset because she had not been granted French nationality. She has since been released, but faces legal action from the Louvre.
Other museums in France have had problems.
In 2007, a man broke into the Musee D'Orsay in Paris and punched and damaged a painting by the French impressionist Claude Monet.
In 2008 a Cambodian woman was made to do community service after kissing a painting by American artist Cy Twombly at a gallery in southern France, leaving lipstick on the canvas.
(Reporting by Joseph Tandy, editing by Crispian Balmer)

terça-feira, agosto 04, 2009

REceita de BOLO


Quando se analisa um quadro ou um livro ou qualquer tipo de arte, tem de se levar em conta primeiro se há maniqueísmo na obra e se houver não é arte, ou seja, primeiramente deve haver dialogismo. Acho que em segundo plano vem distinguir o que faz parte do campo simbólico e o que é alegoria e metáfora, mas isso tudo é uma outra história muito complicada de explicar no momento. Então, copiei umas coisas sobre filme que depois vou postar. E o problema da psicanálise vulgar é criar significado pra tudo, ser universal ou totalizante ou qualquer outra coisa, sei lá, ainda não tenho diploma pra falar sobre isso. E por último, "A estética da violencia" não pressupõe o elogio ou a apologia da violencia, isso seria misturar assuntos.

sexta-feira, julho 31, 2009

São Paulo?


" El hombre pone el diñero sobre el mostrador y el boletero empieza a darle el vuelto, mirando como la mujer se frota lentamente la muñeca. No puede saber se sonríe y poco le importa, pero lo mismo le hubiera gustado saber si sonríe detrás de todo ese pelo dorado que le cae sobre la boca"

Maria Exita e Sinésio não gostavam mais de viver em São Paulo. Todo dia a mesma coisa, um Zelador enxerido e mentiroso. Gente sem educação no ônibus e em toda parte. O trabalho era a única coisa que fazia os dois ficarem lá. Acho que eles eram masoquistas. As pessoas naquela cidade mentiam muito Aliás todas mentiam e eles não eram diferentes, só mais calados. Eles se sentiam como que vivendo no interior, onde todo mundo quer saber da vida de todo mundo e onde as janelas espiavam, as paredes tinham ouvido. Não tinham mais paz, nem sarau, nem nada. Maria gostava de flores, das àrvores e falava muito sobre literatura. Sinésio gostava de música e cinema e de Kafka é claro. Eles inclinavam o olhar e tinham a angústia como companheira.

Para Cortázar, Toscana, Norma e Rosa e Café Pilão.

quinta-feira, julho 30, 2009

Amanhã vai ser outro dia

Amanhã vai ser outro dia,
amanhã vai ser outro dia....

Sobre os alunos

Não querem discutir política e para eles Database é uma escola de informática.

VIVA A DEMOCRACIA


PAULO RENATO PARA REITOR DA USP

O ministério da Saúde

Párpados Azules
Japón
Tierra en trance
O estranho mundo do Audiovisual (HAMBURGER)

Estes filmes não foram feitos pra quem gosta de Harry Porter e ERA do Gelo III

VIVA MEXICO

sábado, julho 25, 2009

SObre cOmo conTAr


"do conto breve"
"Cuenta como si el relato no tuviera interes más que para el pequeño ambiente de tus personajes, de los que pudiste ser uno"
QUIROGA

sexta-feira, julho 24, 2009

Cinema e Sociedade


E pra quem gosta de Cacoyannis, Rocha, Welles

http://www.ufscar.br/rua/site/?p=1557

é da UFSCAR, é o pesssoal lá manda vê!!!!!!!


e para entender alguns conceitos críticos, a saber, cinema espetáculo, de repertório, etc.....

quarta-feira, julho 22, 2009

CAT POWER



Aqui um exemplo de que ela também "cantava com o público"


A noção de hierarquia, ordem ou algo semelhante atrapalha o julgamento de muita gente. Estamos acostumados com todas as coisas no seu devido lugar, ou seja, se vou a um show, o artista tem de me entreter. Ele está unicamente como uma mercadoria que vai me satisfazer pelo tanto de horas que eu e sua audiência pagamos.

Assim, se ele não estiver no palco entretendo e divertindo como um mono de feria ou como Mick Jagger, não serve, ainda mais se ele, de alguma forma, estiver relacionado com a indústria fonográfica norte americana.

Acontece que ele, neste caso, é ela.

Fazer a performance de palco mais “intimista” - para o usar o jargão – ou cantar quase o show inteiro de lado, prestando atenção em seus músicos, não quer dizer que ela se sinta num ensaio ou que menospreze sua audiência, mas que ela curte a música, gosta do que faz. Se alguém dissesse que as músicas dela são todas iguais ou, ainda, ela soa como se cantasse as mesmas músicas, diria que esta pessoa nunca tomou o devido tempo pra ouvir álbuns como Myra Lee, Cover ou What the community thinks. Temos de nos acostumar com ela antes, aprender um pouco suas manhas, pois afinal, ela é uma Gata.

segunda-feira, julho 20, 2009

Can't help it

( hank williams )

Today I passed you on the street
And my heart fell at your feet
I can't help it if I'm still in love with you

Someone else stood by your side
She looked so satisfied
I can't help it
I'm still in love with you

A picture from the past came slowly stealin'
As I brushed your arm and walked so close to you
Then suddenly I got that old-time feelin'
I can't help it
I am still in love with you

It hurts to know another's lips will kiss you
And hold you just the way I used to do
Oh heaven only knows how much I miss you
I can't help it
I'm still in love with you

quarta-feira, julho 15, 2009

O Ministério da Saude adverte

estes filmes não deveriam estar disponíveis:

LAKE TAHOE
LUGAR SIN LÍMITES
ÁRIDO MOVIE
TIDE LAND

terça-feira, julho 14, 2009

The CURE


"CATCH"
Yeah I know who you remind me of
A girl I think I used to know
Yeah I'd see her when the days got colder
On those days when it felt like snow You know I even think that she stared like you
She used to just stand there and stare
And roll her eyes right up to heaven
And make like I just wasn't there

And she used to fall down a lot
That girl was always falling
Again and again
And I used to sometimes try to catch her
But never even caught her name

And sometimes we would spend the night
Just rolling about on the floor
And I remember even though it felt soft at the time
I always used to wake up sore...

You know I even think that she smiled like you
She used to just stand there and smile
And her eyes would go all sort of far away
And stay like that for quite a while

And I remember she used to fall down a lot
That girl was always falling
Again and again
And I used to sometimes try to catch her
But never even caught her name

Yeah I sometimes even tried to catch her
But never even caught her name

segunda-feira, julho 13, 2009

Muito além do jardim

Farsa pressuõe uma série de características que não cabem ser descritas aqui. No entanto, ou o texto do Ariano Suassuna é muito fraco ou a companhia deixa a desejar. Assistam a Farsa da Boa Preguiça e tirem suas próprias conclusões. Eu tirei as minhas e ainda me lembrei que o exagero, pressuposto na farsa, era grotesco e a única dialética era entre os santos. As outras personagens planas, sei que é pressuposto, mas duas horas de duração é muito tempo para aquelas persongens ou pros atores, outra coisa que incomoda é a crítica a geração dos atropófagos e de escritores de 30 com uma saída um tanto conciliatória para os problemas dos explorados. Pois o conceito explorados deve ser discutido, segundo o pessoal das sociais e antropologia.

TRÓPICO DAS CABRAS – OU A UM BOM ENTENDOR



Minha mãe queria que eu tivesse cachinhos e fosse ruiva, nasci com cabelos negros e liso, parecia uma indiazinha. Ando por esses dias de cabeça baixa pois tenho vergonha do que o tempo fez com meu rosto.
Desço do metrô na Vila Maria, depois, a avenida Assis Dardanelos, por umas quadras encontro meus clientes. Minha mãe também queria que eu fosse homem.
Trinta e três anos, era uma puta velha, pior que jogador de futebol, pelo menos eles comiam quem queriam.
Eu ainda tinha vergonha da minha cor e usava bloqueador só pra ficar mais branco. Nem cumprimentava ou falava com os vizinhos por medo. Mamãe dizia pra não conversar com estranhos.
Gostava do calendário chinês que dizia que 2009 era o ano do boi, mas eu era coelho. “Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele tá doendo em mim”, cantarolou e atravessou o sinal vermelho pra pedestres.
To Biatchan and Doug and Meredith y Cristina que me hizo ver “Lugar Sin Límites”

segunda-feira, julho 06, 2009

"Broke" by Modest Mouse


"Broke"

Broke account soI broke a sweat

I've bought (thought???) some things that

I sort of regret about now

Broke your glasses, but it broke the ice

You said that I was an asshole and I paid the price

Broken hearts want broken necks

I've done some things that

I want to forget but I can't

Broke my pace and ran out of time

Sometimes I'm so full of shit that it should be a crime

Broke a promise cause my car broke down

Such a classic excuse it should be bronze by now

Broke up, and I'm relieved somehow

It's the end of the discussions that just go round and round

And round, and round, and round, and round

And round, and round it shouldn't have been anyway

No way, no way, no way, that's right

Uh oh, uh oh, uh oh, uh noUh oh, uh oh, uh oh, uh no

It was like everything was evidence of broken (time?)

You're living on fancy wine

You'll drink that turpentine

You're starting conversations

You don't even know the topic

SOund track for losers and suckers and steady-bad-luckers


"Interstate 8"


Spent 18 hours waiting stoned for space

I spent the same 18 hours in the same damn place

I'm on a road shaped like a figure 8

I'm going nowhere, but I'm guaranteed to be late

You go out like a riptide

You know that ball has no sides

You're an angel with an amber halo

Black hair and the devil's pitchfork

Wind-up anger with the endless view of

The ground's colorful patchwork

How have you been?

How have you?

I drove around for hours,

I drove around for days

I drove around for months and years and never went no place

We're on a pass, we're on pass

I stopped for gas, but where could place be

To pay for gas to drive around

Around the Interstate 8

You go out like a riptide

You know that ball has no sides

You're an angel with an amber halo

Black hair and the devil's pitchfork

Wind-up anger with the endless view of

The ground's colorful patchworkHow have you been?

How have you?



quinta-feira, julho 02, 2009

Reading for fun (leissure activities) - A respecto del neoliberalismo


David Harvey: Breve historia del neoliberalismo


Este libro describe la genealogía del neoliberalismo como la construcción de un arma de consenso ideológico y de un instrumental de gestión macroeconómica y de ordenación microeconómica de la empresa y del Estado. Lejos de tratarse de una adaptación natural y de una respuesta técnicamente neutra a las dificultades experimentadas por las economías occidentales y por las estrategias de desarrollo del Sur global tras la crisis de la década de 1970, David Harvey demuestra cómo el neoliberalismo fue una contundente y articulada respuesta política concebida por las clases dominantes globales para disciplinar y restaurar los parámetros de explotación considerados «razonables» tras la onda de luchas que recorrieron el planeta tras la Segunda Guerra Mundial.

lecturas sobre Neoliberalismo


“The idea of freedom ‘…degenerates into a mere advocacy of free enterprise’, which means ‘the fullness of freedom for those whose income leisure and security need no enhancing, and a mere pittance of liberty for the people, who may in vain attempt to make use of their democratic rights to gain shelter from the power of the owners of property’. But if, as is always the case, ‘no society is possible in which power and compulsion are absent, nor a world in which force has no function’, then the only way this liberal utopian vision could be sustained is by force, violence and authoritarianism. Liberal or neo-liberal utopianism is doomed, in Polyani’s view to be frustrated by authoritarianism, or even outright fascism”. “The idea of freedom ‘…degenerates into a mere advocacy of free enterprise’, which means ‘the fullness of freedom for those whose income leisure and security need no enhancing, and a mere pittance of liberty for the people, who may in vain attempt to make use of their democratic rights to gain shelter from the power of the owners of property’. But if, as is always the case, ‘no society is possible in which power and compulsion are absent, nor a world in which force has no function’, then the only way this liberal utopian vision could be sustained is by force, violence and authoritarianism. Liberal or neo-liberal utopianism is doomed, in Polyani’s view to be frustrated by authoritarianism, or even outright fascism”. “The idea of freedom ‘…degenerates into a mere advocacy of free enterprise’, which means ‘the fullness of freedom for those whose income leisure and security need no enhancing, and a mere pittance of liberty for the people, who may in vain attempt to make use of their democratic rights to gain shelter from the power of the owners of property’. But if, as is always the case, ‘no society is possible in which power and compulsion are absent, nor a world in which force has no function’, then the only way this liberal utopian vision could be sustained is by force, violence and authoritarianism. Liberal or neo-liberal utopianism is doomed, in Polyani’s view to be frustrated by authoritarianism, or even outright fascism”. “The idea of freedom ‘…degenerates into a mere advocacy of free enterprise’, which means ‘the fullness of freedom for those whose income leisure and security need no enhancing, and a mere pittance of liberty for the people, who may in vain attempt to make use of their democratic rights to gain shelter from the power of the owners of property’. But if, as is always the case, ‘no society is possible in which power and compulsion are absent, nor a world in which force has no function’, then the only way this liberal utopian vision could be sustained is by force, violence and authoritarianism. Liberal or neo-liberal utopianism is doomed, in Polyani’s view to be frustrated by authoritarianism, or even outright fascism”.


DAVID HARVEY

terça-feira, junho 23, 2009

Rancheros Bonitos ( o Cholos? Malafachas? )


A Tânia e o Cleber colaboraram com o figurino, a locação é o Horto , destino era Pedra Grande que perto da atibaiana é pequena. Valeu galera!

sexta-feira, junho 19, 2009

espero que goste




"Tudo o que eu faço

alguém em mim que eu desprezo

sempre acha o máximo.

Mal rabisco,

não dá mais para mudar nada.

Já é um clássico".

[do livro Distraídos Venceremos]

quarta-feira, junho 17, 2009

Leminsky (Walter Benjamin e todos outros poetas)


das coisas
que eu fiz a metro
todos saberao
quantos quilometros
sao


aquelas
em centimetros
sentimentos minimos
impetos infimos
nao?

quinta-feira, junho 04, 2009

segunda-feira, junho 01, 2009

A comilança


Tenho medo de cachorros, gatos e crianças. São imprevisíveis, dizia consigo mesmo. A vida parecia uma sucessão de equívocos e cada vez que parava para pensar sentia o vazio. Tenho feito promessas que não irei cumprir. E o mundo girava enquanto se tenta saltar, ou algo que o valha. Tenho medo de esquecer as coisas que ainda fazem sentido pra mim. A noite começava a devorar o sol da tarde para vomitá-lo sobre a terra na aurora. E eu nunca disse uma única palavra verdadeira pra você em toda minha vida. Pensou que aquela hora não haveria problema em caminhar pelo bairro, não haveria nem cacchorros nem gatos nem crianças na rua. Queria passar o tempo e resolveu caminhar até o cemitério, o problema é que há sempre gatos em cemitérios. Imaginava qual seria a causa dessa estranha combinação. Será que era por conta dos ratos ou insetos que roiam os defuntos. Foi assim mesmo. Pensava em Mastroiani, Moreau e naquela moça que contracenava com eles em la Notte, será que Moreau estva morta? e a moça? não importava. Sorriu.