terça-feira, abril 21, 2015

Es tarde para hecerme una máscara


Qué has hecho del don del sexo?
KAFKA

Varias páginas con moradas ideales, o sea: prolongar inconmensurablemente el poema “Moradas” con ayuda de Bachelard.
Siempre quise vivir en el interior de un cuadro, ser un objeto a contemplar. Pero a veces quiero vivir en el ojo que mira ese cuadro en donde estoy. Este último deseo es menos frecuente que el anterior.
En el grito de una criatura humana que encuentra su verdadera voz en su “noche oscura del alma”.
En el guante perdido, que yace en la reja de una ventana.
Adentro de una nuez.
Adentro del pensamiento nostálgico de alguien que está parado en un muelle mirando partir un barco.
En el pensamiento exasperado de alguien que piensa con furor que malgastó el “don del sexo”.
En el oído de un músico, en la mano de un escultor, en el sueño de un poeta, en los pies de un danzarín, en la mirada hacia dentro de un pintor.
Dentro de un anillo que en una época guardaba veneno.
En el ombligo de un rey.
En el interior de una frutilla.

Adentro de la casa bella y siniestra que está dibujada en un libro para niños que contempla una niña que fui yo.

(Alejandra Pizarnik - Diarios)

quinta-feira, março 19, 2015

Fragmentos para dominar o medo

Lendo e anotando a Pizarnik. Sigo sentindo falta de algo que não sei dizer o que é. Não gostaria de ser estes fragmentos mas é inevitável. Hoje foi aniversário de P. Hoje também choveu muito. Lembrei de quando era criança enquanto conversava com P. mas não disse nada. Lembrei que não tinha medo da chuva. Lembrei que gostava de sair, brincar, nadar e correr de bicicleta na chuva. Agora tenho medo. Tenho medo dos raios. Tenho medo de morrer, muito medo. Principalmente de morrer sem visitar o México.

quarta-feira, março 18, 2015

"Não se pode escrever nada com indiferença"

O problema é este: eu deveria escrever todos os dias por pelo menos duas horas. Ler outras tantas. Escrever e ler sobre aquilo que me incomoda e  que realmente importa.Principalmente refletir sobre aquilo que tenho de dizer e saber dizê-lo.

Estou fazendo um curso na facu sobre escrita mas ainda não me animei. Hoje eu faltei no curso. Tenho que estudar mais e guardar um tempo para escrever e ler.

quinta-feira, março 12, 2015

Angústia feroz: o que vc quer não tem nome. E a solidão é apenas mais uma invenção, não existe. Tal qual aquilo que não possui nome, não existe. A grande questão é do que é que vc sente falta...

terça-feira, março 10, 2015

Tentando ligar pra B. mas ela não atende minhas chamadas do fixo. Tô sem crédito no celular.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Leyendo a Pizarnik

"Y qué sé yo qué ha de ser de mí si nada rima con nada."

domingo, fevereiro 22, 2015

Jerusalém

Gonçalo M. Tavares escreve de uma maneira peculiar. Às vezes é necessário entrar nas suas histórias duas vezes, pela porta de trás, respirá-las. Tentar absorver o máximo de uma palavra que muitas vezes não acolhe mas estranha. Suas personagens são verossímeis ao ponto de sentirmos seus odores, tatos, suas exitações. Preciso ler a tetralogia do Reino.

sábado, fevereiro 21, 2015

Madrugada e Amor


Madrugada chegou
O sereno caiu
Meu amor de cansaço
Caiu nos meus braços
Sorriu e dormiu
Eu só queria
Que não amanhecesse o dia
Que não chegasse a madrugada
Eu só queria amor
Amor e mais nada

(Caetano Veloso)

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Bottled up

Ontem terminei de ler Jerusalém de Gonçalo M. Taveres. Comecei a ler a Poesia Completa de Pizarnik, isto pode me levar a caminhos e cores, lugares e atmosferas que não sei se estou preparado. Hoje à noite estou na casa da Fabi e do Dino e li sobre a vida das sereias pra Sophia dormir. Não terminei pois a Sophis dormiu antes. Preciso terminar o livro sobre as sereias amanhã.

sexta-feira, dezembro 26, 2014

terça-feira, novembro 04, 2014

Amor prohibido


César Vallejo





Subes centelleante de labios y de ojeras!
Por tus venas subo, como un can herido
que busca el refugio de blandas aceras.

Amor, en el mundo tú eres un pecado!
Mi beso en la punta chispeante del cuerno
del diablo; mi beso que es credo sagrado!

Espíritu en el horópter que pasa
¡puro en su blasfemia!
¡el corazón que engendra al cerebro!
que pasa hacia el tuyo, por mi barro triste.
¡Platónico estambre
que existe en el cáliz donde tu alma existe!

¿Algún penitente silencio siniestro?
¿Tú acaso lo escuchas? Inocente flor!
... Y saber que donde no hay un Padrenuestro,
el Amor es un Cristo pecador!

segunda-feira, novembro 03, 2014

Sueño



Estallará la isla del recuerdo.
La vida será sólo un acto de candor.
Prisión
para los días sin retorno.
Mañana
los monstruos del buque destruirán la playa
sobre el viento del misterio.
Mañana
la carta desconocida encontrará las manos del alma.

(Pizarnik)

terça-feira, setembro 30, 2014

Sin miedo ni esperanza

Hoy no acudí a una clase en la universidad pues no había leído los textos para una evaluación - la asignatura de lengua española. De modo que la licenciatura se me está yendo a la chingada otra vez. Me desperté temprano, fui a una biblioteca local y vacía para escribir un artículo que tengo que entregar el viernes en la universidad. Ese trabajo me dan ganas hacerlo pero la lectura de los detectives salvajes está más entretenida aunque sea en portugués. Sigo leyendo las aventuras de Juan García Madero, el narrador de la historia que me da aun más ganas de conecer al DF y abandonar a la licenciatura.

Meu amigo mexicano

Hoje perambulamos pela cidade. Conversamos sobre cinema, mulheres, música e livros. Depois tomamos um ônibus e fomos à PUC ouvir uns caras falarem sobre Bolaño.

LOS PERROS ROMÁNTICOS
En aquel tiempo yo tenía veinte años
y estaba loco.
Había perdido un país
pero había ganado un sueño.
Y si tenía ese sueño
lo demás no importaba.
Ni trabajar ni rezar
ni estudiar en la madrugada
junto a los perros románticos.
Y el sueño vivía en el vacío de mi espíritu.
Una habitación de madera,
en penumbras,
en uno de los pulmones del trópico.
Y a veces me volvía dentro de mí
y visitaba el sueño: estatua eternizada
en pensamientos líquidos,
un gusano blanco retorciéndose
en el amor.
Un amor desbocado.
Un sueño dentro de otro sueño.
Y la pesadilla me decía: crecerás.
Dejarás atrás las imágenes del dolor y del laberinto
y olvidarás.
Pero en aquel tiempo crecer hubiera sido un crimen.
Estoy aquí, dije, con los perros románticos
y aquí me voy a quedar.

quinta-feira, setembro 18, 2014

Da Preguiça


Suave preguiça, que do mau querer
E de tolices mil ao abrigo nos põe…
Por causa tua, quantas más ações
Deixei de cometer.

(Mario Quintana)

terça-feira, setembro 16, 2014

Festina lente


"O que está oculto não nos interessa" Wittigenstein

Perambular pela cidade em sua companhia. Seja qual for a cidade: Buenos Aires, São Paulo, Palermo ou Cidade do México.

"Não serei tão drástico: Penso que estamos sempre no encalço de alguma coisa oculta ou pelo menos potencial ou hipotética, de que seguimos os traços que afloram à superfície do solo. Creio que nossos mecanismos mentais elementares se repetem através de todas as culturas da história humana, desde os tempos do Paleolítico em que nossos ancestrais se davam à caça e à colheita. A palavra associa o traço visível à coisa invisível, à coisa ausente, à coisa desejada ou temida, como uma frágil passarela improvisada sobre o abismo."



segunda-feira, setembro 15, 2014

Poucas palavras, sem teses, nenhuma estrada real...

"Uma conversa vagabunda e a alegria do diálogo com uma pessoa querida trazem à cena 'imagens, uma música, gestos que me livram da banalidade da maioria dos nossos discursos (...). É uma experiência da liberdade que nos leva a caminhos que não pensávamos que existissem'".
(Adauto Novaes - citando Pierre Sansot)

domingo, setembro 07, 2014

Flashes

Minhas primeiras recordações estão imersas no vermelho e no negro. O vermelho das paredes do quarto. O vermelho do piso da casa toda... Lembro me de João, negro, que vinha trazer o leite. O pequenino cão que avançava nele...Dizem que eu queria tomar bastante café pra ficar da cor do João.

terça-feira, abril 29, 2014

Plagiando Pizarnik

Herdei de meus pais a ânsia de fugir. Dizem que meu sangue é latino americano. Eu sinto que cada glóbulo procede de um ponto distinto. De cada nação, de cada província, de cada ilha, golfo, acidente, arquipélago, oásis.  De cada pedaço de terra ou de mar usurparam algo e assim me formaram, condenando me a eterna busca de um lugar de origem.