segunda-feira, julho 06, 2009

SOund track for losers and suckers and steady-bad-luckers


"Interstate 8"


Spent 18 hours waiting stoned for space

I spent the same 18 hours in the same damn place

I'm on a road shaped like a figure 8

I'm going nowhere, but I'm guaranteed to be late

You go out like a riptide

You know that ball has no sides

You're an angel with an amber halo

Black hair and the devil's pitchfork

Wind-up anger with the endless view of

The ground's colorful patchwork

How have you been?

How have you?

I drove around for hours,

I drove around for days

I drove around for months and years and never went no place

We're on a pass, we're on pass

I stopped for gas, but where could place be

To pay for gas to drive around

Around the Interstate 8

You go out like a riptide

You know that ball has no sides

You're an angel with an amber halo

Black hair and the devil's pitchfork

Wind-up anger with the endless view of

The ground's colorful patchworkHow have you been?

How have you?



quinta-feira, julho 02, 2009

Reading for fun (leissure activities) - A respecto del neoliberalismo


David Harvey: Breve historia del neoliberalismo


Este libro describe la genealogía del neoliberalismo como la construcción de un arma de consenso ideológico y de un instrumental de gestión macroeconómica y de ordenación microeconómica de la empresa y del Estado. Lejos de tratarse de una adaptación natural y de una respuesta técnicamente neutra a las dificultades experimentadas por las economías occidentales y por las estrategias de desarrollo del Sur global tras la crisis de la década de 1970, David Harvey demuestra cómo el neoliberalismo fue una contundente y articulada respuesta política concebida por las clases dominantes globales para disciplinar y restaurar los parámetros de explotación considerados «razonables» tras la onda de luchas que recorrieron el planeta tras la Segunda Guerra Mundial.

lecturas sobre Neoliberalismo


“The idea of freedom ‘…degenerates into a mere advocacy of free enterprise’, which means ‘the fullness of freedom for those whose income leisure and security need no enhancing, and a mere pittance of liberty for the people, who may in vain attempt to make use of their democratic rights to gain shelter from the power of the owners of property’. But if, as is always the case, ‘no society is possible in which power and compulsion are absent, nor a world in which force has no function’, then the only way this liberal utopian vision could be sustained is by force, violence and authoritarianism. Liberal or neo-liberal utopianism is doomed, in Polyani’s view to be frustrated by authoritarianism, or even outright fascism”. “The idea of freedom ‘…degenerates into a mere advocacy of free enterprise’, which means ‘the fullness of freedom for those whose income leisure and security need no enhancing, and a mere pittance of liberty for the people, who may in vain attempt to make use of their democratic rights to gain shelter from the power of the owners of property’. But if, as is always the case, ‘no society is possible in which power and compulsion are absent, nor a world in which force has no function’, then the only way this liberal utopian vision could be sustained is by force, violence and authoritarianism. Liberal or neo-liberal utopianism is doomed, in Polyani’s view to be frustrated by authoritarianism, or even outright fascism”. “The idea of freedom ‘…degenerates into a mere advocacy of free enterprise’, which means ‘the fullness of freedom for those whose income leisure and security need no enhancing, and a mere pittance of liberty for the people, who may in vain attempt to make use of their democratic rights to gain shelter from the power of the owners of property’. But if, as is always the case, ‘no society is possible in which power and compulsion are absent, nor a world in which force has no function’, then the only way this liberal utopian vision could be sustained is by force, violence and authoritarianism. Liberal or neo-liberal utopianism is doomed, in Polyani’s view to be frustrated by authoritarianism, or even outright fascism”. “The idea of freedom ‘…degenerates into a mere advocacy of free enterprise’, which means ‘the fullness of freedom for those whose income leisure and security need no enhancing, and a mere pittance of liberty for the people, who may in vain attempt to make use of their democratic rights to gain shelter from the power of the owners of property’. But if, as is always the case, ‘no society is possible in which power and compulsion are absent, nor a world in which force has no function’, then the only way this liberal utopian vision could be sustained is by force, violence and authoritarianism. Liberal or neo-liberal utopianism is doomed, in Polyani’s view to be frustrated by authoritarianism, or even outright fascism”.


DAVID HARVEY

terça-feira, junho 23, 2009

Rancheros Bonitos ( o Cholos? Malafachas? )


A Tânia e o Cleber colaboraram com o figurino, a locação é o Horto , destino era Pedra Grande que perto da atibaiana é pequena. Valeu galera!

sexta-feira, junho 19, 2009

espero que goste




"Tudo o que eu faço

alguém em mim que eu desprezo

sempre acha o máximo.

Mal rabisco,

não dá mais para mudar nada.

Já é um clássico".

[do livro Distraídos Venceremos]

quarta-feira, junho 17, 2009

Leminsky (Walter Benjamin e todos outros poetas)


das coisas
que eu fiz a metro
todos saberao
quantos quilometros
sao


aquelas
em centimetros
sentimentos minimos
impetos infimos
nao?

quinta-feira, junho 04, 2009

segunda-feira, junho 01, 2009

A comilança


Tenho medo de cachorros, gatos e crianças. São imprevisíveis, dizia consigo mesmo. A vida parecia uma sucessão de equívocos e cada vez que parava para pensar sentia o vazio. Tenho feito promessas que não irei cumprir. E o mundo girava enquanto se tenta saltar, ou algo que o valha. Tenho medo de esquecer as coisas que ainda fazem sentido pra mim. A noite começava a devorar o sol da tarde para vomitá-lo sobre a terra na aurora. E eu nunca disse uma única palavra verdadeira pra você em toda minha vida. Pensou que aquela hora não haveria problema em caminhar pelo bairro, não haveria nem cacchorros nem gatos nem crianças na rua. Queria passar o tempo e resolveu caminhar até o cemitério, o problema é que há sempre gatos em cemitérios. Imaginava qual seria a causa dessa estranha combinação. Será que era por conta dos ratos ou insetos que roiam os defuntos. Foi assim mesmo. Pensava em Mastroiani, Moreau e naquela moça que contracenava com eles em la Notte, será que Moreau estva morta? e a moça? não importava. Sorriu.

sexta-feira, maio 29, 2009

La Notte


Reflexos de uma cidade. Ruídos urbanos. Concreto e vidro se misturam por meio de uma trilha sonora feita do ronco dos automóveis, dos helicópteros e aviões que circundam o céu de uma cidade que não pára. A mesma Milão dos anos sessenta será reconhecida mais tarde em São Paulo S/A. E Mastroiani torna-se Walmor Chagas e Jeanne Moreau, Eva Vilma. E esta mulher...

Cais





"Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar"

quarta-feira, maio 27, 2009

O último leitor


El cariño que te tengo
Yo no lo puedo negar
Se me sale la babita
Yo no lo puedo evitar



Tristeza rima com beleza, Tenho duas palavras que não saem da minha cabeça, são nomes que ouvi e li recentemente e ficaram no meu subconsciente, ou melhor, meu consciente. Quero contar uma história mas os nomes e as coisas já me narram outra história. As palavras me encantam e me confundem. Os nomes das coisas às vezes me fascinam, digo, nem sempre, mas às vezes, e parecem conter neles mesmos outros tempos, histórias fantásticas.


Tento narrar mas os detalhes me atrapalham, ao mesmo tempo sem eles não consigo contar nem apreender a experiência. Decidi contar a história desse caderno, mas me esqueci de descrever a foto contida em sua página de rosto, pois meu achado se parece mais com um livro a ser escrito do que um caderno.

A foto é estranha, em vez de descrevê-la penso em qual seria sua história. Será que a mulher na foto é a dona do caderno? Ou ela seria o motivo pelo qual o caderninho existia? Tinha um nome ao lado da foto, Stella, era o nome da fulana, ou da fotógrafa? Nome da fã que escreveria sobre inspiração da atriz? Era uma atriz sem dúvida naquela foto, pois estava sobre um palco de fundo negro.

Meu atual escritor favorito sempre começa suas histórias com um cadáver, eu começo com um caderno.

terça-feira, maio 26, 2009

Suíte (Bachianas)




Gostaria de pensar nas diferenças, uma vez a viu no restaurante, os lábios estavam roxos do frio, hoje, estavam vermelhos do calor, daquela vez não podia ver seu cabelo por causa do chapéu, agora, entendia suas curvas, percebia seu comprimento, sentia sua textura. O sorriso nos olhos, diferente da fome e do frio que eles passavam antes. Certamente, um minueto.
para Fabio e Ana Oshiro, que gostam de música.

quinta-feira, maio 21, 2009

Do medo de ficar só

Come um doce antes de dormir. Acorda e ainda tem fome, o frio deixa as coisas mais difíceis, cabeças abaixadas, solidão e medo, aliás acho que o ambiente não tem muito que ver com o estado dela. Queria cumprimentá-la, convidá-la prum café ou uma cerveja, adoro cerveja no frio, mas ela só toma àgua. Já disse tudo que sentia, mas ela se afastou, eu a abracei, mas ela acha que havia más intenções, não, o que havia era carinho, agora, só mágoa e frio e fome.

terça-feira, maio 12, 2009

CANÇÃO ( Canzo - de Guilhem de Peitieu) trad.Augusto de Campos


Fiz um poema sobre o nada:
Não é de amor nem é de amada,
Não tem saída nem entrada,
Ao encontrá-lo,
Ia dormindo pela estrada
No meu cavalo.

Eu não sei quando fui gerado:
Não sou alegre nem irado,
Não sou falante nem calado,
Nem faço caso,
Aceito tudo que me é dado
Como um acaso.

Não sei quando é que adormeci,
Quando acordei também não vi,
Meu coração quase parti
Com o meu mal,
Mas eu não ligo nem a ti,
Por São Marcial.

Estou doente e vou morrer,
Não sei de quê, ouvi dizer,
A um médico vou recorrer,
Mas não sei qual,
Será bom se me socorrer
E se não, mau.

Tenho uma amiga, mas quem é
Não sei nem ela sabe e até
Nem quero ver, por minha fé,
Pouco me importa
Se há normando ou francês ao pé
Da minha porta.

Eu não a vi e amo a ninguém
Que não me fez nem mal nem bem
E nem me viu. Isso, porém,
Tanto me faz,
Que eu sei de outra, entre cem,
Que vale mais.

Finda a canção, não sei de quem,
Irei passá-la agora a alguém
Que a passará ainda além
A amigo algum,
Que logo a passará também
A qualquer um.

sexta-feira, maio 08, 2009

"Eu queria um castelo sangrento", dissera o comensal gordo

estvas na zona ou te sonhei? meus amigos partem rindo, nós nos encontraremos outra vez e falaremos sobre Londres, sobre Boniface Perteuil, da Cidade. mas tu, Hélène, terás sido mais uma vez um nome que eu ergo contra o nada, o simulacro que eu invento com palavras enquanto Frau Marta, enquanto a condessa se aproximam e me olham?

quarta-feira, abril 29, 2009

"Cuidado" Marcabru (tradução Augusto de Campos)

Direi logo sem tardança,
Para doer na lembrança,
Meu verso que não se cansa:
-Cuidado!-
Quem diante do Amor balança
Cansará de andar errado.

A velhice enruga o rosto,
Mas o Amor, sempre disposto,
A todos cobra o seu gosto:
-Cuidado-
Todos pagam esse imposto
Que nunca será quitado.

Amor é como a fagulha
Adormecida na hulha,
Que o fogo desembrulha:
-Cuidado-
Não pode fugir o pulha
Que pelo fogo é fisgado.

Direi do Amor como isca,
Que ora olha e ora pisca,
Ora beija, ora mordisca:
-Cuidado-
Será mais reto que risca
Se eu estiver ao seu lado.

Outrora o Amor era honesto,
Agora é torto e funesto,
É como um gato molesto:
-Cuidado!-
Ou te morde ou lambe, lesto,
Com língua de lixa armado.

Sua lei é traiçoeira,
Toma o mel e deixa a cera,
Só para si pela a pêra:
-Cuidado-
Para tê-lo na coleira
Melhor é vê-lo castrado.






Quem ao falso Amor se ata,
Com o diabo contrata,
Da o dorso à chibata;
-Cuidado!-
Quem muito se esgaravata
Acaba sendo escorchado.

O Amor nada tem de belo,
Mata a gente sem cutelo,
Deus não fez pior flagelo;
-Cuidado!-
Ao fero fará farelo
O Amor, se não for domado.

Amor faz ao modo de égua:
Todo o dia te carrega
E nunca mais te dá trégua;
-Cuidado!-
Que lá vai de légua em légua
Correndo desenfreado.

Eis como o Amor se aparelha:
Ele é cego e olha de esguelha,
Leve língua, atenta orelha;
-Cuidado!-
Morde mais doce que abelha,
Porém custa a ser curado.

Quem de mulheres é amigo
Com razão sofre castigo,
A Escritura diz comigo:
-Cuidado!-
Ficarás ao desabrigo
Se não fores avisado.

Marcabru, de Marcabru’a,
Foi engendrado em tal lua
Que sabe o Amor como atua:
-Cuidado!-
Ainda que do Amor não frua,
Não ame nem seja amado.

segunda-feira, abril 06, 2009

Fourth time around


DYLAN/ YO LA TENGO
"When she said,
"Don't waste your words, they're just lies,"
I cried she was deaf.
And she worked on my face until breaking my eyes,
Then said, "What else you got left?"
It was then that I got up to leave
But she said, "Don't forget,
Everybody must give something back
For something they get."

I stood there and hummed,
I tapped on her drum and asked her how come.
And she buttoned her boot,
And straightened her suit,
Then she said, "Don't get cute."
So I forced my hands in my pockets
And felt with my thumbs,
And gallantly handed her
My very last piece of gum.

She threw me outside,
I stood in the dirt where ev'ryone walked.
And after finding I'd
Forgotten my shirt,
I went back and knocked.
I waited in the hallway, she went to get it,
And I tried to make sense
Out of that picture of you in your wheelchair
That leaned up against . . .

Her Jamaican rum
And when she did come, I asked her for some.
She said, "No, dear."
I said, "Your words aren't clear,
You'd better spit out your gum."
She screamed till her face got so red,
Then she fell on the floor,
And I covered her up and then
Thought I'd go look through her drawer.

And when I was through,
I filled up my shoe, and brought it to you.
And you, you took me in,
You loved me then,
You never wasted time.
And I, I never took much,
I never asked for your crutch,
Now don't ask for mine".

Indie rockers or sugar stalkers?

Alfa


Hoje decidi sair. Devia me divertir, fugir do trabalho, da rotina, do mesmo homem e da mesma foda no fim do dia. Acho que não sei o que quero, mas certamente não é isso. Enquanto ela pensa, penteia o cabelo, toma o café e em seguida escova os dentes. Quero fugir, mas antes de sair verifica se o gás está fechado, se há comida suficiente pra Adorno e se sua caixinha ainda é transitável. O sol esquenta a calçada quando ela põe o pé pra fora. Não sente pois o salto é alto. Nunca mais voltar, como se estivesse pegando fogo, queimar até o fim. Adorno se viraria se o idiota não conseguisse tomar conta nem de um gato.

Existe algo que não se define em uma palavra, e uma vontade de me sentir só. Foi muito tempo dedicado aos outros, ou melhor, ao outro, não importa. Agora quero correr, ver o mar ou o mato, mas só, sem ninguém pra me dizer o que sente por mim. Estou longe, e sabe que está longe das respostas. Apesar de não estar mais de uma quadra longe de casa me pergunto se vale a pena. Três quadras depois, se pergunta, se é mais fácil pegar um ônibus na rodoviária, ou um táxi até o aeroporto. Era a única que procurou por ele, e agora se arrepende.

Tanto tempo perdido. Enquanto paga o bilhete se arrepende do que passou. A mulher pergunta se vai pagar a volta, digo que não tem volta.