terça-feira, novembro 08, 2016

Entre o desejo e a palavra, mil fragmentos.






Tempo... quanto tempo, pois é... quanto tempo... Tomar de volta nosso tempo! Se o tempo é o tecido de nossas vidas, o que fazemos com ele? Ou ele é tecido de nossas vidas e compositor de destinos ao mesmo tempo?
Tomar nosso tempo com os amores e com as dores.
Tomar nosso tempo com os silêncios e ruídos da cidade, de nosso caos meridional. Andar e se perder para conhecer a organização do caos, para perceber a cidade e suas ruas, seus prédios e sua periferia.
Tomar o tempo com os pés, com os olhos, com a pele e as papilas.
Tomar o tempo com as imagens e metáforas da cidade.
Tomar o tempo com as ilusões e alucinações da cidade.
Tomar nosso tempo inaugurando novos sujeitos.
Tomar nosso tempo ouvindo e imaginando transformações.
Tomar nosso tempo suportando o tempo vazio.
Tomar nosso tempo através dos pés.
Tomar nosso tempo pelo meio da ação e da intervenção. Redimir e revolucionar.
Vivências subjetivas e objetivas.
Tomar o tempo subjetivo e social.
Acima de tudo perceber o tempo e viver a experiência temporal. Sem idealização, talvez.

Redenção e revolução, coletiva e subjetiva? Ou perdemos a experiência mas ganhamos velocidade. Tudo mais limpo e prático. Sem tempo pra mim e sem tempo pra vocês? Sem tempo pra nós?

Tomar o tempo e ouvir uma música sonhada pelo vento, sonhada nas ruas e vielas, escrever uma poesia que diga o indizível.

Nenhum comentário: