domingo, fevereiro 27, 2011

La edad crítica , la poesia moderna, etc


fascinar
(francês fasciner, do latim fascino, -are, encantar, lançar feitiços, fascinar)
v. tr.
1. Subjugar, atrair a si com o olhar.
2. Prender com feitiços.
3. Fig. Deslumbrar.
4. Encantar.
5. Seduzir, alucinar.

"La historia de la poesia moderna - al menos la mitad de esa historia - es la de la fascinación que han experimentado los poetas por las construciones de la razon crítica. Fascinar quiere decir hechizar, magnetizar, encantar; asimismo: engañar."

Octavio Paz en Los hijos del limo

sábado, fevereiro 26, 2011

By Jaime Sabines

"¡Qué costumbre tan salvaje esta de enterrar a los muertos!, ¡de matarlos, de aniquilarlos, de borrarlos de la tierra! Es tratarlos alevosamente, es negarles la posibilidad de revivir.

Yo siempre estoy esperando a que los muertos se levanten, que rompan el ataúd y digan alegremente: ¿por qué lloras?

Por eso me sobrecoge el entierro. Aseguran las tapas de la caja, la introducen, le ponen lajas encima, y luego tierra, tras, tras, tras, paletada tras paletada, terrones, polvo, piedras, apisonando, amacizando, ahí te quedas, de aquí ya no sales.

Me dan risa, luego, las coronas, las flores, el llanto, los besos derramados. Es una burla: ¿para qué lo enterraron?, ¿por qué no lo dejaron fuera hasta secarse, hasta que nos hablaran sus huesos de su muerte? ¿O por qué no quemarlo, o darlo a los animales, o tirarlo a un río?

Habría que tener una casa de reposo para los muertos, ventilada, limpia, con música y con agua corriente. Lo menos dos o tres, cada día, se levantarían a vivir".

De: Otro recuento de poemas

JAIME SABINES

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Autonomia da arte na modernidade ("edad crítica")

estou lendo Los hijos del limo

Quando Ocatvio Paz discute a autonomia da arte ele se refere em relação a religião, por exemplo, pois os valores artisticos se separam dos valores religiosos. Logo, o poético, o artístico e o belo teriam sido convertidos em valores em si mesmos, sem referência a outros valores.

Que outro tipo de autonomia teria a arte?

A maneira como ele enleia seus argumentos de alguma forma vão contra os estudos de literatura e sociedade? Que tipo de crítica faz Octavio Paz?


gravura de Paul Klee

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Portuñol (disculpame pero perdóname)


Tuve que ir por unos ensayos y libros en la biblioteca hoy. Buscaba uno ensayo de Octavio Paz que se llama Los hijos del limo.... y de hecho encontré La hija del limo... me pareció chistoso pero creo que me sirve.
De hecho, lo mejor que me pasó en la biblioteca es que también iba por el livro más conocido de Oliverio Girondo que se llama Veinte poemas para ser leídos en el tranvía. Logré hallarlo, una edición antigua que hizo parte de la coleción del gran Néstor Perlongher. (me lo dijeron que ese autor fue un gran escritor y maestro aqui en São Paulo, de hecho, en Campinas, todavía no lo he leído)

También buscaba a un libro de Borges y lo encontré. Lo estuve leyendo, padrísimo! La historia universal de la infamia.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Sonho (uma história universal)


Uma jangada impressionante construída pelo meu pai
Pessoas partidas, divididas ao meio e torturas inimagináveis.
Um livro de Borges que se esgotou faz 2 anos
A composição de um requiem do qual eu sou autor da letra
Uma janela e um salto
Filmes de meus sonhos


Foto: Cena de Synecdoche New York

domingo, fevereiro 20, 2011

MILONGA (Oliverio Girondo)




Sobre las mesas, botellas decapitadas de “champagne” con

corbatas blancas de payaso, baldes de níquel que trasuntan

enflaquecidos brazos y espaldas de “cocottes”.

El bandoneón canta con esperesos de gusano baboso, contradice

el pelo rojo de la alfombra, imanta los pezones, los

pubis y las puntas de los zapatos.

Machos que se quiebran en cuarto ritual, la cabeza hundida

entre los hombros, la jeta hinchada de palabras soeces.

Hembras con las ancas nerviosas, un poquito de espuma

en las axilas, y los ojos demasiado aceitados.

De pronto se oye un fracaso de cristales. Las mesas dan

un corcovo y pegan cuatro patadas en el aire. Un enorme

espejo se derrumba con las columnas y la gente que tenía

dentro; Mientras entre un oleaje de brazos y de espaldas estallan

las trompadas, como una rueda de cohetes de bengala.

Junto con el vigilante, entra la aurora vestida de violeta.

Bueno Aires, octubre, 1921

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Los Puentes de Königsberg


Era uma vez dois narradores. Era uma vez 6 meninas desaparecidas. Era uma vez Floro, Blasco, Polaco, suas bebedeiras e suas histórias. Era uma vez o desaparecimento da filha dos Gortari. Era uma vez Andrea e o filho dos Gortari, uma professora e um aluno. Era uma vez Laura, Floro e uma obra de teatro. Era uma vez a Señora Alvarado e sua filha desaparecida, Araceli. Era uma vez Alberta, Blasco e uma caixa de bonbons. Era uma vez Nicole, Lucas David e as Crônicas prussianas. Era uma vez 1944 e 1968. Era uma vez 1410 e 1583. Era uma vez Monterrey e Königsberg. Era uma vez sete pontes. Era uma vez a guerra. Era uma vez um rio. Era uma vez tudo ao mesmo tempo.


segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Lo cierto (Camila Moreno)




De tanta carne sin masticar
lluvia o rubí
se queda en sí, así no se puede dar

Lo que esta afuera es el final
yo no por ti
tu no por mi, por dentro rugirá

De tanta piedra que granizar
vino a caer
lo imposible de nuevo por no ver

Y si estamos despiertos
pa' cuando llegue la mitad
él le dirá todo lo cierto
su amor entero siempre llegará

domingo, fevereiro 13, 2011

Você pode ir na janela (Sérgio Guilherme Filho)


Se não vai...

não desvie a minha estrela
não desloque a linha reta

Você só me fez mudar
mas depois mudou de mim

Você quer me biografar
mas não quer saber do fim

Mas se vai...

Você pode ir na janela
Pra se ammorenar no sol
que não quer anoitecer

E ao chegar no meu jardim
mostro as flores que falei

Vai sem duvidar
Mas se ainda faz sentido, vem
Até se for bem no final
será mais lindo

Como a canção
que um dia fiz
pra te brindar

Foto: William Burrooughs de Richard Avedon

sábado, fevereiro 12, 2011

Ipseidade e sua dispersão



(...)
E sinto que a minha morte –
Minha dispersão total –
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital.
(...)
Mário de Sá Carneiro

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Arte do chá (Paulo Leminski)



ainda ontem
convidei um amigo
para ficar em silêncio
comigo

ele veio
meio a esmo
praticamente não disse nada
e ficou por isso mesmo

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Los Puentes de Königsberg (de David Toscana)


Königsberg, continuó la maestra Andrea, es una de las ciudades más bellas del mundo, muy distinta a esta pocilga. Se sabe que allá vivió uno de los más sabios filósofos de la historia; también nació un escritor tan maravilloso que hizo hablar a un gato y nombró a los que no tenian nombre; en aquella ciudad los literatos armaron una tormenta, se enamoró el más intenso de los compositores románticos y un matemático hizo teología con el álgebra. (39)

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Aprendizado (Barulhos) de Ferreira Gullar


"Do mesmo modo que te abriste a alegria
abre-te agora ao sofrimento
que é fruto dela
e seu avesso ardente.

Do mesmo modo
que da alegria foste
ao fundo
e te perdeste nela
e te achaste
nessa perda
deixa que a dor se exerça agora
sem mentiras
nem desculpas
e em tua carne vaporize
toda ilusão

que a vida só consome
o que a alimenta"

domingo, fevereiro 06, 2011

Domingo (Mário de Andrade)


Missas de chegar tarde, em rendas,
e dos olhares acrobáticos...
tantos telégrafos sem fio!
Santa Cecília regorgita de corpos lavados
e de sacrilégios picturais...
mas Jesus Cristo nos desertos,
mas o sacerdote no "Confiteor"... Contrastar!
- Futilidade, civilização...


Hoje quem joga?... O Paulistano.
(...)

sábado, fevereiro 05, 2011

Encontros e despedidas ( PARA Dona Olimpia e Seu Emílio)


Se a metonímia do ser é o desejo, a metáfora da vida é uma viagem e nossos receios?

Aprendizado

(...)
"Agora porém
depois de
tudo
sei que
morro


sem ênfase"

FERREIRA GULLAR

Tristura (Mário de Andrade)


"Une rose dans les ténèbres" Mallarmé

Profundo. Imundo meu coração...

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Mais Feliz

Adriana Calcanhotto
Composição: Dé/ Bebel Gilberto/ Cazuza


O nosso amor não vai parar de rolar
De fugir e seguir como um rio
Como uma pedra que divide um rio
Me diga coisas bonitas
O nosso amor não vai olhar para trás
Desencantar, nem ser tema de livro
A vida inteira eu quis um verso simples
P'ra transformar o que eu digo
Rimas fáceis, calafrios
Fure o dedo, faz um pacto comigo
Num segundo teu no meu
Por um segundo mais feliz

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Vambora (Composição: Adriana Calcanhotto)

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Prá mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva...
Ainda tem o seu perfume
Pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara?
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz...
Ainda tem o seu perfume
Pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara?
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas...